quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Após fala de Lula, EUA pedem que Conselho de Segurança freie genocídio de Netanyahu

 



Governo Biden pediu cessar-fogo um dia depois da condenação feita pelo presidente Lula ao genocídio do povo palestino

 

Joe Biden, Benjamin Netanyahu, Faixa de Gaza e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters I Divulgação)

247 - Um dia depois da dura condenação feita pelo presidente Lula ao genocídio promovido pelo governo de Benjamin Netanyahu em Gaza contra o povo palestino, Israel sofreu sua mais dura derrota deste o início do massacre. O governo de Joe Biden, nos Estados Unidos, fez um projeto alternativo de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) pedindo um cessar-fogo temporário na Faixa de Gaza, onde os crimes das forças israelenses resultaram na morte de quase 30 mil palestinos desde 7 de outubro do ano passado.

O governo americano emitiu o texto porque Israel planeja atacar a cidade de Rafah. Mais de 1 milhão dos 2,3 milhões de palestinos em Gaza procuraram abrigo no município localizado ao Sul de Gaza. "Nas atuais circunstâncias, uma grande ofensiva terrestre em Rafah resultaria em mais danos aos civis e no seu maior deslocamento, incluindo potencialmente para países vizinhos", afirmou o documento, segundo a Reuters.

De acordo com o texto, a iniciativa do governo israelense "teria sérias implicações para a paz e segurança regionais e, portanto, sublinha que uma ofensiva terrestre tão importante não deveria prosseguir nas atuais circunstâncias".

O genocídio de Israel contra palestinos também foi condenado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste domingo (18), o chefe de Estado comparou o genocídio em Gaza com o extermínio de judeus realizado por Adolf Hitler na Alemanha nazista. "O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus", disse o chefe de Estado a jornalistas em Adis Abeba, na Etiópia.

No sábado (17), Lula afirmou que a solução definitiva para a guerra na Faixa de Gaza vai ocorrer "se avançarmos rapidamente na criação de um Estado palestino". "Ser humanista hoje implica condenar os ataques perpetrados pelo Hamas contra civis israelenses, e demandar a liberação imediata de todos os reféns. Ser humanista impõe igualmente o rechaço à resposta desproporcional de Israel, que vitimou quase 30 mil palestinos em Gaza – em sua ampla maioria mulheres e crianças – e provocou o deslocamento forçado de mais de 80% da população".

Após ser declarado persona non grata pelo governo de Israel, o presidente Lula recebeu o apoio de lideranças da esquerda e de internautas. O jornalista Breno Altman também anunciou o Manifesto Lula Tem Razão em apoio ao presidente da República.

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Judeus dão razão a Lula e dizem que, sim, o governo de Israel adota práticas fascistas


"O Presidente Lula, em nome do Governo Brasileiro, mais uma vez se posicionou pela paz e instou Israel a suspender o massacre do povo palestino", diz o texto

18 de fevereiro de 2024

 


Lula e Faixa de Gaza destruída após ataques israelenses (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERS)

Nota da Articulação Judaica de Esquerda – As semelhanças são insuportáveis. São dolorosas e desconfortáveis.

Mas é impossível, conhecendo os antecedentes, as medidas adotadas pelos nazistas, não comparar com a situação dos palestinos vivendo há 55 anos em condição apátrida e sob pogroms (avalizados e estimulados pelas autoridades).

O Apartheid Israelense é, como foi o da Africa do Sul, uma versão original em alguns aspectos, mas também semelhante, em outros, àquelas políticas fascistas baseadas na raça.

Quando se menciona isso não se banaliza o Holocausto, como afirmou o criminoso de guerra que chefia o Estado de Israel agora. Faz-se memória e justiça, restabelece-se a verdade e honram-se aqueles que lutaram e sobreviveram.

Há meses judeus e aliados no mundo todo repetem: “Para que Nunca Mais se Repita (aquele horror) é agora!"

