domingo, 17 de outubro de 2021

CNBB exige ação contra “ultrajante desrespeito” de bolsonarista que xingou papa

Reprodução/Vatican Media

Na quinta (14/10), deputado chamou o arcebispo de Aparecida e o papa Francisco de “safados”, “vagabundos" e "pedófilos" em sessão na Alesp

 

Metrópoles: Talita Laurino e Ana Flávia Castro

17/10/2021

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu medidas internas “eficazes, legais e regimentais” contra o deputado bolsonarista Frederico D’Avila (PSL-SP). Na última quinta-feira (14/10), o parlamentar chamou o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, e o papa Francisco de “safados”, “vagabundos” e “pedófilos” durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Por meio de nota ao qual o Metrópoles teve acesso, a CNBB declarou repúdio aos ataques do parlamentar. De acordo com a instituição, o congressista fez comentários com “ódio descontrolado” e, assim, “feriu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes”.

A entidade também destacou que o Congresso deve tomar medidas eficazes em relação ao episódio. “Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia casa legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade”, afirmou no documento.

Revista retrata Bolsonaro como Hitler e chama presidente de “genocida”

Yahoo Notícias

Bolsonaro foi retratado como Adolf Hitler na capa da revista IstoÉ (Foto: Reprodução)


·         Presidente Jair Bolsonaro foi retratado como Adolf Hitler na capa da revista IstoÉ

·         Publicação faz referência ao relatório final da CPI da Covid, que indiciará Bolsonaro por genocídio

·         Relatório final da CPI será apresentado por Renan Calheiros na próxima terça-feira

Retratado como Adolf Hitler, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é a capa da revista IstoÉ, divulgada nesta sexta-feira (15). No lugar do conhecido bigode do ditador nazista, aparece a palavra “genocida”. Além disso, o presidente é chamado de “mercador da morte”

Na capa da publicação, a justificativa para a comparação é a de que o presidente “patrocinou experiências desumanas inspiradas no horror nazista durante a pandemia, segundo o relatório final da CPI da Covid”.

A palavra “genocida” também remete a um dos crimes pelos quais Bolsonaro será indiciado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito, produzido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o de genocídio. No total, a CPI vai apontar 11 crimes cometidos pelo presidente.

A revista ainda faz críticas às declarações de Jair Bolsonaro de que não vai se vacinar e diz que “a história já deu seu veredito, mas falta a Justiça condená-lo”.

O relatório da CPI da Covid deve ser apresentado na próxima terça-feira (19) por Renan Calheiros e, na quarta (20), o documento será votado pelos membros da comissão. O último depoimento acontece na segunda-feira (18), quando será ouvido o médico responsável pela produção do relatório da Conitec contra o “kit covid”.

EM TEMPO: É claro que Bozo está sem o mesmo poder que tinha quando Trump era Presidente dos EUA. Isolado e sem apoio internacional, Bozo caminha sozinho com os seus fanáticos internos. Porém, devemos manter a mobilização para derrotá-lo no Congresso ou nas urnas no próximo ano.  Convém lembrar que não se sabe ao certo se Bozo está vacinado  ou não, uma vez que o seu cartão de vacinação está sob sigilo por 100 anos. Mas, Bozo disse que era "imorrível. imbrochável e incomível". Agora durmam com essa pesadelo. 

Pressão contra Bolsonaro nos EUA mira nome progressista em embaixada e distância do Brasil

 

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken

FOLHA - PATRÍCIA CAMPOS MELLO 

Congressistas democratas e ativistas progressistas têm aumentado a pressão para que o governo de Joe Biden mantenha distanciamento do presidente Jair Bolsonaro, apontando violações de direitos humanos, atos antidemocráticos e destruição ambiental no Brasil.


Só em 2021, houve pelo menos seis cartas e comunicados de deputados e senadores ao presidente americano, ao secretário de Estado, Antony Blinken, e ao assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, pedindo endurecimento da política externa dos EUA em relação ao governo Bolsonaro.

Na semana que vem, Blinken fará sua primeira viagem à América do Sul. Ele passará por Colômbia e Equador, mas não pelo Brasil.

Fontes do governo americano afirmam que a definição do roteiro não tem a ver com possíveis divergências com Bolsonaro ou pressões do Congresso. Segundo uma autoridade, Blinken visitará esses dois países porque os EUA ainda não mantiveram encontros de alto nível com os governos de Iván Duque e Guillermo Lasso durante o mandato de Biden; o Brasil, em contrapartida, recebeu visita de Sullivan em agosto.

Além disso, o tema central da viagem será a imigração, e o Brasil não figuraria como central para a questão, apesar de a quantidade de cidadãos brasileiros tentando entrar ilegalmente nos EUA ter explodido nos últimos meses.

