Texto extraído do Blog de Roberto Almeida.
A ex-deputada e ex-vereadora do Recife
Marília Arraes tem tido problemas desde que entrou na vida pública.
Ousada, defensora de pautas progressistas, a neta do ex-governador
Miguel Arraes incomoda à direita e à esquerda.
Quando estava no PSB trombou com o primo famoso, Eduardo Campos, então
no auge.
Depois que passou para o PT passou a sofrer boicote no próprio partido.
Para disputar o governo, em 2022, teve de se filiar ao Solidariedade,
montou uma chapa meio que às pressas e liderou as pesquisas até que Raquel Lyra
ficou viúva, chegando ao poder com a ajuda da comoção popular.
Marília, no momento, lidera as pesquisas para o senado.
E possivelmente vai ter de mudar de partido novamente. Seu destino agora
é o PDT, partido aliado do presidente Lula, a quem a ex-deputada é fiel.
Mas antes mesmo de Marília Arraes entrar na disputa para o senado já
está sendo bombardeada, inclusive por setores da imprensa estadual.
João Campos até agora não deu uma palavra a favor da prima, Humberto
Costa não bota a cara, mas todo mundo sabe que está sabotando a ex-vereadora do
Recife novamente.
Humberto, parece, não quer adversários de peso na disputa, para se
reeleger para o senado novamente sem atropelos.
E Marília, segundo todas as pesquisas, não somente lidera a disputa para
o senado, como tem o dobro das intenções de voto do coronel das esquerdas
pernambucanas.
Por que Marília incomoda tanto?
Por ser corajosa, atrevida, por ter voo próprio e principalmente por ser
mulher.
Os donos da esquerda de Pernambuco têm medo da consolidação de novas
lideranças que os ofusquem.
*Foto: Jornal do Commercio do
Recife
EM TEMPO: Algumas observações: 1 - O projeto de Marília é
apenas pessoal e eleitoral. Por isso é que ela se depara com tanto obstáculo; 2
- Marília e Raquel, ambas foram filiadas ao PSB e, outrora, impedidas de serem
candidatas a Deputada Federal e Prefeita do Caruaru, respectivamente; 3 -
Marília foi para o PT e se elegeu Deputada Federal. Raquel foi para o PSDB e se
elegeu Prefeita do Caruaru; 4 - Ambas têm voto e autonomia o que incomoda boa
parte dos políticos; 5 - No caso específico de Marília ela é mal assessorada.
Por não entender que o PT é constituído por tendências internas e não é um
partido regido pelo "centralismo democrático", mergulhou numa
candidatura arriscada à Prefeita da Cidade de Recife, Eleições 2020, contra o
primo, João Campos, o qual é de Direita, e detonou o PT e ela própria, no
estilo "bolsonaro"; 6 - Para coroar essa má compreensão dessa
realidade, aventurou-se numa candidatura a governadora, Eleições 2022, por um
partido de Direita, o Solidariedade, presidido por Paulinho da Força, Força
Sindical opositora da CUT. Quando poderia ter sido candidata, naquela época, a
Senadora. Observe que a Teresa Leitão foi eleita Senadora porque não tinha
adversário competitivo; 7 - Agora a Marília está tentando consertar o erro do
passado, mas precisa de entender como se movimenta as forças políticas do
Estado de PE. Ela tem "mobilidade própria e política" e não precisava
ficar na dependência de quem lhe detonou tanto nas Eleições de 2020, ou seja,
depender do João Campos e do PSB. Trata-se de um erro grave e prejudicial a sua
carreira política; 8 - A Marília não precisa ser adversária do primo João
Campos, mas não precisa depender dele. Agora, não é um partido mais à Direita do
que o PSB que vai lhe dar o respaldo que ela precisa. Lembrando que se filiar
ao PT, como está fazendo a Marina Silva, como fez o Marcelo Freixo, Randolphe
Rodrigues e tantos outros, não é o melhor caminho. Ok, Moçada!

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