Não queremos evitar que ele se repita em 'algum dia no futuro'. Queremos que não se repita AGORA. As leis racistas e os massacres racistas devem ser combatidos AGORA.

O Presidente Lula, em nome do Governo Brasileiro, mais uma vez se posicionou pela paz e instou Israel a suspender o massacre do povo palestino.

Ele tem se manifestado como defensor incondicional da humanidade independente de origem, raça ou etnia, pedindo por coexistência pacífica de árabes e judeus.

Sua mensagem mais forte é a mesma que nós, da Articulação Judaica de Esquerda, em sintonia com coletivos de árabes e judeus no mundo todo, temos enviado: pelo Cessar Fogo AGORA!

Assista  o vídeo sobre a entrevista de Lula no Egito:

https://www.youtube.com/watch?v=QYi11q0Fsno&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg&t=2s

Tabata Amaral ataca Lula e leva reprimenda de Rogério Correia



Depois que o presidente Lula ergueu sua voz em defesa da paz, a deputada disse que Lula "alimenta ódio"

18 de fevereiro de 2024

 

247 – A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), da frente ampla que deveria dar suporte ao governo do presidente Lula, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, neste domingo, ergueu sua voz em defesa da paz mundial e criticou o genocídio promovido por Israel contra o povo palestino. "Lamento profundamente o comentário feito hoje pelo presidente Lula. Comparar a guerra atual ao Holocausto, no qual 6 milhões de judeus foram sistematicamente assassinados pelo regime nazista, é errado e irresponsável. Precisamos sim de um cessar-fogo urgente na Palestina e da liberação dos reféns israelenses. O número de vítimas é inaceitável. Mas falas como essas só alimentam com mais ódio essa tragédia e nos afastam de seu fim", disse a deputada.

Imediatamente, ela foi repreendida pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). "Me permita polarizar com você, Tabata. O assassinato diário de crianças e mulheres desarmadas, cercadas como em um campo de concentração, é imperdoável, principalmente ao povo judeu que tanto sofreu nas mãos de Hitler, um populista de ultra direita. Netanyahu, populista de ultra direita, não tinha o direito de expor Israel desta forma", afirmou o deputado de Minas Gerais. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Erram os que dizem que a entrevista com Vladimir Putin não trouxe nada de novo

Vladimir Putin e Tucker Carlson (Foto: Tass)

"Essa entrevista, para o público dos Estados Unidos, verá pela primeira vez o outro lado das coisas", opina Lejeune Mirhan (Sociólogo, Professor, ....)

13 de fevereiro de 2024




Foi ao ar no último dia 8 de fevereiro, uma entrevista que deu imensas repercussões mundiais e de certa forma, muito rara de acontecer, quando o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, falou com o polêmico jornalista estadunidense Tucker Carlson. Ouvi muitos comentários sobre ela. Mas, o mais equivocado deles é o que diz que “a entrevista com Putin não trouxe nada de novo” (sic). Nada mais equivocado, como demonstrarei.

Vou dividir o roteiro desta minha análise em três partes: 1. A minha percepção do significado da entrevista; 2. Quem é Tucker Carlson e; 3. Os pontos que me chamaram atenção em função não só do que eu assisti das 2h da entrevista, mas também do que eu li em vários comentários nos principais portais internacionais.

Percepção sobre a entrevista

Nós não sabemos quantas pessoas assistiram no canal do Carlson e talvez jamais venhamos a saber. No seu canal, já chega a quase 12 milhões de visualizações. Ela foi retransmitida por milhares de canais no YouTube e na Rússia, todas as televisões abertas e por assinatura. Então, é dificílimo estimar quantas pessoas assistiram e, especialmente, nos Estados Unidos que é, na verdade, para o público ao qual se dirige esse conteúdo. A minha estimativa é de que muito mais de 100 milhões de pessoas assistiram no canal do Carson, no X (ex Twitter) e no Tucker Carlson Network.

