segunda-feira, 21 de junho de 2021

Representantes de terreiros na região do DF denunciam truculência da PM na busca por Lázaro

Lázaro continua foragido - Foto: Reprodução

Yahoo Notícias, Redação

seg., 21 de junho de 2021


·         Lázaro Barbosa continua foragido na região Centro-Oeste do país

·         A Polícia Militar teria usado de truculência na busca pelo criminoso

·         Líderes de religiões africanas denunciaram a violência dos agentes

A busca por Lázaro Barbosa resultou em truculência da Polícia Militar nos terreiros da região do Distrito Federal. Foi o que denunciaram lideranças de religiões de matrizes africanas, de acordo com informações do G1.

Representantes de terreiros em Águas Lindas e Cocalzinho de Goiás informaram que policiais agiram com violência na busca pelo criminoso mais procurado do Brasil. De acordo com eles, os agentes depredaram altares e apontaram armas por suspeita de que Lázaro pudesse estar em um desses lugares.

A truculência foi denunciada em uma ocorrência policial. As lideranças religiosas afirmara, ainda, que “as imagens dos alegados 'rituais satânicos' que estão sendo divulgadas pela mídia foram produzidas pela própria polícia durante uma invasão e quebra das portas de umas de nossas casas"

"Bateram no meu caseiro, me desacataram com palavras que eu não gostei. Tive que dizer que tenho 80 anos, eles podiam me respeitar um pouco. Eles mandaram eu calar a boca", disse o pai André de Yemanjá, do terreiro Estrada da Vida.

Devassa sobre atos mostra que golpistas têm a tinta do governo

Yahoo Notícias, Matheus Pichonelli

Apoiadores de Bolsonaro vão às ruas pedir intervenção militar. Foto: Sergio Lima/AFP) (via Getty Images)

Quando, depois de um mês, veio a público o conteúdo da famosa reunião de 22 de abril, passou praticamente batida uma fala de Jair Bolsonaro a respeito das manifestações que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

“Quando um coitado levanta uma placa de AI-5, eu tô me lixando pra aquilo. (...) Porque não existe AI-5”, performou o presidente diante dos ministros.

A referência ao ato institucional de 1968, que fechou o Congresso e cassou opositores na ditadura, era uma resposta aos cartazes onipresentes nas marchas em apoio ao presidente coalhados de pedidos de intervenção militar. Marchas em que o próprio presidente era o convidado principal. Na reunião com seus ministros, quando se tratou de um pouco de tudo, menos da pandemia que fazia estragos pelo país, Bolsonaro tentou atribuir a uma espécie de geração espontânea a aparição de faixas e cartazes do tipo naquelas manifestações supostamente sinceras e desinteressadas.

Mais de um ano depois, sabe-se agora que os atos tinham um pouco de tudo, menos espontaneidade.

Um relatório da Polícia Federal sobre os chamados atos antidemocráticos mostrou o envolvimento até da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) na gênese do movimento. A atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça mantinha contato diretor com um ator central dos atos, o empresário Otávio Fakhoury —espécie de mecenas dos “coitados” que levantavam placas com as mensagens criminosas.

Caso de Lázaro Barbosa desmistifica argumento pró-armas


Yahoo Notícias, Matheus Pichonelli

seg., 21 de junho de 2021

Lázaro Barbosa de Souza mobiliza centenas de policiais nas cidades satélites do DF

Nas redes bolsonaristas, corre um meme com a imagem de quatro pessoas da mesma família assassinadas por Lázaro Barbosa de Souza em uma chácara de Ceilândia (DF). A imagem dizia que, se estivessem armadas, as vítimas teriam sobrevivido e Lázaro, uma hora dessas, estaria morto.

Puro exercício de especulação —além de um desrespeito (mais um) com a memória das vítimas, usada agora como argumento político. Do que se sabe até o momento sobre o psicopata responsável por uma série de crimes desde 2009 é que ele atuava justamente como um ladrão de armas nas propriedades que invadia. Nos últimos dias, quando passou a ser caçado por centenas de policiais, seu modus operandi era buscar alimentos, celulares e munição para seguir foragido — e despistando a polícia a tiros.

