quarta-feira, 10 de maio de 2023

"Vendiam proteção": Tacla Duran denuncia máfia da Lava Jato e entrega conta da propina

Advogado Rodrigo Tacla Duran (Foto: Reprodução)

Ex-prestador de serviços da Odebrecht dá detalhes de um suposto esquema de venda de proteção em Curitiba e cita o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima como um dos operadores




"Vendiam proteção": Tacla Duran denuncia máfia da Lava Jato e entrega conta da propina (vídeo)

Por Joaquim de Carvalho, 247 - O advogado Rodrigo Tacla Duran prestou novo depoimento nesta terça-feira ao juiz Eduardo Appio, titular da 13a. Vara Federal de Curitiba.

Ele falou ao juiz na condição de testemunha arrolada pelo ex-vice-presidente do Equador Jorge Glas, que responde a processo em seu país por denuncia encaminhada pela força-tarefa coordenada por Deltan Dallagnol, hoje deputado federal. Tacla Durán deu detalhes do esquema de venda de proteção existente em Curitiba, desde o caso Banestado.

Comissão aprova convite para Tacla Duran se manifestar na Câmara sobre denúncia contra Moro e Dallagnol

Ele disse que foi orientado pelo doleiro Wu Yu Sheng, conhecido como "Chinês", a procurar o advogado Marlus Arns, parceiro de Rosângela Moro em ações da Apae e da chamada Máfia das Falências. Descrição: .O Wu Yu Sheng, segundo ele, pagou 500 mil dólares ao esquema e não foi denunciado por procuradores.

Ele também citou a empresa Perkons S.A., que tem a concessão para explorar serviço de radar de trânsito o Paraná.  A empresa foi citada na delação do operador Adir Assad, que chegou a ser preso. Mas seus diretores não foram investigados, apesar dos detalhes dados por Assad. Segundo Tacla Duran, a razão é que o advogado da Perkons era Carlos Zucolotto Júnior, padrinho de casamento de Sergio e Rosângela Moro.

Tacla já havia dito em outro depoimento que Zucolotto exigiu 5 milhões de dólares em troca de benefícios em delação premiada. Ele depositou 612 mil dólares na conta do escritório de Marlus Arns.

Tacla Durán também deu o número de conta bancária no exterior de Antônio Figueiredo Basto, advogado de Alberto Youssef, onde doleiros, segundo ele, depositavam propina desde o caso Banestado. Segundo ele, uma das remessas foi entregue ao procurador da república Carlos Fernando dos Santos Lima, chamado de decano da Lava Jato e uma espécie de mentor de Deltan Dallagnol.

Veja a íntegra do depoimento nos vídeos abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=n3Zj9gvec9g&t=1s

https://www.youtube.com/watch?v=zSu7Q6xaLUg&t=3s

Outra entrevista:

https://www.youtube.com/watch?v=uxIIaBvKPgg ICL em 09.05.23

Roberto de Carvalho faz homenagem a Rita Lee

 

Roberto de Carvalho (Foto: Reprodução (Instagram)


O agora ex-marido da cantora postou em rede social uma foto da artista com a versão da música "Menino de Braçanã", cantada por ela ao fundo


Roberto de Carvalho faz homenagem a Rita Lee

247 - Marido de Rita Lee, Roberto de Carvalho publicou uma homenagem à cantora no início da tarde desta terça-feira (9) após a morte dela na noite desta segunda-feira (8) no estado de São Paulo.

"É tarde, já vou indo. Preciso ir embora, até amanhã…", escreveu na legenda de uma foto da artista com a versão da música "Menino de Braçanã", cantada por ela ao fundo. O casal ficou junto por quase cinco décadas.

O músico Caetano Veloso também fez uma homenagem à cantora. 

Outras artistas se despediram da artista. 