Quando ele anunciou a entrevista, ele postou na rede X um pequeno vídeo de cinco minutos, que já teve mais de 100 milhões de visualizações. Só por isso dá para termos uma ideia da força de Putin, que se mostrou um estadista, talvez o maior hoje no mundo; uma pessoa de uma inteligência muito superior e com um grande domínio da história. 

Ele gastou uns 25 minutos para falar da história da Rússia, da Ucrânia, da União Soviética, do Império Russo etc.  Eu duvido que alguém como o presidente Biden, que deve estar acometido de senilidade, tenha essa capacidade de fazer uma análise histórica de algum fato, talvez alguma coisa relacionada aos Estados Unidos, como fez Putin.

Putin expõe a vassalagem alemã como herança maldita de Hitler

Vladimir Putin (Foto: Reprodução (TCN via Sputnik)


"Como não considerar os alemães, não, apenas, medrosos, vassalos, como diz Putin, mas, sobretudo, burros?", escreve César Fonseca (Jornalista e Colunista do Brasil 247)




Lembranças....

Pelo menos eu tenho uma birra contra a Alemanha devido a esse negócio do Hitler ter mandado matar milhares de judeus.

Já discuti asperamente com um alemão autoritário, aqui, em Brasília, porque entrou numa de falar grosso comigo durante uma festa.

Como tinha tomado umas e outras, mandei aquele brutamontes, em altos brados, tomar naquele lugar etc e tal.

Também, lembro de um alemão brilhante, fabricante de cerveja, na Antártica, em BH, nos anos 1970, seu Carlos, seu Karl, para o qual trabalhei e que me considerava meio burro, na tarefa de fazer o que ele queria, na elaboração de mapas para produção da cerveja que ele fabricava e, cá prá nós, era muito boa, porque o alemão era, mesmo, competente.

Assim, cheio de lembranças, que deixam a  gente grilado e irado com essa raça ariana, reconheço que admiro esses danados, pessoal exigente, competente, embora arrogante.

Imagine, o gênio Marx, detalhista na elaboração do seu O Capital, excessivamente, intolerante, que considerava seu genro, Paul Lafargue, cubano, autor do genial "Elogio à preguiça", marido de Laura, gente tropical, dado à pouca disciplina intelectual etc.

Pô, Marx era, afinal, considerado "o Mouro", moreno, distinto da brancura alemã, e não perdia, nem por isso, sua propensão ao racismo.

Mas, por que estou dizendo tudo isso?

ESPORRO NA ALEMANHA

Por causa do Putin, em sua entrevista ao conservador americano Tucker Carlson, que considerou os alemães vassalos dos americanos.

Aceitaram abaixar as calças para Tio Sam que os proibiu de continuar importando energia barata da Rússia, vantagem comparativa que garantia à Alemanha competitividade excepcional, tanto na Europa como em todo o mundo, para colocar seus produtos industriais de qualidade excepcional no mercado mundial.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Tucker Carlson se encanta com Moscou após entrevistar Vladimir Putin

Vladimir Putin e Tucker Carlson (Foto: Tass)

Jornalista estadunidense disse que a capital russa é melhor, mais limpa e mais segura do que qualquer cidade americana

12 de fevereiro de 2024




247 – O apresentador Tucker Carlson, um influente jornalista estadunidense, surpreendeu muitos ao expressar seu encantamento com Moscou após uma entrevista com o presidente russo Vladimir Putin. Carlson fez declarações que chamaram a atenção para a limpeza e segurança da capital russa, afirmando que ela supera qualquer grande cidade dos Estados Unidos. "Moscou é muito mais limpa e segura do que qualquer grande cidade nos Estados Unidos", afirmou Carlson.

O jornalista compartilhou sua admiração pela capital russa durante uma recente transmissão de seu programa. Ele descreveu a cidade como "muito melhor e mais limpa do que qualquer cidade americana", ressaltando que ficou chocado com as melhorias que testemunhou durante sua estadia.

