Deputado cobra investigação, ao alertar que políticos bolsonaristas voltaram a defender uma ruptura institucional e tentam desacreditar as eleições
Conteúdo postado por: Leonardo Lucena
Publicado em 13 de agosto de 2026
Flávio Bolsonaro e Lindbergh Farias Crédito: Agência Senado I Reprodução/Redes Sociais
247 – O deputado
federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou nesta quinta-feira (13) uma
tentativa de “fraude” do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.
Em vídeo publicado na rede social X, o petista fez referência à iniciativa da
campanha do senador sobre a suposta impossibilidade de registro da candidatura
no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por estar filiado ao Missão e não ao
Partido Liberal (PL). Líderes do campo progressista denunciam tentativa de
golpe, pois, nos últimos anos, a extrema direita bolsonarista adotou a
estratégia golpista de alegar eventual falta de segurança do sistema eleitoral
contra possíveis fraudes.
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“Tudo do Flávio
Bolsonaro é fraude. A polêmica é essa filiação ao partido Missão. A polícia tem
que apurar a armação do Flávio Bolsonaro”, afirmou Lindbergh, ao condenar o
“discurso para tentar desacreditar o sistema eleitoral”. “Que tudo seja
investigado o mais rápido possível!”.
Na gravação, o
deputado reforçou que políticos bolsonaristas “estão construindo o discurso
para continuar a tese do golpismo”. “Estão fazendo isso em conjunto com a
extrema direita norte-americana, em especial com o chefe do Departamento de
Estado, Marco Rubio”, acrescentou.
O parlamentar do PT
sugeriu também que Flávio Bolsonaro ficou no isolamento político este ano. “O
pessoal do Missão disse que não tinha interesse na filiação de alguém como
ele”, pontuou Lindbergh.
Contexto
A campanha de
Flávio Bolsonaro havia dito que não conseguiu registrar a candidatura
presidencial no TSE porque o senador estaria filiado ao Missão. Conforme
denunciaram líderes do campo progressista, a equipe do parlamentar da extrema
direita queria alegar que o sistema eleitoral brasileiro não tem segurança
contra fraudes e, por consequência, tentar impedir uma possível vitória do
presidente Lula (PT) na eleição marcada para o dia 4 de outubro.
O senador Flávio
Bolsonaro questionou a confiança do sistema eleitoral brasileiro durante
encontro com diplomatas em Brasília (DF), no mês passado. Conforme o senador,
as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa
Smartmatic.
Na ocasião, o
parlamentar afirmou que, de acordo com um documento da CIA, a Smartmatic teria
participado de um esquema de fraude do governo da Venezuela nas eleições de
2012.
“Muitas dessas
máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Há denúncia
por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral
eletrônico, em especial na Venezuela”, afirmou Flávio Bolsonaro na ocasião.
O TSE desmentiu as
declarações do senador. “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais
segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares
utilizados em urnas no Brasil”, afirmou o tribunal.
“Todo o projeto da
urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é
gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, complementou o TSE, em
nota.
Tentativas de golpe
As preocupações com
tentativas de golpe não ganham repercussão por acaso. Ministros do Supremo
Tribunal Federal condenaram Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da
trama golpista.
O político da
extrema direita foi acusado de cinco crimes: golpe de Estado, organização
criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave
ameaça. Outras 28 pessoas foram condenadas.
Em outra investigação, magistrados do STF
condenaram mais de 1,4 mil pessoas no inquérito dos atos golpistas de 8 de
janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram o Planalto, onde fica o
gabinete presidencial, e também entraram nas estruturas da Corte e do Congresso
Nacional.

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