Assista o vídeo do Corinthians (O campeão dos campeões):

https://www.msn.com/pt-br/entretenimento/noticias/corinthians-time-do-cora%C3%A7%C3%A3o-de-rita-lee-se-manifesta-sobre-sua-morte-torcedora-apaixonada/ar-AA1aX4o7?ocid=mailsignout&pc=U591&cvid=7825b9379c784e8fa616a19aaf55031a&ei=10

domingo, 7 de maio de 2023

"Objetivo da Lava Jato era destruir a engenharia brasileira", diz Pezão à TV 247

Luiz Fernando Pezão (Foto: Reprodução TV 247)



Ex-governador do Rio de Janeiro foi inocentado em todas as instâncias da Lava Jato e criticou impactos da operação na engenharia nacional

7 de maio de 2023




247 – No último sábado, o ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, concedeu uma entrevista exclusiva à jornalista Hildegard Angel, da TV 247, na qual abordou sua inocência em todas as instâncias da Operação Lava Jato. Durante a conversa, Pezão fez críticas contundentes à condução do caso e ressaltou o impacto negativo que a operação teve na engenharia nacional e na economia do Rio de Janeiro.

Com um tom enfático, Pezão destacou: "O projeto da Lava Jato foi destruir a engenharia nacional. O Rio de Janeiro era um grande canteiro de obras. As construtoras brasileiras geravam milhões de empregos." O ex-governador lamentou a situação atual em que muitos engenheiros, outrora responsáveis por grandes empreendimentos, agora se encontram trabalhando como motoristas de Uber.

Pezão enfatizou que a Lava Jato do Rio de Janeiro foi uma franquia da operação realizada no Paraná, liderada pelo ex-juiz suspeito Sergio Moro. Ele questionou a abrangência das investigações e a forma como foram conduzidas. "Ainda vamos descobrir em nome de quem foi feita tanta violência", afirmou o ex-governador.

Durante a entrevista, Pezão reforçou sua inocência e ressaltou que nunca houve uma prova ou delação contra ele. "Diziam que eu tinha comprado uma fazenda em dinheiro vivo, mas foi uma fazenda comprada pelo estado e doada a um município", explicou. Ele destacou a importância de respeitar o devido processo legal e a presunção de inocência. 

A entrevista do ex-governador Pezão trouxe à tona críticas contundentes à Operação Lava Jato, destacando os impactos negativos na engenharia nacional e a situação de profissionais que perderam seus empregos. O caso de Pezão, inocentado em todas as instâncias da Lava Jato, levanta questionamentos sobre o legado e os desdobramentos da operação, reforçando a necessidade de um debate amplo sobre a forma como as investigações são conduzidas e seus impactos na sociedade como um todo. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=vDpL_45KRhE&t=1s

FALECEU O SECRETÁRIO DE TURISMO GIVALDO CALADO DE FREITAS

Foto: Reprodução do Blog de RA


 

Faleceu na madrugada deste domingo 07 o Secretário de Turismo de Garanhuns, empresário e ex-vereador Givaldo Calado de Freitas, de 75 anos. Natural de Correntes, Givaldo  residiu por muitos anos na nossa Rua Dantas Barreto, na qual residiram diversos políticos da nossa Garanhuns, a exemplo de: Abdias Branco (Pai Bida, como era chamado) + Ivan Rodrigues + José Ivan + Márcio Quirino + Everardo Gueiros + Otoniel Gueiros + Souto Filho + José Almeida, dentre outros. Quer  dizer, políticos de todos os matizes, ou sejam da Direita para à Esquerda, incluindo o Paulo Camelo.

Em março de 2021, Givaldo ficou viúvo com a perda de sua companheira Emília Valença Calado,  filha do ex-prefeito Amílcar da Mota Valença.

Ex-funcionário do BNH (Banco Nacional de Habitação), Advogado, formado pela Faculdade de Direito do Recife, porém preferiu seguir o ramo empresarial.

Externamos o nosso sentimento aos seus familiares e amigos numa ocasião como esta de sentimento e tristeza.

