segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Tirem as mãos da Síria!


TKP – PARTIDO COMUNISTA DA TURQUIA

Há cerca de oito anos, começaram as manifestações antigovernamentais na Síria. Essas manifestações logo se transformaram em um levante armado e confrontos em certas cidades. Então, juntamente com o envolvimento de forças estrangeiras, começaram a guerra civil e a ocupação das potências imperialistas lideradas pelos EUA.
Naquela época, os planos do imperialismo estadunidense para o Oriente Médio estavam em vigor. O governo do AKP (Turquia) estava mais do que ansioso por desempenhar o papel de ator principal nesses planos. Os Estados Unidos e o AKP começaram a armar e treinar vários grupos contra o governo de Assad, na Síria. A OTAN, a MIT (Agência Nacional de Inteligência da Turquia) e a CIA se reuniram na Síria. Gangues jihadistas foram equipadas com as armas mais modernas. Exércitos foram estabelecidos além dessas gangues. A Turquia assumiu a responsabilidade pelo treinamento desses exércitos. 
Como se isso não bastasse, foram realizadas reuniões em Antália e Istambul com os representantes dessas quadrilhas. Os membros das gangues receberam salários da Turquia. O AKP, além de interferir nos assuntos internos do nosso vizinho, a Síria, assumiu o papel de provocar diretamente uma guerra civil naquele país. No entanto, o processo não se desenrolou como previsto pelos EUA e pelo AKP. O povo da Síria resistiu contra a ocupação imperialista e as gangues reacionárias.
Por outro lado, o povo da Síria pagou um preço muito alto nesses oito anos. A Síria perdeu centenas de milhares de membros de seu povo. Milhões foram deslocados. Foram submetidos à escuridão medieval em meados do século XXI. Em algumas regiões, os moradores foram submetidos à barbárie e ao fanatismo mais selvagens.
AKP COMETE UM CRIME HÁ OITO ANOS
A Síria ainda está sob ocupação e é um estado dividido. Gangues jihadistas e suas forças armadas ainda estão aterrorizando certas regiões.
O AKP está cometendo um grande crime nos últimos oito anos. O AKP desconsidera a soberania de outro país e abertamente financia, treina gangues separatistas e jihadistas e as transforma em forças armadas dentro da Síria.
O governo do AKP, juntamente com os EUA, são os principais criminosos por trás da tragédia humana na Síria. Esse crime, no qual embarcaram juntos em nome da liberdade do povo sírio, abriu uma enorme ferida que não pode ser curada há anos, não apenas na Síria, mas em toda a região.
AKP E EUA SÃO PARCEIROS NA AÇÃO CRIMINOSA NA SÍRIA
Nem o governo do AKP, nem os EUA, nem qualquer outra força imperialista podem trazer paz ao povo da Síria.
É evidente que a retórica de paz e liberdade daqueles que confiam nas forças imperialistas, que veem a solução em conceitos como governo autônomo, localidade, regionalismo, nada mais é do que o produto de estratégias imperialistas para dividir o povo. Aqueles que confiam nesse ou naquele nacionalismo agem de forma fútil.
A decisão por um futuro pacífico e próspero pertence apenas ao povo da Síria. As demandas dos trabalhadores da Síria que resistiram à intervenção imperialista nos últimos oito anos são claras: independência, soberania e integridade territorial.
A operação do AKP hoje contra um país cuja soberania desconsidera, sob o pretexto da segurança da Turquia, é inaceitável. Além disso, o fato de isso ser justificado com a reivindicação do retorno dos sírios deslocados para suas casas não passa de uma grande hipocrisia.
FORÇAS IMPERIALISTAS SÃO A AMEAÇA REAL À NOSSA SEGURANÇA
A ameaça real à segurança de nosso país é a OTAN, são os EUA e as forças imperialistas e aqueles que insistem em colaborar com eles. A paz na Síria só pode ser estabelecida quando todas as forças imperialistas e ocupantes se retirarem da região. São os sírios que podem determinar o futuro da Síria.
Partido Comunista da Turquia – Comitê Central
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
https://www.tkp.org.tr/en/aciklamalar/hands-syria-0


domingo, 20 de outubro de 2019

Solidariedade à Vereadora Bella Gonçalves (PSOL-BH)