As alegações não mudam o fato de Washington manter divergências em relação a questões como a política ambiental de Bolsonaro e as ameaças que o presidente faz ao sistema eleitoral. Esses temas, ressalta o funcionário do governo americano, têm implicações.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Bial diz que Lula é passado, e petista pergunta se o novo 'é a fome'

 


FOLHApress - MÔNICA BERGAMO

qui., 14 de outubro de 2021

 

***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 07.10.2021 - O ex-presidente Lula visita cooperativa de reciclagem no DF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia depois de Pedro Bial, um dos principais apresentadores da Globo, dizer que Lula representa o passado, o ex-presidente foi ao Twitter para questionar esse conceito. “Esse discurso de renovação. O que que é o novo?! 20 milhões de pessoas passando fome?! 100 milhões de brasileiros em insegurança alimentar?!”, escreveu o petista.

“Olha como deixamos esse país e como ele tá hoje”, disse.

Em entrevista com o economista e ex-ministro Delfim Netto e o presidente do banco Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, exibida na madrugada de terça-feira (12), o jornalista comparou a candidatura de Lula com a do presidente Jair Bolsonaro.

Bial disse que as duas “são do passado”. “Já ouvi de gente da direita e da esquerda que essa dicotomia direita/esquerda tem que ser substituída pela real dicotomia que nos desafia, que é passado e futuro. A gente olha pro ano que vem, para a eleição, o eleitor brasileiro olha para o ano que vem, e ele não vê o futuro”, afirmou.

Em abril, ao participar como convidado do programa Manhattan Connectin, Bial foi questionado se havia algum convidado que não iria ao seu talk show. "O Lula já até disse que gostaria de fazer o programa comigo, mas tinha que ser ao vivo. Pode até ser ao vivo, mas teria que ter um polígrafo acompanhando todas as falas dele", disse o jornalista, se referindo a necessidade de usar um detector de mentiras para falar com o ex-presidente.

O apresentador foi bastante criticado pela sua fala. No mês passado, ao entrevistar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad em seu programa da Globo, Bial formalizou, publicamente, um convite para Lula.

“Você sabe que quando eu fui estrear esse programa no início de 2017, sabe quem foram os dois primeiros convidados pra esse programa? Um foi o Fernando Henrique. E o outro…?”, perguntou Bial.

“Imagino que o Lula”, respondeu Haddad. “Então”, seguiu Bial, “o convite continua em aberto”.

EM TEMPO: Muito bem Lulinha. Pau nessa moçada que eles gostam.

Lula rebate críticas de Ciro: "Pai, perdoai os ignorantes"

Yahoo, Redação Notícias

qui., 14 de outubro de 2021

O ex-presidente Lula em coletiva em Brasília (Foto: AFP / EVARISTO SA)


·         Lula reagiu às declarações de Ciro Gomes sobre ter "conspirado" pelo impeachment de Dilma

·         O petista classificou como "grosseiro" e "banal" o que foi dito pelo presidenciável

·         Ciro Gomes disse que "estava seguro" sobre o que havia dito

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu às declarações de Ciro Gomes sobre o petista ter "conspirado" pelo impeachment de Dilma Rousseff e classificou como "grosseiro" o que foi dito pelo presidenciável.

“O que ele fez ontem foi tão banal, tão grosseiro, que às vezes eu penso no que Jesus disse na cruz: ‘Pai, perdoai os ignorantes, eles não sabem o que fazem’", afirmou Lula em entrevista à rádio Grande FM de Dourados (MS).

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Ciro Gomes, que é pré-candidato do PDT à Presidência da República, afirmou que "estava seguro" de que Lula havia "conspirado" para que Dilma fosse retirada do cargo em 2016.

"Não sei se ele teve covid, mas dizem que quem tem covid tem problemas de sequela, problemas no cérebro, algumas sequelas de esquecimento. Porque não é possível que um homem que pleiteia a Presidência da República possa falar o que ele falou ontem. Não sei o que ele está querendo, mas quem planta vento colhe tempestade”, completou o ex-presidente.

Ainda durante a entrevista, Lula falou sobre a cobrança que ele e o PT sofrem para fazerem uma "autocrítica" sobre os últimos anos. "Pra que eu vou fazer autocrítica se vocês podem me criticar? É mais saudável. Se eu ficar me criticando o que vai sobrar pros outros falarem?", questionou o ex-presidente. 

EM TEMPO: Desta vez é provável que Ciro apoie Bozo no segundo turno. Você duvida? 