WikiLeaks e companheira de Assange celebram declaração de Lula pela liberdade do jornalista

Julian e Stella Assange (Foto: Reprodução)


Assange está preso desde 2019 na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres



WikiLeaks e companheira de Assange celebram declaração de Lula pela liberdade do jornalista

247 - O WikiLeaks e a companheira de Julian Assange, fundador do site, Stella, repercutiram as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da soltura do jornalista e ativista pela informação livre. 

Falando em coletiva de imprensa em Londres, Reino Unido, onde cumpriu uma visita oficial, o presidente Lula cobrou da imprensa mundial mobilização pela liberdade de Assange, que está preso desde 2019 na prisão de segurança máxima Belmarsh, também na capital inglesa, enquanto enfrenta processo nos Estados Unidos sob a Lei de Espionagem. 

"Eu acho uma vergonha. É uma vergonha que o Assange, um jornalista que denunciou falcatruas de um Estado contra os outros, esteja preso, condenado a morrer na cadeia, e a gente não faça nada para libertá-lo. É um negócio maluco, a gente que briga e fala em liberdade de expressão, e o cara está preso porque denunciou as falcatruas. E a imprensa não se mexe na defesa desse jornalista, eu sinceramente não consigo entender", declarou Lula, neste sábado (6), antes de embarcar de volta para o Brasil. 

As contas no Twitter do WikiLeaks e de Stella repercutiram a fala de Lula:

Descrição: .Presidente do Brasil, Lula da Silva, em viagem a Londres para a coroação do rei Charles III chama prisão de Julian Assange de "vergonhosa" e pede movimento mundial por sua liberdade | @abcnews

Presidente @LulaOficial, em Londres para a #coroação, diz que a prisão de #Assange é vergonhosa, pretende telefonar para @RishiSunak sobre isso e apela aos jornalistas de todo o mundo para se mobilizarem para #LibertarAssange.

Se condenado, o fundador do WikiLeaks pode pegar 175 anos de prisão. Em dezembro de 2022, ele apelou ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos para contestar sua extradição aos EUA. O australiano de 51 anos se refugiou na Embaixada do Equador em junho de 2012 até sua prisão em abril de 2019, quando começaram as audiências de extradição.

O WikiLeaks foi fundado por Julian Assange em 4 de outubro de 2006, ganhando destaque em 2010, quando começou a publicar vazamentos em larga escala de informações confidenciais, inclusive dos EUA. O suposto crime de Assange foi expor as atrocidades cometidas pelos EUA e seus aliados, principalmente no Afeganistão e no Iraque, durante as ocupações militares ilegais desses países. 

Em janeiro deste ano, o editor-chefe do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, disse que o presidente Lula garantiu que a luta para acabar com a injustiça no caso do fundador do site será uma prioridade de sua política externa.

EM TEMPO: É muito prestígio internacional que o presidente Lula tem para dizer isso numa coletiva a imprensa brasileira, isto é, em solo inglês onde o Assange está preso. Desistam de serem "bolsominios" e sejam felizes com o novo governo do Brasil. Ok, Moçada!

sábado, 6 de maio de 2023

"Rei Charles pediu para Brasil cuidar da Amazônia e eu disse que precisamos de recursos", diz Lula

6 de maio de 2023

"O problema é que todos os países ricos prometem dinheiro, prometem fundo, mas a verdade é que esse fundo de R$ 100 bilhões nunca aparece", afirmou o presidente em Londres


Rei Charles III (à esq.), Luiz Inácio Lula da Silva e Rosângela da Silva (Foto: Ian Jones)

Agência Brasil/EBC - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (6), durante conversa com a imprensa, em Londres, que ouviu do rei Charles III, coroado nesta manhã, um pedido para que o Brasil cuide da Floresta Amazônica.