O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a União da Juventude Comunista (UJC), a corrente Sindical Unidade Classista (UC) e o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) vêm a público repudiar a tentativa de suspensão do mandato da vereadora Bela Gonçalves do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 

Na quarta-feira, dia 02 de outubro, durante a discussão do “Projeto de Lei” inconstitucional “Escola sem Partido” na câmara municipal de Belo Horizonte, a Vereadora Bella Gonçalves teve arbitrariamente seu microfone desligado no meio de sua fala. Sem se intimidar diante da ação arbitrária e machista, a Vereadora utilizou outro microfone para dar continuidade a seu discurso.

Desde o dia 15/10 circula a informação na imprensa burguesa de que o corregedor da Câmara Municipal teria se posicionado de forma favorável ao acolher de denúncia apresentada contra a Vereadora. Este processo visa a suspensão do mandato da vereadora eleita legitimamente nas eleições municipais de 2016 pela Frente BH-Socialista composta pelo PSOL e pelo PCB. Bella Gonçalves vem se destacando em BH como uma verdadeira tribuna popular em defesa dos interesses da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares.
São cada vez mais evidentes a perseguição e os ataques a militantes de partidos políticos de esquerda, que atuam na defesa dos nossos direitos e no combate a projetos como o Escola sem Partido, aprovado de forma antidemocrática, violenta e autoritária na Câmara Municipal de BH. Manifestamos todo nosso apoio e solidariedade à Vereadora Bella Gonçalves, ao PSOL e às Brigadas Populares. Não nos calaremos ante a perseguição, aos ataques e ao machismo. Seguiremos firmes na luta contra o Projeto Escola sem Partido, pelas liberdades democráticas, pelo Poder Popular e pelo Socialismo!
Belo Horizonte, 16 de outubro de 2019.
Partido Comunista Brasileiro (PCB).
União da Juventude Comunista (UJC)
Unidade Classista (UC)
Coletivo Feminista Classista Classista Ana Montenegro (CFCAM)



Mineração e morte nos rios da Amazônia


 
Foto: Helena Andrade

Amazônia
IHU-UNISINOS
Por: João Vitor Santos | Edição: Ricardo Machado
A absoluta falta de imaginação política e de investimento em pesquisas e tecnologia industrial é a âncora que mantém o Brasil preso à exploração ambiental, mineral e a uma balança comercial baseada em venda de bens primários sem valor agregado, ou seja, commodities. Isso faz com que a região mais rica do país em termos de biodiversidade seja, sistematicamente, atacada por projetos de desenvolvimento não somente insustentáveis do ponto de vista ambiental, mas também etnocidas. “Em suma, os índios e suas terras na Amazônia estão há anos sob o cerco inclemente de três processos invasivos: a expansão do arco de desmatamento da floresta pela ação da agropecuária; a invasão e intrusão de levas de trabalhadores dos garimpos e dos enclaves de mineração; e a construção de barragens e usinas hidrelétricas”, afirma Gerôncio Rocha, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.
Há um vetor conjuntural que agrava, ainda mais, a situação, as políticas e as declarações de Jair Bolsonaro. “As falas do presidente da República sobre a exploração mineral e a garimpagem e suas restrições às terras indígenas têm efeito imediato e empolgam seus seguidores e eleitores na região. Ele produz e estimula dois efeitos deletérios, simultâneos: no front interno, de governo, esvazia os órgãos públicos ligados às questões indígenas e ambientais, desmoraliza e intimida os funcionários que exercem a fiscalização e, com isso, estimula os invasores; no meio político, insinua uma pauta de legalização da atividade garimpeira, abrindo as portas a projetos casuístas das empresas e dos donos de garimpos no Congresso”, destaca.

sábado, 19 de outubro de 2019

Líder do PSL diz que governo ‘não existe’ e volta a chamar Bolsonaro de ‘vagabundo’






ESTADÃO - Camila Turtelli

© Gabriela Biló/Estadão O deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO)  



BRASÍLIA - Gravado em uma reunião em que chama o presidente Jair Bolsonaro de “vagabundo”, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou, nesta sexta-feira, 18, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast, que o governo está parado, “não existe”, pois está focado na crise da legenda. “A única finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL.”