O relato de Carlson revelou uma perspectiva surpreendente sobre a transformação de Moscou ao longo das décadas. Ele lembrou a época em que seu pai passou um tempo na cidade nos anos 80, descrevendo um ambiente muito diferente, com infraestrutura limitada e recursos escassos. No entanto, Carlson observou que Moscou se tornou significativamente mais atraente, segura e limpa desde então.

"O que foi radicalizante, muito chocante e perturbador para mim foi saber que a cidade de Moscou, onde eu nunca havia estado, é a maior cidade da Europa, com 13 milhões de habitantes. E é tão mais agradável do que qualquer cidade em meu país. Eu não tinha ideia", disse Carlson.

Descrição: .Ele destacou não apenas a limpeza e segurança de Moscou, mas também elogiou sua arquitetura, comida e serviço, sugerindo que supera qualquer cidade nos Estados Unidos em termos estéticos e de qualidade de vida.

"Em certo ponto, acredito que a pessoa comum não se importa tanto com abstrações quanto com a realidade concreta de sua vida", afirmou Carlson. "E se você não pode usar seu metrô, por exemplo, como muitas pessoas têm medo de fazer na cidade de Nova York porque é muito perigoso, você tem que se perguntar: não é essa a medida definitiva de liderança?"

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Putin desmascara propaganda belicista anti-China de Tucker Carlson e zomba de seus laços com a CIA

Vladimir Putin e Tucker Carlson (Foto: Tass)


O apresentador de extrema-direita teme que uma aliança China-Rússia ponha fim à hegemonia dos EUA sobre o planeta.

Por Ben Norton (jornalista)



O apresentador de TV dos EUA, Tucker Carlson, provocou um escândalo político ao viajar a Moscou em fevereiro para entrevistar o presidente russo Vladimir Putin. Isso provocou um debate na mídia, que – como tantas vezes acontece na política partidária dos EUA – completamente perdeu o foco do problema.

Falcões da guerra liberais como Hillary Clinton retrataram Tucker Carlson como um traidor e "idiota útil" de Putin. Os democratas foram cegados pelo seu ódio obsessivo à Rússia e são completamente incapazes de ver o que está acontecendo geopoliticamente.

Na realidade, Carlson e outros aliados de Donald Trump no Partido Republicano tentaram há anos criar uma cunha entre a Rússia e a China, enquanto empurravam maniacamente para a guerra com Pequim. O ex-assessor-chefe de Trump, Steve Bannon, que comandou a campanha presidencial do líder de extrema-direita em 2016, afirmou abertamente em 2018: "Estamos em guerra com a China". Bannon chamou para "unir o Ocidente contra o surgimento de uma China totalitária". E ele considera a Rússia parte do "Ocidente".

Essa estratégia também foi adotada pela líder de extrema-direita da França, Marine Le Pen, que afirmou em 2022 que queria melhorar as relações com a Rússia para impedir que esta se aliasse à China.

Os republicanos trumpistas e seus parceiros de extrema-direita na Europa veem a Rússia como branca, europeia, cristã e capitalista, e uma aliada potencial contra a China, que demonizam como uma ameaça não branca, asiática, ateísta e comunista à chamada "civilização ocidental judaico-cristã".

Carlson desempenhou um papel-chave nessa campanha belicista contra a China. Quando tinha seu programa no horário nobre da Fox News, Carlson declarou: "A Rússia não é o principal inimigo da América. Obviamente, nenhuma pessoa sã pensa que é. Nosso principal inimigo, é claro, é a China. E os Estados Unidos deveriam ter uma relação com a Rússia, alinhada contra a China".

A narrativa de que Carlson é "anti-guerra" é totalmente falsa. A razão pela qual ele se opõe à guerra por procuração contra a Rússia na Ucrânia é simplesmente porque quer todos os recursos focados na guerra com a China. Carlson insistiu em seu programa da Fox, "A maior ameaça a este país não é Vladimir Putin; isso é ridículo. A maior ameaça, obviamente, é a China".