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Dilma diz que Ciro tem visão 'profundamente misógina'

FOLHApress - MÔNICA BERGAMO

qua., 13 de outubro de 2021

 

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.01.2020 - Ex-presidente Dilma Rousseff (PT). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT-RS) usou seu perfil no Twitter para responder aos ataques que sofreu no início da tarde de Ciro Gomes (PDT-CE). O presidenciável a classificou como "uma das pessoas mais incompetentes, inapetentes e presunçosas que já passaram pela Presidência".

A ex-presidente escreveu: "Só Ciro é competente. Este é o pecado de sua enorme presunção. Esta é a sua visão quando se trata de avaliar o resto da humanidade. Mas quando se trata de mulher, sua visão não é só inadequada, é também profundamente misógina".

Segundo a petista, Ciro se diz "arrependido" de ter defendido a democracia. "E ainda usa os mesmos argumentos dos golpistas que diz ter combatido", escreveu. Ela também afirmou que o presidenciável "sistematicamente distorce os fatos. E, nisso, não se difere em nada de Bolsonaro. Ambos adoram quando os alvos de suas agressões reagem. Precisam disso para obter likes e espaço na mídia. É disso que se alimentam".

Com as mensagens, Dilma disse que estava encerrando o que chamou de "polêmica estéril". "O Brasil precisa é discutir a gravíssima crise democrática, social, sanitária e econômica em que se encontra. Lamento ter, em algum momento, dado a Ciro Gomes a minha amizade. "

Os ataques de Ciro foram feitos após a ex-presidente dizer mais cedo em um post que ele estaria tentando "de todas as formas" reagir à sua "baixa aprovação popular". "Mais uma vez mente de maneira descarada, mergulhando no fundo do poço", escreveu Dilma.

"O problema, para ele, é que usa este método há muito tempo e continua há quase uma década com apenas 1 dígito nas pesquisas", seguiu a petista.

EM TEMPO: Parabéns nossa eterna presidente Dilma, a qual foi injustamente golpeada pelas costas, dando lugar ao que temos de pior, hoje,  na Presidência da República. Ciro Gomes é autoritário e direitista até a alma. Usa uma estratégia baixa para tentar melhorar o índice de aceitação, mas sem sucesso. 

Queixa de Lula contra Moro será julgada pela ONU em maio de 2022

 

Yahoo Notícias, qua., 13 de outubro de 2021

Queixa do ex-presidente Lula ao Comitê de Direitos Humanos na ONU foi feita em 2016 (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)






·         Comitê de Direitos Humanos da ONU vai julgar queixa de Lula contra Moro em maio de 2022

·         Petista entrou com ação contra o juiz no órgão em 2016

·         Decisão final será tomada em meio ao processo eleitoral de 2022, que deve ter Lula como candidato

O Comitê de Direitos Humanos da ONU vai julga em maio de 2022 as queixas do ex-presidente Lula (PT) contra o ex-juiz Sergio Moro. A informação foi revelada pelo colunista Jamil Chade, do portal Uol. A queixa de Lula foi apresentada em 2018 na Organização das Nações Unidas. O petista argumenta que o processo contra ele não foi imparcial e diz que Moro teria agido de forma irregular. O órgão é responsável pela supervisão do Pacto Internacional de Direitos Civil e Políticos, documento assinado e ratificado pelo Brasil.

Segundo o Uol, o órgão divulgou um comunicado interno divulgado que o exame do caso está agendado para uma reunião que acontecerá dentro de sete meses. A análise acontecerá durante a corrida eleitoral de 2022, que deve ter Lula como candidato. O petista aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. O processo corre no Comitê de Direitos Humanos da ONU desde outubro de 2016, quando equipes legais aceitaram dar início à análise. Para que uma queixa seja aceita, as Nações Unidas devem entender que o sistema judicial brasileiro não é capaz ou não dá garantias suficientes de ser independente de fazer a avaliação.

Em agosto 2018, Lula teve a primeira vitória no órgão. Na ocasião, o comitê concedeu medidas cautelares e pediu que as autoridades brasileiras mantivessem os direitos políticos do petista até que o STF julgasse o caso. No entanto, o pedido foi ignorado. Lula já havia sido preso em abril daquele mesmo ano.

No próximo mês de maio, 18 peritos do comitê vão se reunir para analisar o caso. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal considerou que o ex-juiz Sergio Moro agiu com suspeição e violou regras do processo. Dessa forma, as condenações contra Lula foram anuladas.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Em Aparecida, arcebispo critica armas e notícias falsas: “Para ser pátria amada não pode ser pátria armada”

Yahoo Notícias, ter., 12 de outubro de 2021

Arcebispo Dom Orlando Brandes durante celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida em 2020 (Foto: Bruna Prado/Getty Images)

·         Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, fez críticas à política armamentista durante sermão no Dia de Nossa Senhora Aparecido

·         Arcebispo de Aparecida não citou o presidente Jair Bolsonaro, mas se posicionou contra armas, a favor da ciência e da vacina

·         Dom Orlando Brandes já havia feito críticas às políticas do governo Bolsonaro

Durante o sermão da missa das 9h, no Dia de Nossa Senhora Aparecida, o arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, fez críticas ao armamento da população e ao espalhamento de notícias falsas.

