segunda-feira, 16 de março de 2026

Analista geopolítico chinês explica derrota dos EUA no Irã e diz que conflito pode “mudar para sempre a ordem global”

Jiang Xueqin afirma que estratégia iraniana pode enfraquecer o petrodólar e acelerar a transição para um mundo multipolar



 

Jiang Xueqin explica a derrota dos Estados Unidos no Irã (Foto: Reprodução Youtube)

Redação Brasil 247

247 – O educador e escritor Jiang Xueqin, analista geopolítico chinês radicado em Pequim, afirmou que os Estados Unidos podem acabar derrotados em uma guerra contra o Irã e que o desfecho de um conflito desse tipo teria potencial para transformar profundamente a ordem internacional. As declarações foram feitas em entrevista publicada no YouTube, no vídeo “Professor Jiang Predicts: US WILL LOSE Iran War”.

Jiang Xueqin dirige o canal Predictive History, no qual aplica conceitos de teoria dos jogos, análise estrutural e a ideia de “psico-história” inspirada no escritor Isaac Asimov para interpretar tendências históricas e antecipar desdobramentos geopolíticos. Em suas análises, ele costuma abordar temas como as relações entre Estados Unidos e Irã, a ascensão e queda de potências e conflitos contemporâneos, enfatizando principalmente as dinâmicas de poder entre Estados. 

As previsões feitas em 2024

Na entrevista, o analista recorda que, ainda em 2024, apresentou três previsões sobre a conjuntura global envolvendo os Estados Unidos e o Oriente Médio. Em um trecho reproduzido durante o programa, ele afirmou: “Neste semestre, estou fazendo três grandes previsões. A primeira é que Trump vai vencer em novembro. A segunda é que os Estados Unidos vão entrar em guerra contra o Irã. E a terceira grande previsão é que os Estados Unidos vão perder essa guerra, o que vai mudar para sempre a ordem global.”

Questionado se mantém essa avaliação, Jiang respondeu que sim. Segundo ele, a evolução do conflito indicaria uma dinâmica de guerra de atrito, na qual o Irã possuiria vantagens estratégicas.

“Dada a minha análise de como a guerra está progredindo, acho que o Irã tem muitas mais vantagens sobre os Estados Unidos. A realidade é que agora é uma guerra de atrito entre os Estados Unidos e o Irã.”

Ele também afirmou que o Irã teria se preparado por décadas para um confronto dessa natureza. “Os iranianos vêm se preparando há 20 anos para esse conflito. Para eles, dentro da visão religiosa e estratégica, trata-se de uma guerra contra o grande Satã.” 

Estratégia iraniana mira economia global

Segundo Jiang Xueqin, a estratégia iraniana não estaria focada apenas no confronto militar direto, mas na pressão sobre a infraestrutura econômica e energética do Golfo Pérsico, região central para o sistema financeiro global.

“Os iranianos não estão apenas travando uma guerra contra os Estados Unidos. Eles estão travando uma guerra contra toda a economia global.”

De acordo com ele, alvos estratégicos incluem bases militares, instalações energéticas e estruturas vitais para países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.

Um dos pontos mencionados na entrevista foi a vulnerabilidade das usinas de dessalinização, essenciais para o abastecimento de água na região. “As plantas de dessalinização fornecem cerca de 60% do abastecimento de água dos países do Golfo. Se uma instalação dessas fosse destruída em uma grande cidade como Riad, uma metrópole de cerca de 10 milhões de habitantes, a população poderia ficar sem água em poucas semanas.”

Ele também destacou a dependência da região de rotas marítimas para alimentos e energia, mencionando a importância estratégica do estreito de Hormuz. 

O papel do petrodólar e da economia global

Outro elemento central da análise do pesquisador é o papel do petrodólar no sistema financeiro internacional. Segundo ele, os países do Golfo são fundamentais para a economia dos Estados Unidos porque reciclam receitas do petróleo em investimentos financeiros nos mercados norte-americanos.

“Os países do Golfo são o ponto de apoio da economia americana. Eles vendem petróleo em dólares e depois reciclam esses petrodólares investindo novamente na economia dos Estados Unidos.”

Ele argumenta que parte significativa dos investimentos recentes em infraestrutura tecnológica e centros de dados ligados à inteligência artificial nos Estados Unidos tem origem em capitais da região.

“Se os países do Golfo não puderem mais vender petróleo ou financiar esses investimentos, a bolha de inteligência artificial nos Estados Unidos pode estourar e isso afetaria profundamente a economia americana.” 

Assimetria militar e custos da guerra

Jiang também argumenta que o conflito revela uma assimetria crescente nos custos militares, com sistemas de defesa extremamente caros sendo utilizados contra armas relativamente baratas.

“Estamos vendo mísseis que custam milhões de dólares sendo usados para interceptar drones que custam apenas dezenas de milhares. Isso não é sustentável no longo prazo.”