Até agora ninguém conseguiu detê-lo. Nem as armas oficiais nem as particulares. Em um dos casos, ele chegou a mapear a planta de uma chácara, encontrando o local onde ficava a caixa de energia, antes de preparar o ataque surpresa à noite, no breu. O elemento-surpresa fazia com que os donos da casa não tivessem tempo de reação. Lázaro conseguia assim render os alvos, se alimentar e levar com ele revólveres e munição.

Nessas localidades, a posse de armas tem uma justificativa plausível: distantes dos grandes centros, chácaras e fazendas não contam com os mesmos serviços de proteção de áreas com maior adensamento urbano. Por isso os moradores do campo precisam se armar — já que, em caso de assalto, não haveria como a polícia chegar a tempo.

A questão da segurança no campo é complexa.

Se a arma está em um local de fácil acesso ao seu proprietário, ela se torna um perigo, principalmente se estiver ao alcance de crianças. Ela se transforma também em utensílio de dissuasão em discussões que não envolvem vida e morte. É quando uma brigas de relacionamento ou de trânsito terminam em tiro.

Quando guardada a sete chances, a arma deixa de ser um recurso contra ladrões. Justamente porque estes costumam planejar suas ações. Na maioria das vezes, as armas são um atrativo, um dos muitos objetos de valor a serem levados em caso de assalto. Novamente, a questão da segurança de moradores em localidades distantes do alcance do Estado não é simples de ser resolvida.

Mas usar o caso do assassino do Planalto Central como exemplo é duvidar dos fatos, fartamente narrados, e subestimar a inteligência alheia. Compradas para supostamente garantir a segurança das famílias, as armas de uso privado não chegaram perto de impedir o “maníaco” do cerrado a fazer o que ele bem quisesse pela região. Inclusive se armar com o revólver alheio.

EM TEMPO: Na realidade o presidente Bolsonaro é repleto de más intenções, uma vez que o objetivo em armar a população é para incentivar a "Guerra Civil no Brasil", defendendo seu governo e  os milicianos

domingo, 20 de junho de 2021

Com maior adesão, novos protestos contra Bolsonaro atraem milhares pelo país

FOLHAPRESS - RENATO MACHADO, JOÃO VALADARES, NICOLA PAMPLONA, E BIANKA VIEIRA

 

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 19-06-2021: Manifestantes durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na avenida Paulista, em São Paulo. Movimentos de esquerda fazem manifestação nacional pelo impeachment de Bolsonaro. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

BRASÍLIA, DF, RECIPE, PE, RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Milhares de manifestantes se reúniram neste sábado (19) em diferentes cidades do país em protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo organizadores, houve maior adesão em relação aos protestos de 29 de maio, também de oposição ao governo federal.

Os protestos nacionais são pelo impeachment do presidente, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial.

As manifestações ocorrem no mesmo dia em que o país chega a 500 mil mortos pela Covid. Na última semana, houve média de cerca de 2.000 mortos por dia pelo coronavírus Sars-CoV-2. A média diária de novos casos está em torno de 70 mil, o que deixa o atual momento entre os piores da pandemia.

Mesmo diante desse cenário, houve aglomeração de manifestantes em cidades como São Paulo e Rio, apesar das recomendações de organizadores pelo distanciamento social durante os atos. A grande maioria dos manifestantes usou máscaras, ao contrário do que ocorre em atos a favor do presidente.

Os atos foram convocados e apoiados por movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais, entidades estudantis, torcidas organizadas e grupos envolvidos em causas como feminismo e antirracismo. A organização está centralizada no fórum Campanha Nacional Fora, Bolsonaro.

A quantidade de organizações que endossam a realização dos protestos e o número de cidades com atividades programadas cresceu em relação ao final de maio.

Segundo o fórum de organizadores, houve 427 atos em todo o Brasil, incluindo as 27 capitais, e em 17 países do exterior, com um público total de 750 mil pessoas.

No mês passado, ainda de acordo com a coordenação, houve no total 227 atos, distribuídos em 210 cidades no país e 14 cidades no exterior, com cerca de 420 mil pessoas. ​

Governo rebate Folha e diz que pagou Sikêra Júnior por “utilidade pública”

Poder360

 

© Alan Santos/PR Bolsonaro e Sikêra abraçados, depois de entrevista em abril deste ano. Apresentador é amigo da família do presidente

 

Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) do governo Bolsonaro publicou texto nesta 6ª feira (18.jun.2021) afirmando que o cachê pago ao apresentador Sikêra Jr, da RedeTV!, foi por “serviços de utilidade pública” relacionados à publicidade e propaganda.