O apresentador de extrema-direita teme que uma aliança China-Rússia ponha fim à hegemonia dos EUA sobre o planeta, algo que o aliado próximo de Trump deseja preservar. "Se a Rússia se unir à China algum dia, a hegemonia global americana, seu poder, acabaria instantaneamente", lamentou Carlson. "Se a Rússia e a China se juntarem, será um mundo totalmente novo, e os Estados Unidos seriam grandemente diminuídos. A maioria dos americanos concorda que isso seria ruim".

Desde que foi demitido da Fox News em 2023, Carlson continuou a empurrar essa mesma narrativa belicista: que os EUA deveriam se aliar à Rússia contra a China. Em sua entrevista de fevereiro com Putin, no entanto, o líder russo pôde ver claramente que Carlson é um operativo político agindo em nome do Partido Republicano e de Trump, e que esperam encorajar a divisão entre Moscou e seu aliado mais importante.

Putin rejeitou as narrativas histéricas anti-China de Carlson, que ele se referiu como meras "histórias de bicho-papão". O presidente russo enfatizou que a China quer cooperação pacífica, e que "a filosofia de política externa da China não é agressiva".

O seguinte é uma transcrição da entrevista de 6 de fevereiro:

sábado, 10 de fevereiro de 2024

Assista à íntegra da entrevista de Putin a Tucker Carlson, com legendas em português

 

Vladimir Putin e Tucker Carlson (Foto: Tass)




 



Entrevista foi divulgada na íntegra pela Sputnik

10 de fevereiro de 2024 

247 – A agência de notícias Sputnik divulgou a íntegra da entrevista do presidente Vladimir Putin ao jornalista Tucker Carlson, com legendas em português. Nela, Putin propõe um roteiro para a paz na Ucrânia, fala sobre os riscos de uma Terceira Guerra Mundial e critica ações do imperialismo, bem como países vassalos. Confira:

https://www.brasil247.com/mundo/assista-a-integra-da-entrevista-putin-a-tucker-carlson-com-legendas-em-portugues?tbref=hp

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

PL deve ser impedido de participar de eleições por atuar no golpe fracassado de Bolsonaro


“Partido da extrema direita bolsonarista, que vai receber R$ 863 milhões em ano eleitoral, não pode ser instrumento para tramar golpe”, escreve Aquiles Lins Jornalista e colunista do Brasil 247)

9 de fevereiro de 2024


Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | REUTERS/Adriano Machado)

A operação Tempus Veritatis, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, expôs ao país toda a movimentação de agentes civis e militares liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo após sua vitória inconteste nas urnas. A decisão de Moraes a partir das investigações da Polícia Federal revelaram uma miríade de aspectos, com vários núcleos da organização criminosa, na intentona golpista que fracassou. 

Um deles é o envolvimento da estrutura política, física e financeira do Partido Liberal (PL) na articulação e financiamento do esquema golpista. Durante o cumprimento dos 33 mandados de busca e apreensão, a PF encontrou na sede do PL, em Brasília, o esboço de um discurso com as decretações de um Estado de Sítio e de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no país, para evitar que a vontade da maioria dos eleitores se consolidasse e Lula assumisse a presidência. 

Segundo a PF, o documento foi encontrado na sala de Jair Bolsonaro na sede do PL e não está assinado. Diz um trecho do decreto golpista: “Afinal, diante de todo o exposto, e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o estado de Sítio e, como ato contínuo, decreto operação de garantia da lei e da ordem”.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi preso durante a operação da Polícia Federal. Não por utilizar um dos principais instrumentos da nossa democracia eleitoral para subverter as eleições, mas por estar de posse de um revólver calibre 38 em situação irregular. Também foi encontrada com Valdemar uma pepita de ouro de 39 gramas, que seria oriunda do garimpo ilegal, provavelmente em terras indígenas. O chamado "núcleo jurídico" da organização criminosa que planejou e tentou executar o golpe utilizou uma residência alugada pelo PL em Brasília como um "QG do Golpe". Integram este grupo o advogado Amauri Saad, apontado como autor da minuta de golpe, e o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, que está preso.