Na avaliação do analista, essa dinâmica pode enfraquecer a percepção de invulnerabilidade militar dos Estados Unidos construída após o fim da Guerra Fria.

“O que estamos vendo é o enfraquecimento da aura de invencibilidade que sustentou a hegemonia americana nas últimas décadas.” 

Possibilidade de escalada e tropas terrestres

Durante a entrevista, Jiang também comentou a possibilidade de uma escalada militar envolvendo tropas terrestres dos Estados Unidos no Irã. Segundo ele, historicamente operações de mudança de regime raramente ocorreram apenas com ataques aéreos.

“Nunca houve um caso em que uma mudança de regime tenha sido obtida apenas com bombardeios. Normalmente isso exige tropas em terra.”

Ao mesmo tempo, ele destacou que a opinião pública norte-americana tende a rejeitar uma escalada desse tipo. 

Transição para um mundo multipolar

Ao final da análise, Jiang Xueqin sustenta que um conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã poderia acelerar mudanças estruturais na ordem internacional.

“Isso pode sinalizar o colapso do sistema baseado no petrodólar e da hegemonia global dos Estados Unidos. Estamos caminhando para um mundo multipolar.”

Para o analista, o resultado final do conflito terá impacto não apenas no Oriente Médio, mas também na arquitetura econômica e geopolítica global nas próximas décadas. 

EM TEMPO: O analista geopolítico brasileiro Pepe Escobar diz algo semelhante conforme texto abaixo. 

domingo, 15 de março de 2026

Declaração de guerra contra o Brasil e a farsa do narcoterrorismo

A militarização do combate às drogas e a disputa por recursos estratégicos estão sendo usados para pressionar a soberania brasileira às vésperas de 2026 (Eleições 2026 - grifo nosso)

Por Reynaldo José Aragon Gonçalves (Jornalista e articulista do Brasil 247)

O presidente dos EUA, Donald Trump 3 de março de 2026 (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Um alerta estratégico: documentos oficiais, declarações de autoridades americanas e movimentos geopolíticos recentes revelam a construção de um novo cerco ao Brasil. Este artigo expõe as engrenagens dessa ofensiva e aponta caminhos para que o país defenda sua democracia, seus recursos e seu futuro.

O DIA EM QUE WASHINGTON DECLAROU GUERRA AO BRASIL

Guerras contemporâneas raramente começam com tanques atravessando fronteiras. Elas começam com documentos, categorias jurídicas, alianças militares, reclassificações semânticas e operações de linguagem. No caso do Brasil, o ponto de inflexão já está dado. Ele aparece quando Washington deixa de tratar a América Latina como espaço diplomático e volta a defini-la, em documento oficial, como zona de influência estratégica, de contenção de rivais e de controle de ativos críticos. A National Security Strategy dos Estados Unidos, publicada em novembro de 2025, afirma com todas as letras que o hemisfério deve cooperar com Washington contra “narco-terrorists”, permanecer livre de “hostile foreign incursion or ownership of key assets”, sustentar cadeias críticas de suprimento e garantir acesso americano a posições estratégicas. E conclui com a frase que muda tudo: os Estados Unidos irão “assert and enforce a ‘Trump Corollary’ to the Monroe Doctrine”. Não se trata de retórica lateral nem de interpretação ideológica. Trata-se de formulação oficial de Estado.

Quando essa formulação é lida em conjunto com os acontecimentos de março de 2026, o sentido estratégico fica ainda mais nítido. Em 5 de março, no quartel-general do U.S. Southern Command, Stephen Miller declarou a líderes militares latino-americanos que cartéis “can only be defeated with military power” e que deveriam ser tratados “just as brutally” quanto Al Qaeda e Estado Islâmico. Na mesma conferência, Pete Hegseth defendeu maior cooperação operacional e associou o novo momento hemisférico à retomada da Doutrina Monroe, em tom de celebração. Reuters registrou ainda que Brasil, México e Colômbia não enviaram delegações, sinal claro de desconforto com a nova escalada. O que estava em curso ali não era apenas uma conferência sobre crime organizado. Era a apresentação pública de uma nova gramática de poder para o continente.

Dois dias depois, a Casa Branca transformou essa gramática em diretriz explícita. Na proclamação presidencial de 7 de março de 2026, Trump afirmou que seu governo já havia designado cartéis e gangues transnacionais como organizações terroristas estrangeiras, celebrou a criação de uma Americas Counter Cartel Coalition com 17 países e declarou que os Estados Unidos e seus aliados deveriam coordenar-se para privar essas organizações de território, financiamento e recursos. Mais grave: anunciou que Washington irá treinar e mobilizar forças militares de nações parceiras para desmontar esses grupos e manter afastadas “malign foreign influences from outside the Western Hemisphere”. A frase é decisiva porque une, numa mesma chave, militarização, coalizão hemisférica e contenção de influências externas. Em linguagem direta, a Casa Branca está dizendo que segurança, geopolítica e soberania latino-americana passarão a ser filtradas pelos interesses estratégicos dos Estados Unidos.