Sem citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o arcebispo reprovou a ideia de armas a população e afirmou que “para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”.

“Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, disse Dom Orlando Brandes durante a missa da manhã.

O arcebispo de Aparecida também falou sobre as mais de 600 mil vítimas das covid-19 no país, exaltou a vacina e a ciência. “Mãe Aparecida, muito obrigado porque na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira, mestra, companheira e guia do povo brasileiro que hoje te agradece de coração porque vacina sim, ciência sim e Nossa Senhora Aparecida junto salvando o povo brasileiro.”

As falas de Dom Orlando Brandes também vão na contramão do posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que rejeitou a vacina em diversas ocasiões – até hoje, o presidente afirma não ter se vacinado contra a covid – e optou por defender o chamado “tratamento precoce”, comprovadamente ineficaz contra a doença e criticado por cientistas.

Entre os presentes na cerimônia, estavam dois ministros do governo Bolsonaro: Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e João Roma, da Cidadania.

Outras críticas

Não é a primeira vez que Dom Orlando Brandes faz críticas à direita. Em 2019, ele se opôs ao que chamou de “dragão do tradicionalismo” e afirmou que “a direita é violenta e injusta”.

Já em 2020, o arcebispo reprovou as queimadas que acontecem na Amazônia e no Pantanal.

EM TEMPO: Até que enfim surgiu um Arcebispo na mesma linha política do meu Paraninfo o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara (in memorian). Tive a honra de ser o Orador dos Formandos em Engenharia pela UFPE em dez/1980 ao lado do nosso ídolo religioso na época, Dom Hélder Câmara. Algumas pessoas têm o "Capeta" como "Mito", Mas, fazer o quê? (rsrsrs)

ONG denuncia Bolsonaro ao Tribunal Penal Internacional por 'crimes contra a humanidade'

ESTADÃO – Redação

© Gabriela Biló/Estadão Para o fundador da AllRise, política ambiental de Bolsonaro pode causar a morte de 180 mil pessoas até o final do século

 

A ONG austríaca AllRise protocolou nesta terça-feira, 12, uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por “crimes contra a humanidade”. A organização argumenta que a política ambiental do presidente levou ao aumento do desmatamento na Amazônia, o que o grupo considera um ataque contra toda a humanidade.

A organização acusa o presidente de impulsionar a destruição da floresta e dos organismos e indivíduos que protegem a Amazônia. A estimativa dos especialistas que protocolaram o relatório é que as mudanças no bioma durante a administração de Bolsonaro podem ser responsáveis por 180 mil mortes indiretas neste século em decorrência do aumento das temperaturas globais. Segundo o documento, hoje a Amazônia emite mais gás carbônico do que é capaz de absorver.

O fundador da AllRise, Johannes Wesemann, afirmou que as políticas do governo federal têm consequências à saúde global. “Na denúncia apresentamos provas que mostram como as ações de Bolsonaro têm uma conexão direta com as consequências negativas da mudança climática em todo o mundo”, explicou em um comunicado à imprensa. “Os crimes contra a natureza são crimes contra a humanidade.”

Segundo a agência de notícias France-Presse, a denúncia nomeada “o planeta contra Bolsonaro” conta com a participação de especialistas em direito internacional, como os advogados Maud Sarlieve e Nigel Povoas, e de uma das autoras do último Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a climatologista da Universidade de Oxford Friederike Otto.Essa não é a primeira vez em que Bolsonaro é denunciado ao Tribunal Internacional - a corte já recebeu outras três comunicações contra o presidente, sendo que uma foi arquivada. Bolsonaro é acusado, por exemplo, de incitar o “genocídio indígena”, matéria que também denunciava violações contra o meio ambiente.

Além disso, senadores que integram a CPI da Covid já manifestaram interesse em enviar o relatório final da comissão a Haia. A abertura de um processo que leve a uma possível condenação internacional do chefe do Executivo, no entanto, depende inicialmente de uma análise do procurador do TPI para que seja iniciado um processo formal.

Em junho deste ano, uma comissão de juristas propôs ao TPI uma tipificação do termo ecocídio, que levaria a corte a considerar possíveis crimes contra o meio ambiente como crimes contra a humanidade. O Tribunal não tem obrigação de julgar todos os casos apresentados. /AFP e AP

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