Segundo ele, o presidente está “comprando” deputados com “cargos e fundo partidário” para alçar o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao posto de líder da bancada. Na entrevista, o deputado repete o xingamento que fez em reunião fechada. “Eu não menti. Ele me traiu. Então, é vagabundo”, disse.

Afinal de contas, o que o senhor tem para implodir o presidente? O que é essa gravação que o senhor fala no áudio vazado?

A gravação que tem é a que já foi divulgada. É na qual ele pede votos, negociando com parlamentares e comprando a vaga do filho dele na liderança do PSL, oferecendo cargos e fundo partidário.

Acha que vai conseguir se manter como líder da bancada do PSL?

É uma vitória fenomenal eu ainda estar na liderança, considerando que líder do governo, o presidente e ministros estão atuando contra. O governo parou. O governo não existe hoje. A única finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL. A traição vem de onde você menos espera.

A bancada do PSL ainda votará com o governo?

Não haverá consenso em todas as pautas com o presidente Bolsonaro, o partido terá seu posicionamento. Qualquer conduta do presidente de tentar inibir os órgãos de combate à corrupção não terá nosso apoio, como já foi feito com o (Conselho de Controle de Atividades Financeira) Coaf, com enfraquecimento da Polícia Federal, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a ação do governo em relação à CPMI das Fake News.

Houve uma oferta para a ala dos “bolsonaristas” saírem do PSL sem perder o mandato. O senhor concorda com isso?

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Não mais criminalização das mulheres!



“Pobres e ricas todas abortam” – mas as pobres morrem.

Luiza Tonon – militante do PCB e dirigente do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Jandira, 27 anos, foi queimada e abandonada, após ser vítima fatal de um aborto de uma clínica clandestina no Rio de Janeiro. Mãe de uma menina, foi sozinha à clínica por se sentir envergonhada, e suas últimas palavras ao marido foram: “Amor, mandaram desligar o telefone, tô em pânico, ore por mim!”. 

Elizângela, 32 anos, teve seu corpo encontrado em uma estrada de Niterói/RJ após avisar a família que iria a uma clínica ao ter tomado a nada fácil decisão de interromper uma gestação indesejada. No mesmo Estado, Ingriane, de 31 anos, faleceu no hospital, com uma infecção generalizada, após procurar uma pessoa que realizaria um aborto nela com um talo de mamona, planta altamente tóxica. Em Itapema/SC, Caroline, de 23 anos, foi encontrada morta em seu banheiro, após ter uma hemorragia causada por remédios com o fim de aborto.
Já em Porto Velho/RO, uma outra mulher de 23 anos também utilizou comprimidos para terminar uma gravidez que não poderia prosseguir e, por necessitar de ajuda médica para não morrer, acabou recebendo voz de prisão no hospital. Em Birigui/SP, a prisão também foi o destino de uma mulher de 25 anos, denunciada pelo médico que deveria ajudá-la num momento em que precisou de socorros para não se tornar mais uma vítima fatal da criminalização do aborto no Brasil.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Bolsonaro 'ataca frontalmente' os direitos humanos, alerta HRW