É nesse ponto que o Brasil entra no centro do alvo. Porque um país continental, integrante dos BRICS, detentor de reservas estratégicas, protagonista em minerais críticos, agricultura, energia, infraestrutura de dados e política externa autônoma não cabe com conforto dentro de uma doutrina hemisférica que exige cooperação contra “narco-terrorists”, bloqueio de influências rivais e proteção de ativos estratégicos sob liderança americana. O problema, portanto, não é apenas Lula, embora Lula seja o principal obstáculo político imediato. O problema é o que o Brasil representa quando tenta decidir por conta própria com quem negocia, como regula plataformas, como explora seus recursos e como se posiciona diante da disputa entre Washington e Pequim. A chamada “guerra ao narcoterrorismo” funciona, nesse quadro, menos como política de segurança do que como linguagem de enquadramento para disciplinar governos recalcitrantes e reordenar o continente segundo prioridades imperiais.

Por isso, o que está em jogo não pode ser lido como mera sucessão de episódios desconexos. A doutrina vem primeiro. Depois, a militarização do discurso. Em seguida, a reclassificação do crime como terrorismo. Por fim, a coalizão hemisférica, a pressão por alinhamento e a contenção de potências rivais. Esse encadeamento não prova, por si só, um plano operacional fechado contra o Brasil em todos os seus detalhes. Mas prova algo suficientemente grave: Washington já formulou, oficializou e começou a operacionalizar uma arquitetura de poder incompatível com qualquer projeto brasileiro de soberania robusta. É essa arquitetura que precisa ser nomeada com frieza. Porque, em política internacional, há momentos em que a guerra começa muito antes do primeiro tiro. E, para o Brasil, esse momento já chegou.

A NOVA DOUTRINA MONROE DO SÉCULO XXI

sábado, 14 de março de 2026

Mearsheimer diz que EUA já perderam guerra contra o Irã e não têm saída clara do conflito

Professor afirma que Donald Trump entrou em uma escalada sem vitória decisiva à vista e alerta para o risco de colapso econômico global

John Mearsheimer (Foto: Universidade de Chicago)


 





Redação Brasil 247

247 – O cientista político John Mearsheimer afirmou que os Estados Unidos já se encontram em uma posição extremamente desfavorável na guerra contra o Irã e que o presidente Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, não dispõe de uma saída clara para encerrar o conflito sem sofrer desgaste político e estratégico. A avaliação foi feita em entrevista concedida ao jornalista Glenn Diesen, em conteúdo publicado no YouTube.

Ao longo da conversa, Mearsheimer sustentou que a aposta de Washington e de Israel em impor uma derrota rápida a Teerã fracassou e que a Casa Branca enfrenta agora um problema central: como encerrar uma guerra que não produziu vitória decisiva. “Está bastante claro que a guerra não está indo bem para os Estados Unidos”, disse. Em seguida, resumiu o impasse de forma contundente: “O problema que ele enfrenta é que não consegue encontrar uma saída”.

Guerra de atrito e impasse estratégico

Na avaliação do professor, o erro central da estratégia americana foi supor que os Estados Unidos e Israel controlariam sozinhos o ritmo da escalada, o começo e o desfecho da guerra. Para ele, essa visão ignora um dado elementar da realidade: o Irã também tem capacidade de decisão, meios de resposta e interesse em prolongar o confronto até arrancar concessões.

Mearsheimer argumenta que, sem uma derrota total e inequívoca do Irã, não existe base real para impor termos unilaterais ao país. “Ninguém consegue contar uma história plausível sobre como essa guerra termina”, afirmou. Segundo ele, ao contrário do que imaginavam setores da administração Trump, Teerã não dá sinais de colapso, nem de disposição para capitular diante de bombardeios mais intensos.

O professor acrescentou que o Irã se preparou para absorver ataques de grande escala e que sua lógica tende a ser a da guerra prolongada de desgaste. “Os iranianos têm um incentivo para continuar a guerra, transformá-la em uma guerra prolongada de atrito, e têm os meios para fazer isso”, declarou. 

Irã tem meios para retaliar e ampliar a crise

Um dos pontos mais enfáticos da entrevista foi a avaliação de que o Irã conserva instrumentos concretos para infligir danos severos a seus adversários e ao sistema econômico internacional. Mearsheimer afirmou que Teerã dispõe de muitos mísseis balísticos e drones, além de operar em um ambiente repleto de alvos vulneráveis.

Na leitura dele, caso Estados Unidos e Israel ampliem a destruição de infraestrutura crítica em território iraniano, a resposta poderá vir com ataques contra instalações essenciais em Israel e nos Estados do Golfo. “Se você começar a destruir infraestrutura crítica dentro do Irã, eles destruirão infraestrutura crítica dentro dos Estados do Golfo e dentro de Israel”, advertiu.