"A primeira coisa que o rei falou pra mim foi para eu cuidar da Amazônia", afirmou Lula. "E eu falei: 'eu preciso de ajuda, não é só a nossa vontade. Eu preciso de ajuda e de muitos recursos'", completou.

>>> Na Inglaterra, Lula defende soltura de Assange e cobra mobilização da imprensa mundial: "prisão vergonhosa"

Na última sexta-feira (5), o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, anunciou que o país investirá no Fundo Amazônia. O valor será de 80 milhões de libras, cerca de R$ 500 milhões. O premiê afirmou que a entrada do Reino Unido no fundo é um reconhecimento ao trabalho e à liderança do presidente Lula no tema da preservação ambiental.

Durante conversa com a imprensa neste sábado, Lula afirmou ainda que convidou Sunak a visitar o Brasil nos próximos meses.

O presidente afirmou que, em agosto, haverá o primeiro encontro de líderes de países amazônicos da América do Sul. O intuito, segundo ele, é discutir uma agenda comum de preservação da floresta.

“É preciso que a gente tome uma decisão comum. Porque não adianta o Brasil preservar só a nossa, que nós vamos preservar. Nós vamos cumprir a promessa que fizemos de acabar com o desmatamento até 2030. Isso é uma questão de honra”, disse Lula.

Lula dá entrevista em Londres. Siga ao vivo (vídeo)

Lula em entrevista coletiva em Londres (Foto: Reprodução)


Acompanhe a entrevista coletiva do presidente brasileiro após reuniões diplomáticas no Reino Unido

6 de maio de 2023


Siga ao vivo (vídeo) · Ouvir artigo 

247 - O presidente Lula concede, no início da tarde deste sábado (6), entrevista coletiva em Londres, na Inglaterra, após comparecer a reuniões diplomáticas no país - além da coroação do rei Charles III.

Siga ao vivo (vídeo) · Ouvir artigo:  https://www.youtube.com/watch?v=XCRYEw0P6_w&t=2s

quinta-feira, 4 de maio de 2023

A POLÊMICA SOBRE O PERÍODO DE DURAÇÃO DO FIG

Gal Costa sempre foi presença marcante no FIG 

Por Paulo Camelo (*)

O certo seria realizar o FIG por um período de 10 dias, ou seja  no formato original com melhoras, evidentemente. Eis  algumas observações:

1 - Independente do período, não se deve ficar anunciando, na Praça Mestre Dominguinhos,  ou em outros locais, constantemente, os nomes nem da Governadora e nem tão pouco do Prefeito;

2 – Em julho  de 2015 estive, acompanhado de uma das minhas  filhas,  no Festival de Inverno de Campos do Jordão/SP e constatei  que houve um esvaziamento do festival quando o mesmo foi alterado de 10 para 30 dias;

3 - Faz-se necessário se fazer uma consulta  a classe empresarial, aos moradores  do bairro São José, bem como aos prestadores de serviço (taxistas, mototaxistas, flanelinhas, dentre outros), quanto ao intervalo de duração do festival. Parece-me que somente os Bares/Restaurantes, Hotéis (alguns) e Supermercados lucram com o festival. A construção civil é penalizada, os prestadores de serviço  e o comércio idem. OBS.: Os moradores do bairro São José reclamam muito do barulho, da sujeira e da perturbação naquela área. Até parece que os moradores não têm o que fazer;

4 – Uma considerável parcela dos turistas transitam na cidade somente da noite para a madrugada e já trazem mantimentos e bebidas;

5 - O que deve ser realizado  no FIG é a coleta de alimentos não perecíveis e agasalhos para a população carente. Convém lembrar que esta proposta foi  apresentada, pelo PSOL e pelo PCB,  a Secretaria de Cultura do ex-governador  Paulo Câmara, extensivo ao governo do ex-prefeito Zazá. Mas, infelizmente não foi implantada. OBS.: Na época conseguimos o apoio do Bispo Diocesano Dom Paulo Jackson, o qual iria disciplinar a recepção dos itens ora citados para atender a população carente;

6 - O governo municipal deve colaborar com a infra-estrutura  e segurança  sem tentar tirar proveito eleitoral. Ok, Moçada!