 AFP 
O diretor executivo da HRW, Kenneth Roth, participa de entrevista coletiva em São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro está "atacando frontalmente" os direitos humanos no Brasil, denunciou nesta quarta-feira (16) o diretor da ONG Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth, denunciando as políticas de segurança e ambiental do governo empossado em janeiro.
Para Roth, o presidente estimularia a polícia a usar a força letal sem justificativa adequada; tem tentado enfraquecer o poder da sociedade civil e da mídia; atacou os defensores da floresta, deu aval à [exploração de] madeira ilegal na Amazônia e tem minado os esforços para combater a tortura.
Essa é a primeira vez que a HRW, uma organização internacional de defesa dos direitos humanos, traz sua junta de diretores ao Brasil para se reunir com autoridades locais a fim de "manifestar presencialmente nossa preocupação", disse Roth.
Embora avalie que o Brasil "tem uma democracia forte", o advogado americano adverte que ela está em jogo.
"Um presidente, somente porque foi eleito, não está acima da lei. Muitos autocratas no mundo tentam se colocar acima da lei. Dizem: 'fui eleito, não preciso seguir a lei, não preciso respeitar os direitos humanos'", alertou durante uma coletiva de imprensa em São Paulo.
"É assim que emerge um governo autoritário, assim que são gerados esses tipos de ditaduras eleitas", alertou.
Durante sua visita ao Brasil, entre os dias 14 e 17 de outubro, os membros da HRW têm uma agenda intensa, com reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e com o chanceler, Ernesto Araújo.
De acordo com Roth, a equipe de Bolsonaro não respondeu à sua solicitação de reunião e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, recusou um encontro.
Witzel tem promovido uma dura política de segurança, multiplicando os confrontos armados entre a polícia e os criminosos, o que muitas vezes resulta em vítimas civis.
Nos primeiros oito meses de 2019, 1.249 pessoas morreram assassinadas pela polícia no estado do Rio de Janeiro, um aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2018, ano em que, no total, foram registradas 1.534 mortes.


terça-feira, 15 de outubro de 2019


Agrotóxicos: milhões bebem água envenenada
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Coquetel de 27 agrotóxicos foi encontrado na água de 1 em cada 4 municípios brasileiros. Mas problema pode ser maior: amostragem aponta que mais da metade das cidades do país, ou não realizam os testes, ou escondem os dados
OutrasMídias
Por Luana Rocha e Mariana Della Barba, no Repórter Brasil
Não importa em qual parte do país você mora: pode ser difícil ou mesmo impossível saber se o copo de água que você está bebendo tem ou não agrotóxico e, pior, se a concentração do pesticida está acima do limite considerado seguro no Brasil.
O problema veio à tona após a publicação, pela Repórter Brasil e Agência Pública em parceria com a organização suíça Public Eye, da reportagem “Coquetel” com 27 agrotóxicos foi achado na água de 1 em cada 4 municípios”. Nela, um mapa interativo feito com base nos dados do Ministério da Saúde, coletados entre 2014 e 2017, mostrava os pesticidas encontrados nas torneiras do país, destacando quais municípios tinham índices acima do limite considerado seguro.
O mapa, divulgado em abril deste ano, trouxe pela primeira vez os dados nacionais de forma clara, de modo que o público não especializado pudesse entender. A publicação gerou grande repercussão, com mais de 400 veículos de mídia discutindo os resultados de suas cidades. Além do grande interesse público sobre esses dados, a repercussão revelou também que há uma série de falhas no monitoramento e na responsabilização dos órgãos envolvidos.
Há cidades, como Brasília e Recife, que descumprem a legislação ao não enviarem ao Ministério da Saúde os resultados dos testes sobre agrotóxicos na água. E outras como Bauru (SP), onde nenhuma providência foi tomada pela Vigilância Ambiental mesmo depois que os dados apontaram concentração de pesticidas na água 160 vezes acima do valor permitido – o que indicaria um risco iminente à população que bebe essa água. Também há empresas de abastecimento que minam a credibilidade do banco de dados ao enviar os resultados dos testes  usando parâmetros diferentes dos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, caso de São Carlos (SP), Porto Alegre (RS), Viçosa (MG) e Balneário Camboriú (SC).
“É um ambiente de desregulação total”, afirma o procurador do Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul, Marco Antonio Delfino de Almeida, sobre a estrutura que gira em torno do  Sisagua, o sistema criado pelo Ministério da Saúde para armazenar dados sobre a água e que funciona com o preceito de que a responsabilidade de alimentá-lo corretamente é dividida entre União, estados, municípios e empresas de abastecimento.  “Deveria ser papel do poder público analisar, avaliar e trazer esses dados para população de maneira ampla, irrestrita e transparente. Mas isso não acontece.”
Almeida chama atenção para a gravidade de situações em que, mesmo quando os testes não foram enviados ou os resultados indicavam concentração perigosa à saúde humana, não houve fiscalização, cobrança por providências ou penalidades.