Ele destacou especialmente dois conjuntos de alvos nos países do Golfo: a infraestrutura petrolífera e as usinas de dessalinização. Segundo Mearsheimer, esses países dependem fortemente de instalações concentradas e vulneráveis, o que amplia enormemente seu grau de exposição. Ao comentar a Arábia Saudita, o pesquisador citou a dependência de água produzida por dessalinização e sugeriu que um ataque bem-sucedido a essas estruturas poderia gerar efeitos devastadores sobre a vida cotidiana e a estabilidade estatal.

Nesse ponto, sua formulação foi direta: “Você pode arruinar esses Estados”. Para ele, o simples fato de o Irã possuir essa capacidade já desmonta a ideia de “domínio de escalada” por parte de Washington.

Energia, Estreito de Ormuz e risco para a economia mundial

quarta-feira, 11 de março de 2026

As pesquisas já são campanha eleitoral

Ou: a eterna busca de um anti-Lula

Por Emir Sader (Sociólogo, Cientista Político, ...)



Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

A manipulação e a edição do debate entre Lula e Fernando Collor foram parte integrante da campanha eleitoral e foram determinantes no resultado da eleição. A TV Globo foi o agente dessa manipulação, que mudou a história do Brasil e projetou o anti-Lula daquele momento.

Quando o queridinho da mídia e da direita, FHC, fez maus governos, tiveram que tolerar a vitória de Lula. E o sucesso do seu governo e do de Dilma. Até que montaram o impeachment e o golpe, que desembocaram na prisão de Lula e na vitória do seu novo anti-Lula: Bolsonaro. Entraram na linha do “qualquer um, menos Lula”, qualquer um que impeça a vitória de Lula.H

E a direita brasileira — partidos e mídia — ficou aprisionada pelo bolsonarismo. Não conseguiu ainda um outro anti-Lula, seguindo a linha de “qualquer um, menos Lula”.

Seu candidato foi indicado por Bolsonaro, um filho seu, mesmo que ele tenha tido sua imagem destroçada, nem tanto pela tentativa de golpe, mas pelo episódio grotesco da tornozeleira.

O filho designado para representar o país tinha desmaiado e sujado as calças em um debate com Jandira Feghali. Como se comportaria em um debate com Lula? Vai inventar um pretexto, doença ou outro, para não comparecer?

A direita brasileira, toda ela bolsonarista, não tem o que propor ao país. Pelo tom do comício da Avenida Paulista — que já teve menos da metade de pessoas do que o anterior — o único grito é “Fora Lula”. E as pesquisas são instrumento dessa difícil candidatura.

Nelas, Lula derrota todos os seus eventuais adversários, confirmando o seu favoritismo.

A mídia já mostra suas garras. Destaque desproporcional no noticiário sobre o filho de Lula. Tentativa de estabelecer algum vínculo de Lula com o caso Master. O mesmo em relação ao STF.

Declarada guerra aberta contra Lula e seus aliados, na busca de gerar algum tipo de escândalo contra Lula.

Mídia em cima de todas as palavras de Lula e nada similar, nem de longe, em relação ao filho de Bolsonaro. Faz muita falta uma mídia pública com boa audiência!

Se a política é a guerra em outros termos, às vezes a política ganha diretamente a forma aberta de guerra. E os meios de comunicação são suas armas mais afiadas, de calibre pesado, às vezes.

Da mesma forma que a mídia aponta, em cada ação do governo ou fala de Lula, que ele está pensando nas eleições, a oposição — partidos e mídia — só pensa naquilo.

Tudo é campanha eleitoral. A direita não tem nada a propor. Enquanto o mandato de Lula é sua proposta de futuro para o Brasil, dando continuidade à prioridade das políticas sociais que caracteriza os governos do PT, a mídia não cobra nada sobre o que o candidato da direita propõe para o Brasil.

Tudo é muito desigual na mídia. A esquerda paga o preço de não ter uma mídia pública de massas. Tem a vantagem da presença forte de Lula e dos programas de governo, mesmo que estes sejam escondidos pela grande mídia.

Já são meses de campanha eleitoral, mas o horário eleitoral demora, único espaço em que as condições são iguais. Até lá, a mídia atuará, diariamente, como partido da direita. 