Antes das provas colhidas pela Polícia Federal na operação Tempus Veritatis, o PL já estava envolvido na campanha golpista para favorecer Jair Bolsonaro. O partido é acusado de utilizar dinheiro do fundo partidário, ou seja, recursos públicos, para disseminar desinformação sobre a segurança e a legitimidade das urnas eletrônicas, que conferiram ao partido a maior bancada da Câmara. 

Em 2022, o PL foi condenado a pagar multa por "litigância de má-fé", após a tentativa de anular os votos de 279,3 mil urnas eletrônicas, sob a justificativa de que houve "mau funcionamento" do sistema. Na época, Valdemar Costa Neto alegou que os modelos de urnas anteriores a 2020 têm o mesmo número de patrimônio, o que impediria a fiscalização. Porém, os mesmos aparelhos foram usados nas eleições de 2018, quando Bolsonaro venceu a disputa. O partido foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral em R$ 22,9 milhões.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Bolsonaro e seus aliados golpistas podem pegar até 23 anos de cadeia

Jair Bolsonaro e atos golpistas de 8 de Janeiro (Foto: REUTERS)







Operação da Polícia Federal atingiu o ex-presidente, militares, o presidente do PL e o núcleo duro do golpismo

8 de fevereiro de 2024

247 – O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados podem enfrentar penas de até 23 anos de prisão por envolvimento em atividades golpistas, conforme indicado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. As prisões dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizadas nesta quinta-feira (8), foram autorizadas após Moraes apontar a comprovação de crimes contra a democracia e associação criminosa. De acordo com o ministro, as penas máximas dos delitos somam-se a esse montante, podendo aumentar se houver evidências de atos violentos perpetrados pelos suspeitos, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo.

A investigação revela que os crimes incluem a tentativa de golpe de Estado e a abolição violenta do Estado democrático de Direito. Moraes sustenta que os investigados formaram uma organização criminosa com o propósito de obstruir a transição de governo para o presidente Lula (PT), vencedor das eleições de 2022. A gravidade das acusações recai sobre a adoção de medidas extremas, visando à permanência de Bolsonaro no poder, conforme detalhado pelo ministro do STF.

Os delitos em questão foram introduzidos na legislação em 2021, com a aprovação da Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, que revogou a antiga Lei de Segurança Nacional vigente desde a ditadura militar. Curiosamente, a lei de 2021 conta com a assinatura de quatro alvos da operação de quinta-feira: Bolsonaro e os ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres e Augusto Heleno. O desfecho das investigações e julgamentos do STF delineará o desdobramento desses eventos e a aplicação das respectivas penas.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Depois de pressionar Padilha, Arthur Lira resolve mirar em Nísia Trindade

Nísia Trindade, Lula e Arthur Lira (Foto: ABR)

O parlamentar apresentou requerimento para a titular da Saúde explicar a execução orçamentária da pasta. O deputado já havia pressionado por demissão no primeiro escalão do governo

6 de fevereiro de 2024



247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu agir contra a ministra da Saúde, Nísia Trindade. O parlamentar apresentou requerimento para a titular da pasta explicar como foram aplicadas as emendas parlamentares na Atenção Primária (PAP) e na Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (MAC) em 2023. A informação foi publicada nesta terça-feira (6) pela coluna de Guilherme Amado.

O deputado apresentou sete questionamentos sobre a execução orçamentária do Ministério da Saúde. Ele declarou que trata como “urgente” a apresentação de informações sobre a distribuição do dinheiro e a relação de beneficiários e valores.

O presidente da Câmara também teria pressionado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a demitir o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O petista teria decidido manter o titular da pasta.

EM TEMPO: A população precisa urgentemente melhorar a qualidade do voto, escolhendo candidatos que sejam democráticos, progressistas e de esquerda.