Gilmar: Moro ‘virou personagem que Bolsonaro leva para jogo do Flamengo’



Poder360

 © Sérgio Lima/Poder360 Gilmar critica abordagem da mídia sobre ações do STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse, em entrevista no programa Conversa com Bial nessa 2ª feira (14.out.2019), que “o Moro chegou quase como um primeiro ministro. Depois, virou esse personagem que o Bolsonaro leva para o jogo do Flamengo”. Gilmar afirmou, ainda, que antes era Bolsonaro que precisava de Moro, agora ocorre o contrário.

Sobre o julgamento do ex-presidente Lula, disse que o STF terá de fazer com muito cuidado, pois há muitos vícios no caso. “Eu tenho dito que o Lula merece um julgamento justo… Vamos ter capítulo sobre o eventual significado da Vaza Jato, o eventual aproveitamento ou não de prova ilícita nesta questão”, falou o ministro do STF.

Gilmar criticou a forma como a mídia está abordando as ações do STF. “Vocês dizem ‘Gilmar solta’, mas não explicam do que se trata. Nós ficamos como os bandidos da história, aqueles que erraram ao soltar”, reclamou.

O ministro disse, também, que a Lava Jato é “case de sucesso de mídia”, e que são melhores publicitários do que juristas. “Houve essa coalização, essa coabitação. A responsabilidade é muito maior da mídia do que minha”, completou.


sábado, 12 de outubro de 2019

'Direita é violenta e injusta', diz arcebispo de Aparecida

LEVI BIANCO VIA GETTY IMAGES


Em sua homilia na Basílica de Aparecida, dom Orlando Brandes defendeu o Sínodo da Amazônia e disse que o mundo precisa da “vida ecológica".
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Em meio às tensões entre Brasil e Vaticano por conta do Sínodo dos Bispos dedicado à Amazônia, o sermão do arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, pelo dia que celebra a padroeira do país foi marcado por um forte tom político.

Brandes presidiu na manhã deste sábado (12) uma missa em comemoração pelo dia de Nossa Senhora Aparecida e tratou de temas como aborto, suicídio, desemprego e corrupção, além de ter tecido críticas à direita. Em sua homilia na Basílica de Aparecida, o arcebispo também defendeu o Sínodo da Amazônia e afirmou que o mundo precisa da “vida ecológica, da vida natural e da casa comum”. “Bendito seja o Sínodo da Amazônia, que está pensando na vida daquelas árvores, daqueles rios, daqueles pássaros, mas principalmente daquelas populações”, disse.
Em determinado momento, Brandes atacou o “dragão do tradicionalismo” e chamou a direita de “violenta e injusta”. “Estamos fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano Segundo. Parece que não queremos vida, porque ninguém duvida que essa é a grande razão do Sínodo, do Concílio, deste santuário, a não ser a vida”, declarou.
O Papa é alvo de ataques da direita ultranacionalista em diversos países do mundo, como Estados Unidos, Brasil e Itália, e também enfrenta resistência dentro do clero. Um cardeal americano, Raymond Burke, chegou a convocar 40 dias de jejum contra o Sínodo da Amazônia, o qual ele acusa de promover “heresias”.
A oposição a Francisco está ligada à sua preocupação com igualdade social e preservação da natureza, mas também à sua postura de não condenar homossexuais e divorciados. As declarações de Brandes foram dadas poucas horas antes de um encontro com o presidente Jair Bolsonaro, que visitará Aparecida por ocasião do dia da padroeira.
Segundo o portal G1, o arcebispo alegou depois da missa que, ao criticar a “direita”, se referia à ideologia, e não a governos. “Todo mundo sabe o que é direita, nós temos muitas pessoas que não aceitam o Vaticano, o Papa, por visão tradicionalista. Sempre houve na igreja a ideologia de esquerda e a ideologia de direita, e nós não podemos ser ideológicos, precisamos ser pessoas da verdade”, disse.