EM TEMPO: Aqui em PE são realizadas pesquisas semanas, desde o ano passado, por vários institutos de pesquisa sem informarem os patrocinadores. Cada pesquisa estadual custa em torno de R$20.000,00. Quem paga? O TSE deveria aprovar uma resolução obrigando os institutos de pesquisa a prestarem contas, assim como é exigido dos candidatos. Ok, Moçada!

domingo, 8 de março de 2026

"Irã acelera colapso do petrodólar e impõe derrota estratégica aos Estados Unidos", diz Pepe Escobar

Analista afirma que resistência iraniana já alterou o equilíbrio global e abriu disputa decisiva pela nova ordem internacional

Pepe Escobar (Foto: Flickr / Brasil 247)


 





Redação Brasil 247

247 – O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar afirmou que a atual guerra no oeste da Ásia pode marcar uma virada histórica no sistema internacional e acelerar o fim do petrodólar, base da hegemonia financeira dos Estados Unidos nas últimas décadas. A avaliação foi feita em entrevista concedida à TV 247, em conversa conduzida pelo jornalista Leonardo Attuch.

Durante a entrevista, Escobar argumentou que a reação militar do Irã surpreendeu Washington e Tel Aviv e expôs vulnerabilidades estruturais da presença estratégica americana na região. Para ele, a resposta iraniana foi planejada ao longo de meses e executada com rapidez suficiente para alterar o equilíbrio do conflito.

Segundo o analista, a guerra segue duas “estradas paralelas” que não se encontram: de um lado, a estratégia de resistência total do Irã; de outro, a tentativa dos Estados Unidos e de Israel de manter o controle do sistema regional. Na visão de Escobar, a reação iraniana demonstrou que o país estava preparado para atingir alvos estratégicos ligados aos interesses americanos.

"Se vocês nos atacarem, nós vamos atacar tudo de volta. Tudo significa todo o nó dos interesses americanos e israelenses no oeste da Ásia inteiro", afirmou Escobar ao explicar a lógica militar anunciada previamente por Teerã. 

Estratégia iraniana mira infraestrutura estratégica dos EUA

De acordo com Escobar, o Irã respondeu rapidamente aos ataques iniciais e passou a atingir bases militares, radares e centros logísticos ligados à presença dos Estados Unidos na região.

Ele destacou que um dos principais objetivos foi neutralizar sistemas de radar e vigilância instalados em países do Golfo. Segundo o analista, a destruição ou desativação desses sistemas comprometeria a capacidade de coordenação militar americana.

"Se você cega todo o sistema americano que interconecta lançamento de mísseis, satélites e comunicações, o império, por definição, está cego", disse.

O analista também afirmou que os ataques não se limitaram a Israel, mas atingiram toda a rede de infraestrutura estratégica que sustenta a presença militar e econômica dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e no oeste da Ásia. 

Guerra pode atingir o sistema do petrodólar

Para Escobar, um dos efeitos mais relevantes do conflito pode ser o enfraquecimento do sistema do petrodólar — mecanismo que sustenta a predominância do dólar nas transações globais de energia.

Segundo ele, a estratégia iraniana envolve não apenas a expulsão militar dos Estados Unidos da região, mas também a ruptura do vínculo financeiro entre as monarquias do Golfo e o sistema financeiro americano.

"Essa é uma guerra para acabar com o petrodólar", afirmou.

Na análise do jornalista, fundos financeiros globais desempenharam papel central nesse sistema ao intermediar investimentos provenientes das monarquias petrolíferas em ativos ocidentais.

Escobar citou a gestora BlackRock como um dos principais canais dessa reciclagem financeira. Ele afirmou que a decisão da empresa de restringir retiradas de investidores institucionais indicaria tensões crescentes dentro do sistema financeiro global.

"Quando você tem uma corrida financeira e a instituição diz que ninguém pode retirar o dinheiro, isso significa que o sistema está sob enorme pressão", declarou. 

Rússia emerge como ator central no mercado de energia

sábado, 7 de março de 2026

8M: A nossa luta é uma só!

 


 

Jornal O Poder Popular nº 103 (março de 2026)

Nathália Mozer – educadora popular do NEP 13 de Maio, militante do PCB e diretora da Fundação Dinarco Reis


A revolucionária Clara Zetkin propôs a comemoração de um Dia Internacional da Mulher na Conferência das Mulheres Socialistas de 1910, para honrar a luta das mulheres contra a exploração capitalista. O dia 8 de março foi abraçado pelo calendário das revolucionárias devido aos acontecimentos em 1917 na Rússia czarista: milhares de mulheres foram às ruas nesta data exigindo seus direitos, contra a exploração e a guerra que a burguesia impunha ao povo. As mulheres foram uma grande força propulsora da Revolução Russa.

No Brasil, o 8 de março deste ano acontece em meio a um debate sobre violência infantil. No mês passado, o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) absolveu um homem de 35 anos acusado de abusar de uma menina de 12 anos. O argumento para a absolvição é que havia “vínculo afetivo consensual”. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu apuração sobre a decisão, considerando que a postura do tribunal pode abrir um “precedente perigoso” para questionar o Código Penal. Nos depoimentos, a menina apontava que o homem comprava cesta básica para sua mãe. A denúncia aconteceu porque a escola percebeu a ausência da criança e acionou o Conselho Tutelar.