A nota rebate reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que mostrou que o apresentador –que é amigo da família do presidente– recebeu R$ 120 mil de dezembro de 2020 a abril de 2021. O valor consta em documento oficial entregue à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado.

Foram 7 pagamentos à empresa José Siqueira Barros Junior Produções, que pertence a Sikêra Jr. Os pagamentos foram feitos com a subcontratação de duas empresas, a PPR (Profissionais de Publicidade Reunidos) e a Calia/Y2 Propaganda e Marketing.

Segundo o governo, os valores foram calculados a “preços de mercado” e referem-se a campanhas de conscientização sobre a covid-19, exposição de menores e outras.

A secretaria cita ainda verbas de publicidade direcionadas a outros veículos jornalísticos –inclusive os não alinhados com o Planalto–, e diz que a contratação de Sikêra foi feita por agência especializada por meio de “critérios técnicos”.

“Por fim, cabe dizer que a Secom reduziu suas verbas de publicidade em aproximadamente 50% e que o governo (órgãos diretos) tem os menores gastos em mídia da última década (conforme evidenciam os registros na imagem [leia baixo]) – o que explica ataques de grupos de interesse”, conclui.

EM TEMPO: Que abraço apaixonado por Bozo. O que o dinheiro não faz, no é Sikêra? 

sábado, 19 de junho de 2021

Milhares saem às ruas do país em novos protestos pelo impeachment de Bolsonaro

Folha PRESS, RENTAO MACHADO

sáb., 19 de junho de 2021

BRASILIA, DF, BRASIL, 19-06-2021-: Protesto Fora Bolsonaro, organizado por entidades de esquerda, na esplanada dos ministérios. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Milhares de manifestantes se reúnem na manhã deste sábado (19) em diferentes cidades do país em protestos contra o presidente Jair Bolsonaro. Entre os maiores atos, estão os de Brasília, com manifestantes na Esplanada dos Ministérios, e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o protesto está marcado para as 16h, na avenida Paulista. 

As manifestações ocorrem no momento em que o país se aproxima de 500 mil mortos pela Covid e menos de um mês após os atos de 29 de maio, que atraíram milhares de pessoas. Os protestos nacionais são pelo impeachment do presidente, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial. 

As manifestações são convocadas e apoiadas por movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais, entidades estudantis, torcidas organizadas e grupos envolvidos em causas como feminismo e antirracismo. A organização está centralizada no fórum Campanha Nacional Fora, Bolsonaro. 

A expectativa deles era de um volume maior de participantes desta vez. A quantidade de organizações que endossam a realização dos protestos e o número de cidades com atividades programadas cresceram em relação ao final de maio. 

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro está enfrentando uma investigação sobre a má gestão da pandemia enquanto o país se aproxima do meio milhão de mortes causadas pelo COVID. 

A polêmica decisão de sediar a Copa América 2021 em meio à crise do coronavírus é questionada por grande parte da população. 

Em Brasília e no Rio, manifestantes incluíram na pauta dos atos protesto contra a privatização da Eletrobras, que deve ser aprovada na Câmara no início da próxima semana. 

Na capital federal, o ato contou com uma carreata que percorreu algumas vias principais da cidade até a concentração para uma passeata. Indígenas de várias partes do país também se juntaram aos manifestantes para condenar a omissão do governo na proteção desses povos na pandemia e também em protesto contra a mudança na demarcação de terras. 

Paulo Câmara: ‘Não podemos admitir politização das nossas polícias’

 

ESTADÃO - Eduardo Kattah e Marcelo Godoy

 

© FELIPE RAU/ESTADÃO (4/5/2018) O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB)

 

 

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), trata com cautela o assunto, mas reconhece que as polícias militares estão sob influência da radicalização política. Crítico da retórica do presidente Jair Bolsonaro, ele afirma que tentativas de politização da corporação são alvo da investigação da ação da PM pernambucana na violenta dispersão do ato contra o governo federal no dia 29 de maio, no Recife. Na ocasião, policiais militares dispararam balas de borracha contra os manifestantes. Duas pessoas que nem participavam do protesto foram atingidas no rosto e perderam a visão de um dos olhos. O episódio levou Câmara a mudar o comando da PM no Estado.