Bolsonaro é vaiado e aplaudido no Santuário Nacional de Aparecida


ESTADÃO - Gerson Monteiro


© Gerson Monteiro/Estadão O presidente Jair Bolsonaro foi ao Santuário Nacional de Aparecida acompanhado do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ)



APARECIDA - A entrada do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Santuário Nacional de Aparecida um pouco antes das 16 horas deste sábado, Dia de Nossa Senhora Aparecida, provocou vaias dos fiéis, deixando-o com cara de surpresa. Até chegar à área reservada, em frente ao altar principal, com visão para a imagem original, as vaias permaneceram, mas algumas pessoas o aplaudiram.

No protocolo de apresentação das autoridades feita pelo animador de público, novamente um grande coro de vaias tomou a basílica. Apupos foram ouvidos também quando o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, anunciou o presidente.

Antes da chegada de Bolsonaro, foi grande a movimentação das equipes de segurança em Aparecida, no interior de São Paulo.
© Gerson Monteiro/Estadão Polícia Rodoviária Federal faz segurança no Santuário de Nossa Senhora Aparecida para a chegada do presidente Jair Bolsonaro

A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar formaram um cordão estratégico para garantir a segurança. Carros, motos, ônibus e veículos descaracterizados compõem a equipe responsável pela ação.

Bolsonaro chegou por volta das 15h10 no helicóptero presidencial. Acenou para os fiéis que o aguardavam no pátio do santuário e foi ovacionado. Pela manhã, o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, afirmou que estava aberto a recebê-lo após a celebração, caso o presidente queira.


Corrêa: política do Brasil em relação aos EUA é ingênua

Postado por Magno Martins em 12.10.2019,  às 19:00
Com edição de Ítala Alves
Política de Bolsonaro em relação aos EUA é ingênua, diz embaixador.

Foto: Bolsonaro e Trump/fonte: (BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/Getty Images)
O Globo - Da coluna de  Ancelmo Gois
Por Nelson Lima Neto

O embaixador Seixas Corrêa, um dos mais experientes diplomatas brasileiros e sogro do atual chanceler Ernesto Araújo, ainda em julho, disse à “Época” que a política de Bolsonaro e do genro em relação aos EUA era “ingênua”: “Os americanos só nos deram atenção especial quando estávamos diante do risco do que era visto como um golpe de esquerda na década de 60. 
Fora isso, eles têm uma certa benevolência, mas nunca nos deram nada. Nunca, jamais... Nem nunca darão. Eles só dão quando têm seus interesses econômicos, políticos ou de segurança afetados”.

Justiça dá 48h para que governo federal contenha derramamento de óleo em Sergipe


Yahoo Notícias, 12 de outubro de 2019


Praia de Ponta dos Mangues, em Pacatuba (SE), com grandes manchas de óleo na areia. Crédito da imagem: Brenda Dantas/Divulgação
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RESUMO DA NOTÍCIA
·         Justiça Federal atendeu pedido do MPF e estipulou multa de R$ 100 mil à União em caso de descumprimento.
·         Para MPF, poder público "não está empregando todos os esforços necessários para minimizar os danos causados pelo derramamento de óleo".

A Justiça Federal em Sergipe concedeu prazo de até 48 horas para que o governo federal implante medidas efetivas de proteção ao litoral sergipano.
"É fundamental proteger a cabeceira dos rios para que não haja uma maior contaminação das águas, principalmente dos rios utilizados para o consumo da população", afirmou, na decisão publicada na manhã deste sábado (12), o juiz plantonista Fábio Cordeiro de Lima.
A informação foi publicada pelo portal UOL, segundo o qual o magistrado acolheu o pedido apresentado na véspera pelo MPF (Ministério Público Federal), por meio de ação.
O magistrado concedeu a tutela e determinou que, "no prazo de 48 horas, a União Federal, junto com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis), implante barreiras de proteção nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza Barris e Real, com o consequente monitoramento". Em caso de descumprimento, ficou estipulada multa de R$ 100 mil.
As manchas de óleo começaram a aparecer no último dia 2 em praias da Grande Recife. Desde então, se espalharam por toda a região. Conforme o Ibama, 156 praias já registraram aparecimento de manchas em 71 municípios dos nove estados da região. Ao menos 15 pontos foram afetados em Sergipe.
Autor da ação, o procurador da República Ramiro Rockenbach afirmou que o poder público "não está empregando todos os esforços necessários para minimizar os danos causados pelo derramamento de óleo".