As crianças, especialmente as meninas e as crianças negras, seguem como as principais vítimas da exploração, do abuso e do abandono. Os dados mais recentes escancaram a realidade: o Brasil registra altos índices de violência sexual, física e psicológica contra crianças e adolescentes, crimes que muitas vezes ocorrem dentro de casa e são praticados por pessoas próximas, o que torna a subnotificação um problema crônico. Essa violência uma expressão cruel da opressão do capital: o Estado burguês, ao sucatear a educação, a saúde e a assistência social e não garantir os direitos sociais, deixa crianças desprotegidas e à mercê da exploração e abuso dentro e fora dos lares.

Combater a violência e lutar pela superação do capitalismo!

A violência contra a infância não é um fato isolado, é uma engrenagem que alimenta a exploração do trabalho infantil, o tráfico de pessoas e a perpetuação do ciclo da pobreza. O grande capital se beneficia dessa massa de crianças e jovens desassistidos, que, sem acesso à educação de qualidade e a perspectivas de futuro, engrossam o exército de mão de obra precarizada e superexplorada. O combate à violência infantil passa por combater e superar o sistema que a naturaliza e a reproduz. É necessário, como parte da luta da classe trabalhadora, exigir a implementação efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a ampliação das redes de proteção e acolhimento e a punição exemplar dos agressores.

Mais do que isso, é preciso organizar a classe trabalhadora para defender suas crianças, criando nas comunidades e locais de trabalho uma consciência coletiva de que proteger a infância é um ato revolucionário que fere os interesses do capital e constrói as bases para uma sociedade verdadeiramente justa e emancipada.

A luta das mulheres e meninas deve ser assumida como pauta fundamental na luta de classes. Organizar os setores mais oprimidos contra a exploração – mulheres, crianças, a população negra, LGBT, os povos originários – é uma batalha de todas e todos contra o capitalismo!

O diálogo com trabalhadores e trabalhadoras sobre tais problemas perpassa pela firme defesa dos direitos sociais, da saúde pública e da educação de qualidade, pela revogação imediata das contrarreformas trabalhista e da previdência, fim da escala 6×1 com 30 horas semanais sem redução salarial, reforma agrária popular, reversão das privatizações, estatização do sistema bancário e financeiro, dentre outras medidas que vão no sentido de melhorar substancialmente a vida da classe trabalhadora.

Pela vida das mulheres! Pelo direito à infância! Pelo poder popular!

EM TEMPO: Algumas sugestões para as mulheres: 1 - Não bancar financeiramente os seus "amores";   2 - Defender prisão perpétua para os(as) criminosos(as) que praticarem feminicídio, masculinicídio e homoafeticídio; 3 - Idem para os estupradores (as) de quaisquer gênero. Convém lembrar que tanto as meninas, como também os meninos são presa fácil para os(as) estupradores (as);  4 - Ser mais criteriosa na escolha dos seus amores. Assim como a população deve ser na escolha dos seus políticos. Ok, Moçada!

 

POR QUE MARÍLIA ARRAES INCOMODA TANTO?


 

Texto extraído do Blog de Roberto Almeida.







A ex-deputada e ex-vereadora do Recife Marília Arraes tem tido problemas desde que entrou na vida pública.  

Ousada, defensora de pautas progressistas, a neta do ex-governador Miguel Arraes incomoda à direita e à esquerda.  

Quando estava no PSB trombou com o primo famoso, Eduardo Campos, então no auge.  

Depois que passou para o PT passou a sofrer boicote no próprio partido. 

Para disputar o governo, em 2022, teve de se filiar ao Solidariedade, montou uma chapa meio que às pressas e liderou as pesquisas até que Raquel Lyra ficou viúva, chegando ao poder com a ajuda da comoção popular. 

Marília, no momento, lidera as pesquisas para o senado. 

E possivelmente vai ter de mudar de partido novamente. Seu destino agora é o PDT, partido aliado do presidente Lula, a quem a ex-deputada é fiel. 

Mas antes mesmo de Marília Arraes entrar na disputa para o senado já está sendo bombardeada, inclusive por setores da imprensa estadual. 

João Campos até agora não deu uma palavra a favor da prima, Humberto Costa não bota a cara, mas todo mundo sabe que está sabotando a ex-vereadora do Recife novamente. 

Humberto, parece, não quer adversários de peso na disputa,  para se reeleger para o senado novamente sem atropelos. 

E Marília, segundo todas as pesquisas, não somente lidera a disputa para o senado, como tem o dobro das intenções de voto do coronel das esquerdas pernambucanas. 

Por que Marília incomoda tanto? 

Por ser corajosa, atrevida, por ter voo próprio e principalmente por ser mulher. 

Os donos da esquerda de Pernambuco têm medo da consolidação de novas lideranças que os ofusquem. 