“Não podemos ainda admitir qualquer tipo de politização das nossas polícias. Isso também é uma coisa que vem sendo verificada”, afirmou o governador em entrevista ao Estadão.

Câmara avalia que o mais importante no momento é evitar aglomerações na pandemia e, por isso, seria melhor que não ocorressem novas manifestações de rua, “seja do campo progressista ou dos apoiadores do presidente”. Mas diz que o Estado vai garantir o direito de protesto nos atos marcados para hoje. “Não necessariamente temos de ir para a passeata. Podemos fazer o protesto e mostrar a nossa indignação de outras formas.”

Leia, a seguir, trechos de sua entrevista.

Queremos juntar o máximo possível de quadros que queiram nos acompanhar no desafio de 2022, que é muito claro: derrotar a iniciativa de reeleição do atual presidente e discutir alternativas para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos com as instituições funcionando, sem ameaças e respeitando o estado democrático de direito, a democracia e a Constituição.

 

  • Para 2022, uma grande preocupação é em relação ao comportamento das polícias militares. O sr. substituiu o comando da corporação após o fato do dia 29 de maio. Tem receio de algum tipo de movimento de insubordinação em razão das eleições?

Os fatos que ocorreram no Recife no dia 29 de maio foram muito graves, fatos que estão sendo apurados. Já temos 16 policiais afastados. Houve a necessidade de substituição tanto do comandante da Polícia Militar quanto do secretário de Defesa Social. O enfoque que tem sido utilizado desde o início é que a gente não pode admitir o tipo de ato como o que foi feito, cenas como as que a gente viu não podem acontecer nunca mais em Pernambuco. Todo foco é ver o que realmente aconteceu e punir quem precisa ser punido e errou na abordagem e, principalmente, na reação ao que foi feito. Mesmo que haja algum tipo de justificativa para a ação da polícia, nada justifica a forma como ela atuou. É isso que a gente tem procurado com a investigação e com os processos. 

E não podemos ainda admitir qualquer tipo de politização das nossas polícias. Isso também é uma coisa que vem sendo verificada. São casos que podem ocorrer que não refletem o entendimento geral da tropa, mas existem, efetivamente, casos que a gente precisa dar o devido tratamento e impedir, pois sabemos muito bem: quando há algum tipo de politização, seja nas Forças Armadas ou nas polícias militares, isso é um fato grave com consequências ruins.

  • É possível acontecer no Brasil algo semelhante à invasão do Capitólio, que ocorreu nos EUA?

Em princípio, não, mas precisamos estar atentos a tudo. Infelizmente a gente vê muitas ameaças nos discursos oficiais. A cada dia sempre tem algum tipo de comentário, de discurso, de iniciativa que preocupa a democracia e o estado de direito. O próprio presidente dá exemplos muito ruins quando fala, seja em relação ao comportamento ou em relação à pandemia. A visão que ele tem de mundo é totalmente contrária ao que acredita que seja a resolução dos problemas brasileiros. A gente tem de estar sempre atento em buscar formas que não contaminem uma sociedade que, na realidade, precisa de oportunidades e mais educação, saúde, emprego e geração de renda.

  • Existe uma influência bolsonarista nas PMs, mais especificamente na PM de Pernambuco?

Evidente que a gente ouve muita coisa. O próprio comportamento do governo federal em alguns assuntos me preocupa, mas a gente também tem confiança no dever e na lealdade que as polícias militares – e no caso a de Pernambuco – têm com seu povo. É uma polícia que tem quase 200 anos, com serviços prestados importantes. Fatos como os que aconteceram no dia 29 de maio, evidentemente, nos preocupam, nos alertam, por isso essas investigações estão sendo feitas da forma mais transparente possível para não minimizar nem maximizar atuações que possam ter ocorrido de maneira incorreta. Justamente nesse olhar de que há por trás disso algumas tentativas (de politização da PM), mas que o desejo da grande maioria é não politizar essa atuação tão estratégica e necessária para a sociedade.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

19 DE JUNHO: ÀS RUAS!


Foto: PCB de São Paulo

POR EMPREGO, VACINA NO BRAÇO E COMIDA NO PRATO!