Ministério da Fazenda suspeita de lavagem de dinheiro em programa apoiado por Arthur Lira

Deputado Arthur Lira (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara )

Fiscais da Receita investigam supostas fraudes no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, apoiado pelo presidente da Câmara, que tem feito pressão contra o governo

6 de fevereiro de 2024



247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a lideranças do Congresso Nacional que o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) teria lavagem de dinheiro de atividades ilícitas no país. A informação foi publicada nesta terça-feira (6) pelo jornal Folha de S.Paulo

Fiscais da Receita Federal investigam o projeto após o custo do programa aumentar no ano passado. O valor declarado pelas empresas chegou a R$ 17 bilhões. A estimativa era de um gasto anual de R$ 4,4 bilhões. Números preliminares repassados pela área técnica ao Palácio do Planalto apontaram que o custo do programa pode ter chegado até R$ 30 bilhões com as possíveis fraudes. 

O programa é apoiado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), com quem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta manter um nível de articulação que não coloque em risco a aprovação de pautas defendidas pela gestão petista. 

O deputado do PP teria pressionado o governo Lula a demitir o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O petista teria decidido manter o titular da pasta. O presidente da Câmara também mira Nísia Trindade, responsável pelo Ministério da Saúde. >>> Após ameaças de Arthur Lira, Haddad afirma que "vai dar tudo certo"

EM TEMPO: O PSB saiu do grupo chamado de "Blocão" ora comandado por Arthur Lira, mas não se sabe se o dep. fed, Felipe Carreras, aliado do prefeito Sivaldo Albino, também se afastou. Será? 

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Manifestantes voltam a pedir a deposição de Netanyahu em Israel

Protesto contra Netanyahu (Foto: Sputnik)








População israelense protesta contra a situação dos reféns e também contra o genocídio; governo Netanyahu já assassinou mais de 27 mil palestinos

3 de fevereiro de 2024

Sputnik – Manifestações em várias cidades israelenses marcam o 120º dia da ofensiva no enclave. Em Tel Aviv, ato reuniu manifestantes em frente à casa do primeiro-ministro israelense.

Uma série de marchas tomaram Israel neste sábado (3), data em que a ofensiva israelense na Faixa de Gaza completa 120 dias. Os manifestantes pedem a libertação dos reféns israelenses levados pelo grupo palestino Hamas para o enclave, a destituição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a convocação de eleições antecipadas.

Em Tel Aviv, os manifestantes se reuniram na praça localizada em frente ao Museu de Arte, que ficou conhecida como Praça dos Reféns, por conta das manifestações realizadas no local. Os manifestantes também se reuniram em frente à casa do presidente israelense, Isaac Herzog, e em frente à casa de Netanyahu. Também houve manifestações nas cidades de Haifa, Berseba, Karkur, Kfar Saba, Modi'in, Éilat e Rehovot.

Fora de Israel, uma marcha em solidariedade ao povo palestino reuniu milhares de pessoas em Londres, pedindo o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.

Segundo dados do Ministério da Saúde palestino, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza já deixou pelo menos 27 mil mortos e 66 mil feridos. Do lado israelense, o número de feridos é de 10 mil e o de mortos é de 1,4 mil, sendo a maioria (1,1 mil) no ataque do Hamas ao território israelense em 7 de outubro.

Por que procuradores, outros agentes públicos e jornalistas viúvos da Lava Jato tremem ante decisões de Toffoli

O ministro do STF Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

É mentira que a suspensão do acordo da J&F “não tem nada a ver” com a mesma decisão concedida à Odebrecht. Tudo saiu da usina de factóides vazados da PGR

Por Luís Costa Pinto (Jornalista)

 


Sob o número 1.00.002.00050/2020-73, um inquérito administrativo disciplinar instaurado pela ex-procuradora-geral interina Elizeta Maria de Paiva Ramos, em 21 de julho de 2020, quando era corregedora-geral do Ministério Público Federal, é o motor de tantos comentários derrogatórios, eivados de aleivosias, e dos inúmeros textos verborragicamente ensandecidos e factualmente desprovidos de provas ou nexos que têm tido por alvo e vítima central o ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, desde que ele proferiu as decisões de suspender os acordos de leniência com a J&F (holding da JBS) e a Odebrecht (hoje, Novonor).