*Foto: Jornal do Commercio do Recife 

EM TEMPO: Algumas observações: 1 - O projeto de Marília é apenas pessoal e eleitoral. Por isso é que ela se depara com tanto obstáculo; 2 - Marília e Raquel, ambas foram filiadas ao PSB e, outrora, impedidas de serem candidatas a Deputada Federal e Prefeita do Caruaru, respectivamente; 3 - Marília foi para o PT e se elegeu Deputada Federal. Raquel foi para o PSDB e se elegeu Prefeita do Caruaru; 4 - Ambas têm voto e autonomia o que incomoda boa parte dos políticos; 5 - No caso específico de Marília ela é mal assessorada. Por não entender que o PT é constituído por tendências internas e não é um partido regido pelo "centralismo democrático", mergulhou numa candidatura arriscada à Prefeita da Cidade de Recife, isto é, nas Eleições 2020, contra o primo, João Campos, o qual é de Direita, e detonou o PT e ela própria, ao estilo "bolsonaro"; 6 - Para coroar essa má compreensão dessa realidade, aventurou-se numa candidatura a governadora nas Eleições 2022, por um partido de Direita, o Solidariedade, presidido por Paulinho da Força, Força Sindical opositora da CUT. Quando poderia ter sido candidata, naquela época, a Senadora. Observe que a Teresa Leitão foi eleita Senadora porque não tinha adversário competitivo; 7 - Agora a Marília está tentando consertar o erro do passado, mas precisa  entender como se movimenta as forças políticas do Estado de PE. Ela tem "mobilidade própria e política" e não precisava ficar na dependência de quem lhe detonou tanto nas Eleições de 2020, ou seja, depender do João Campos e do PSB. Trata-se de um erro grave e prejudicial a sua carreira política; 8 - Marília não precisa ser adversária do primo João Campos, mas não precisa depender dele. Agora, não é um partido mais à Direita do que o PSB que vai lhe dar o respaldo que ela precisa. Lembrando que se filiar ao PT, como está fazendo a Marina Silva, como fez o Marcelo Freixo, Randolphe Rodrigues e tantos outros, não é o melhor caminho. Ok, Moçada!

segunda-feira, 2 de março de 2026

Infanticídio: sobe para 180 o número de crianças assassinadas por Trump e Netanyahu no Irã

Ataque atribuído à ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel atinge colégio feminino em Minab e hospital em Teerã, aprofundando crise regional

02 de março de 2026

Meninas assassinadas no Irã (Foto: Reprodução redes sociais)



 







Redação Brasil 247

247 – Subiu para cerca de 180 o número de crianças mortas no ataque contra a escola primária de meninas Shajareh Tayyebeh, em Minab, na província de Hormozgan, sul do Irã. A nova atualização foi divulgada por Hossein Kermanpour, chefe de relações públicas do Ministério da Saúde iraniano, após o bombardeio ocorrido no domingo, no contexto da ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel iniciada no sábado.

Segundo informações publicadas pela Al Jazeera, com base em fontes oficiais iranianas, Kermanpour afirmou que o ataque matou “cerca de 180 crianças”. Ele também declarou que o “mesmo tipo” de míssil foi utilizado horas antes contra o Hospital Gandhi, em Teerã, ampliando o alcance da ofensiva.

A nova estimativa supera os 148 mortos inicialmente confirmados por agências estatais iranianas, como a Mizan News Agency, ligada ao Poder Judiciário do país. As autoridades consolidam os números à medida que avançam os trabalhos de resgate.

Escola atingida diretamente

De acordo com a Mizan, a escola foi atingida de forma direta durante a operação militar. O colégio feminino, localizado em Minab, ficou completamente destruído. Equipes de emergência continuam atuando na remoção de escombros e no atendimento aos feridos.

A agência estatal IRNA informou anteriormente que ao menos 63 pessoas haviam ficado feridas. Com a atualização mais recente, as autoridades indicam que o número de vítimas pode continuar crescendo, diante da gravidade dos danos estruturais e da intensidade da explosão.

Imagens divulgadas por autoridades iranianas mostram o prédio escolar reduzido a destroços. O episódio já é apontado como um dos mais letais contra civis desde o início da nova escalada militar na região.

Hospital também foi alvo

Hossein Kermanpour acrescentou que o “mesmo tipo” de míssil empregado no ataque à escola foi usado contra o Hospital Gandhi, na capital iraniana, poucas horas antes. A informação amplia as acusações de que estruturas civis estariam sendo atingidas na ofensiva.

Até o momento, não há confirmação oficial do número de vítimas no ataque ao hospital. O governo iraniano sustenta que os bombardeios fazem parte de uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv.

Irã denuncia morte de “crianças inocentes”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, compartilhou imagens do local e afirmou que o ataque destruiu a escola e matou “crianças inocentes”. A declaração reforça a denúncia formal apresentada por Teerã contra os Estados Unidos e Israel.