Comissão Política Nacional do PCB

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a corrente sindical Unidade Classista (UC), a União da Juventude Comunista (UJC), o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM), o Coletivo Negro Minervino de Oliveira (CNMO) e o Coletivo LGBT Comunista estão participando ativamente da construção do Dia Nacional de Lutas em 19 de junho e convoca sua militância, apoiadores e apoiadoras a ocupar às ruas.

Neste 19 de junho haverá manifestações populares em todo o país, dando continuidade aos grandes atos de rua realizados no dia 29 de maio contra o Governo de Bolsonaro, Mourão e Guedes, os quais, agindo a serviço dos setores hegemônicos da burguesia brasileira, são os principais responsáveis pela mais grave crise social e sanitária da história do Brasil!
Fora Bolsonaro, Mourão e Guedes! Abaixo o capitalismo!

A crise sanitária da Covid-19 aprofundou a crise estrutural do capitalismo. No Brasil, além de uma campanha de vacinação extremamente lenta decorrente da política genocida adotada com a justificativa de se obter a “imunização de rebanho”, o povo trabalhador tem que lidar com o crescimento avassalador do desemprego, com o aumento do preço dos combustíveis, do gás de cozinha, dos alimentos da cesta básica, com o pacote de privatizações, com um auxílio emergencial vergonhoso e com a contrarreforma administrativa, que pretende destruir mais direitos trabalhistas e acelerar a privatização dos serviços públicos. 

A fome e a miséria crescem de forma alarmante, atingindo principalmente as mulheres, as negras e os negros, os indígenas e quilombolas, que são histórica e estruturalmente os que mais sofrem.

A ida em massa às ruas parte do entendimento de que o governo genocida é mais perigoso e letal que o coronavírus. Nós, do PCB e dos nossos coletivos de luta, entendemos que, na verdade, o sistema capitalista é o vírus a ser combatido e destruído, para além dos governantes de plantão. É preciso derrotar nas ruas o Governo de Bolsonaro, Mourão e Guedes, organizar a contraofensiva da classe trabalhadora e construir a alternativa anticapitalista e anti-imperialista no Brasil.

As trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros nunca tiveram direito ao isolamento social, mesmo nos momentos em que houve restrição de funcionamento de atividades ditas não essenciais. Os ônibus e metrôs em todo país continuaram circulando lotados de trabalhadoras e trabalhadores.

Neste momento, ocupar as ruas é legítimo e necessário: só com mobilização popular e luta conseguiremos derrotar esse governo e sua política antipopular. Vamos seguir participando de forma organizada dos atos de rua nas principais cidades brasileiras! Devemos ainda engrossar as manifestações convocadas contra a realização da Copa América (marcadas em algumas cidades para o dia 13 de junho), reforçar os protestos contra as “visitas” de Bolsonaro, apoiar as greves de trabalhadores e trabalhadoras em curso e intensificar a luta contra a privatização das estatais e a reforma administrativa.

É necessário participar em nível estadual e local das plenárias dos movimentos sindicais, populares e da juventude de avaliação do 29 de maio e de construção unitária do dia 19 de junho. A ampla unidade na luta segue sendo fundamental para que as lutas populares contra o Governo Bolsonaro-Mourão e seus aliados possam se tornar uma avalanche capaz de mudar a correlação de forças e abrir caminho para a construção do Poder Popular e do Socialismo.

Devemos garantir todos os cuidados necessários para resguardar as/os nossas/os e garantir segurança sanitária nesse momento tão crítico, com uso e distribuição de máscaras (N95/PFF2), álcool 70% e o esforço em manter o distanciamento físico entre os presentes nos atos.

FORA BOLSONARO E MOURÃO! IMPEACHMENT JÁ!
EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS E DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!
VACINA PARA TODOS E TODAS!
PELO SUS 100% PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE!
PELO PODER POPULAR, RUMO AO SOCIALISMO!

terça-feira, 15 de junho de 2021

NAS ELEIÇÕES DE 2020 FOI DITO: NÃO VOTE EM PAULO CAMELO, PORQUE SIVALDO VAI PERDER E SILVINO VAI GANHAR.

Foto de arquivo de Sivaldo, Paulo e Silvino (Blog do RA em 15.06.2021)
Por Paulo Camelo
 

Passados pouco mais de 5 meses da posse do prefeito Sivaldo Albino, o Blog de RA do dia 15.06.2021 traz uma matéria intitulada: 

“Sivaldo conversa três horas com Silvino e abre caminho para o entendimento”.