Qual senha numérica capaz de abrir um portal que dá acesso ao outrora mundo encantado da “Fantástica Fábrica de Delações Premiadas e Vazamentos Coreografados e Dirigidos” aos que cruzam seu umbral, o código 1.00.002.00050/2020-73 permite a quem lê o papelório produzido pelas investigações daquele inquérito administrativo vislumbrar no esplendor de seu funcionamento o açougue onde foram assassinadas inúmeras reputações de pessoas físicas e jurídicas e esquartejadas corporações privadas. 

Lançando mão do mesmo modus operandi, procuradores que deviam ser “da República”, lotados em Curitiba, ou no Distrito Federal, ou em São Paulo, ou no Rio de Janeiro, pinçavam trechos de investigações apartados das devidas e necessárias explicações dos advogados de defesa (ou antes que as defesas judiciais dos acusados se manifestassem) e vazavam para um seleto grupo de jornalistas dos mais variados veículos - O Globo, TV Globo, CNN, Folha de S Paulo, uol, O Estado de S Paulo, revista Piauí, revista digital Crusoé, site Vortex.com - explicitando sempre onde se queria chegar na detração dos personagens.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Queda do desemprego no Brasil está diretamente ligada à queda de Sergio Moro

Sergio Moro  (Foto: Lula Marques - Agência Brasil)







Há uma correlação direta entre a melhora do mercado de trabalho no Brasil e o ocaso do ex-juiz suspeito Sergio Moro.

Por Leonardo Attuch (Jornalista)

1 de fevereiro de 2024

Nenhum cidadão, em nenhum país do mundo, em qualquer período histórico, foi responsável pelo desemprego de tantos de seus compatriotas quanto o ex-juiz suspeito Sergio Moro, que deverá ser cassado na próxima quinta-feira, por abuso de poder econômico e caixa dois em sua campanha para o Senado. À medida que se aproxima a guilhotina do chamado "marreco de Maringá", não por acaso, as empresas brasileiras voltam a contratar. 

O desemprego no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu ao menor nível desde 2014, mesmo ano em que nasceu a Lava Jato, porque o dinamismo do mercado de trabalho no Brasil é inversamente proporcional ao lavajatismo. Quanto mais forte Moro estava, mais fraco era o mercado de trabalho no Brasil. Quanto mais fraco Moro está, mais forte o mercado de trabalho.

Só isso já seria o bastante para banir o ex-juiz suspeito da vida pública para sempre. Se não por seus crimes de campanha, pelos danos econômicos causados ao Brasil e aos brasileiros. Confira, abaixo, a representação gráfica do que Moro representou para o Brasil com a evolução do desemprego nos últimos dez anos e saiba mais sobre os dados anunciados pelo IBGE:

Evolução da taxa de desemprego no Brasil (Photo: IBGE)










A taxa anual de desocupação foi de 7,8%, recuando 1,8 ponto percentual (p.p.) frente à média de 2022 (9,6%). No confronto contra 2019 (11,8%), o recuo é de 4 p.p. Frente a 2012, quando a taxa média foi de 7,4%, o aumento foi de 0,4 p.p. A população desocupada no ano totalizou 8,5 milhões de pessoas em 2023, com queda de 1,8 milhões (-17,6%) frente a 2022. 

população ocupada chegou a 100,7 milhões de pessoas em 2023, batendo o recorde da série histórica, iniciada em 2012, ficando 3,8% acima de 2022. Frente à média de 2012 (89,7 milhões de pessoas), houve aumento de 12,3%. O nível da ocupação (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57,6% em 2023, 1,6 p.p. a mais que em 2022 (56,0%). O maior nível da ocupação ocorreu em 2013 (58,3%). A estimativa anual da taxa composta de subutilização foi estimada em 18,0%, redução de 2,9 p.p. em relação a 2022, quando a taxa era estimada em 20,9%. Esse indicador foi de 24,4% em 2019, 15,9% em 2014 e 18,7% em 2012.