O episódio aprofunda a crise regional iniciada com a ofensiva militar conjunta e intensifica a pressão internacional por investigações sobre possíveis violações do direito internacional humanitário. O bombardeio contra uma escola primária feminina e contra uma unidade hospitalar coloca no centro do debate o impacto da guerra sobre civis, especialmente crianças.

A consolidação dos números pelas autoridades iranianas ainda está em curso, e novas atualizações podem alterar o balanço final de vítimas.

EM TEMPO: Ainda bem que a coalizão EUA e Israel, não está se saindo bem conforme queriam. Estão     levando "madeira" e o Irã resiste heroicamente. Israel matou milhares de pessoas inocentes e desarmadas em Gaza. Por outro lado o Irã tem armas capazes de dissuadir e alvejar os inimigos. Por isso que a coalizão EUA e Israel tende ao fracasso. Lembrando que este comentário representa apoio ao povo iraniano e não ao regime de governo. Ok, Moçada!

domingo, 1 de março de 2026

Toda solidariedade ao povo do Irã!


 




 



Situação da escola feminina em Minab, no sudoeste do Irã, após o criminoso ataque sionista-estadunidense. @Iranembassybr

Nota Política do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Contra a agressão imperialista dos EUA e de Israel ao povo do Irã

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) condena de maneira veemente a nova agressão militar promovida pelos Estados Unidos e por Israel contra o povo do Irã. Mais uma vez assistimos à repetição do velho roteiro imperialista: ataques armados justificados por mentiras, manipulação midiática e falsas narrativas de “defesa” ou “segurança”, que escondem os verdadeiros interesses estratégicos e econômicos do imperialismo estadunidense.

A história recente demonstra que o imperialismo dos EUA, em associação com o Estado sionista de Israel, utiliza sistematicamente pretextos fabricados para intervir militarmente no Oriente Médio. O objetivo central dessas ofensivas não é outro senão tentar reverter o declínio da hegemonia imperialista na região, assegurar o controle geopolítico e garantir a apropriação das riquezas estratégicas, especialmente o petróleo e outras fontes energéticas fundamentais para a reprodução do capital monopolista internacional.

A atual agressão assume contornos ainda mais bárbaros diante das denúncias de que os bombardeios atingiram áreas civis, incluindo uma escola frequentada por crianças, resultando na morte de dezenas delas. Trata-se de um crime que fere frontalmente o direito internacional, as convenções humanitárias e os princípios mais elementares da convivência entre os povos. Esse tipo de ação não apenas evidencia o caráter brutal da ofensiva imperialista, como também representa um grave perigo de escalada militar em toda a região, ampliando os riscos de uma guerra de proporções ainda mais devastadoras.

O PCB denuncia o papel desempenhado pelo Estado de Israel como principal instrumento do imperialismo no Oriente Médio. O governo sionista atua como ponta de lança dos interesses estratégicos dos Estados Unidos na região, participando ativamente de agressões contra diferentes povos e Estados soberanos. Essa postura reforça a política expansionista, militarista e de opressão que há décadas se abate sobre o povo palestino e sobre outros povos da região.

O ataque ao Irã constitui mais uma violação da soberania nacional e do princípio da autodeterminação dos povos. Nenhum país tem o direito de impor, por meio da força militar, seus interesses políticos, econômicos ou estratégicos sobre outro. A normalização dessas agressões fortalece o sionismo e cria condições políticas e militares para aprofundar a limpeza étnica contra o povo palestino na Faixa de Gaza, ampliando o sofrimento e a destruição já impostos àquela população.

Diante desse quadro, o Partido Comunista Brasileiro reafirma sua posição histórica de combate ao imperialismo, ao sionismo e a toda forma de dominação colonial e neocolonial. Manifestamos nossa solidariedade ao povo iraniano e a todos os povos do Oriente Médio que resistem às agressões externas e à ingerência imperialista.

O PCB apela aos trabalhadores e trabalhadoras, à juventude, às organizações sociais e populares, aos movimentos sindicais, estudantis e comunitários, bem como às forças políticas comprometidas com a soberania nacional e com a paz entre os povos, para que não apenas condenem publicamente essa nova agressão, mas organizem grandes manifestações em todas as regiões do planeta contra a ofensiva imperialista ao Irã.

É hora de fortalecer a luta anti-imperialista e a solidariedade internacionalista. Somente a mobilização consciente e organizada dos povos poderá conter a marcha da guerra, defender a autodeterminação dos povos e abrir caminho para uma ordem internacional baseada na cooperação, na justiça social e na soberania popular.

Pela paz entre os povos!
Contra o imperialismo e o sionismo!
Solidariedade ao povo do Irã e ao povo palestino!

Comissão Política Nacional do PCB

EM TEMPO: Observem que a Nota do Partidão, como também de outros países e organização políticas, na maioria das vezes não se referem a darem  apoio ao governo e, sim, ao povo iraniano e palestino.