Mais adiante o mesmo bloguista  afirma  que o ex-prefeito Ivo Amaral, aplaudiu.

Afora a campanha vergonhosa que foi desferida contra a candidatura de Paulo Camelo, nas Eleições de 2020 para Prefeito, conforme título deste texto, não há nada de estranho em tal conversação ocorrida recentemente entre dois direitistas juramentados, outrora aliados. Alguém tem dúvida?

Mas, há um parágrafo contido na matéria escrita pelo jornalista e bloguista RA, o qual nos chama muita atenção. Senão vejamos:

“Embora não tenham falado de 2022, os dois podem se entender no próximo ano e estar no mesmo palanque, ainda mais que o ex-prefeito, depois de conversar com o socialista, reiterou para um amigo não ter dificuldades de se unir a Sivaldo, desde que no primeiro plano esteja o interesse da população de Garanhuns”.

O QUE NOS CHAMA ATENÇÃO É DIANTE DA POSSIBILIDADE DO PSB, DO PREFEITO SIVALDO, APOIAR A CANDIDATURA DE LULA NAS ELEIÇÕES DE 2022 PARA PRESIDENTE. ASSIM SENDO EIS O NÓ:

1 – Silvino quando Prefeito, não recebeu a comitiva presidencial, Lula presidente. Consequentemente, deixou de reivindicar, para o município,  em seu final de mandato. Portanto, perdeu dois anos do governo do ex-presidente Lula;

2 – Sivaldo participou de manifestação contrária a Lula e pela cassação da ex-presidente Dilma;

3 – Perguntar não incomoda: nas Eleições de 2022, Sivaldo e Silvino vão fazer autocrítica e  campanha para Lula?;

4 – Qual a posição atual da moçada que, indevidamente, fizeram campanha contra Paulo Camelo?;

5 – Como fica a posição atual do PT, o qual tem o vice-prefeito do município o médico Pedro Veloso?;

Donde concluímos que a dupla Sivaldo e Silvino é a mesma SS (Sem Sentido)

EM TEMPO: Coerência é coisa rara neste país. 

PT quer Boulos como candidato a deputado federal e apoio do PSOL a Haddad em SP

Yahoo Notícias.  ter., 15 de junho de 2021

 

Haddad seria o candidato ao governo do estado em 2022 e Boulos à prefeitura em 2024 (Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images).




·         PT quer apoio do PSOL para lançar Haddad como candidato ao governo do estado em 2022

·         Guilherme Boulos sairia como candidato a deputado federal

·         Em 2024, o PT apoiaria Boulos na corrida pela prefeitura da capital paulista

Lideranças do PT em São Paulo querem se juntar ao PSOL para uma aliança – mas, isso tiraria Guilherme Boulos da corrida pelo governo paulista. A ideia é que Fernando Haddad concorra ao comando do estado, com apoio do PSOL. As informações foram reveladas pela coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Segundo o plano do PT, Boulos seria candidato a deputado federal em 2022 e, em 2024, concorreria à prefeitura de São Paulo com apoio do Partido dos Trabalhadores. Como parte do acordo, o PSOL poderia indicar o vice de Haddad, além de um candidato para concorrer ao Senado.

De acordo com informações da coluna, o PT entende que Boulos poderia ser um dos parlamentares com maior número de votos na eleição do próximo ano. Além disso, a legenda entende que não tem nomes competitivos para concorrer à prefeitura em 2024. Um acordo poderia resolver o problema do PT.

O problema do Partido dos Trabalhadores está em convencer o PSOL de que o acordo seria cumprido, com tanto tempo de antecedência – até o momento, o acordo ainda está longe de ser fechado.

O “trunfo” do PT seria ter Lula como fiador do acordo. Uma ala do PSOL apoia o acordo, mas com outra configuração: com o PT apoiando a candidatura de Boulos ao governo do estado.

EM TEMPO: A proposta é muito boa para o PSOL e para a oposição ao governo Bolsonaro. Mas, a pendência continua: será que o PT vai cumprir com a proposta? Observe o caso de Garanhuns nas Eleições de 2020: o PCB passou quase 1 ano conversando com o PT sobre a possibilidade de coligação, onde houve aceno do PT nesse sentido. De repente mudaram de idéia e se aliaram com o carrasco Sivaldo Albino.  Agora durmam com essa bronca.