(*) Engenheiro Civil e militante político de esquerda. Hoje no PSOL



Relatório de viagem de Moro é confirmação oficial da participação do FBI na Lava Jato; CIA no esquema

(Foto: Reuters)

Por Leonardo Sobreira.

4 de maio de 2023

 

Pelo relato do próprio Sérgio Moro, o FBI destacou “uma equipe para ficar à disposição do Brasil para os trabalhos”


Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo - Uma equipe do FBI foi destacada para ficar “à disposição” dos integrantes da “Operação Lava Jato”. É o que revelam os relatórios oficiais das viagens de Sérgio Moro quando ocupava o cargo de ministro da justiça do governo Jair Bolsonaro, obtidos pela Agência Sportlight de Jornalismo através da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Entre os dias 17 e 20 de março de 2019, Sérgio Moro esteve em Washington como parte da missão oficial que integrou a visita presidencial aos Estados Unidos. Sua agenda era de “reuniões e encontros com autoridades governamentais dos Estados Unidos”. No dia 18, com agenda tomada por seis atividades ao longo daquela segunda-feira, duas foram dedicadas a encontros com membros do FBI (Federal Bureau of Investigation), além de uma com representante da CIA. De acordo com o relatório do ministro, ao meio-dia, o FBI, através da “chefe de operações internacionais”, Rhouda Fegali, ofereceu um almoço para Sérgio Moro.

Parte inferior do formulário

O relatório faz a primeira menção a participação do FBI no Brasil através dos agradecimentos de Sérgio Moro aos “trabalhos já realizados”. Às 17h, o agora senador pelo União Brasil (PR) se reuniu com o diretor do FBI, Christopher Wray.

AGRADECIMENTO POR EQUIPE DESTACADA PELO FBI PARA “FICAR À DISPOSIÇÃO DO BRASIL” NA LAVA JATO

É quando então acontece a fala que atesta oficialmente a participação do FBI de forma sistematizada na Lava Jato. Pelo relato de Sérgio Moro, o FBI destacou “uma equipe para ficar à disposição do Brasil para os trabalhos”. Participação descrita assim por Sérgio Moro no relatório: “A Diretora do DRCI agradeceu o FBI os trabalhos levados a cabo para a operação Lava Jato, ressaltando a importância da iniciativa de terem destacado uma equipe para ficar à disposição do Brasil para os trabalhos, momento em que os norte-americanos expressaram a relevância da operação para o Brasil e para vários países da América Latina”.

O DRCI ao qual Sérgio Moro se refere no relatório é a “diretoria do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional”, parte do Ministério da Justiça. Todo pedido de cooperação deve obrigatoriamente passar pelo Ministério da Justiça, através do DRCI.

O que explica o fato do relatório de viagem do ministro Sérgio Moro falar em agradecimento por parte do DRCI na reunião. No entanto, os documentos via LAI mostram que nessa viagem em que era parte da comitiva presidencial, o ministro tinha apenas um integrante próprio de sua pasta: Georgia Renata Sanchez Diogo, que era coordenadora-geral de assuntos internacionais da assessoria especial internacional. Sérgio Moro foi ministro da justiça do governo Bolsonaro entre 1º de janeiro de 2019 e 24 de abril de 2020. Nesse período, viajou 10 vezes para o exterior, sendo 3 para os Estados Unidos, o país mais visitado por ele. Em duas dessas ocasiões, teve agendas oficiais com representantes do FBI.

A primeira em 18 de março, como parte da visita presidencial e com agenda própria no FBI. E depois em 25 de junho do mesmo ano, quando visitou a sede do FBI em Washington.

PARCERIA FBI/LAVA JATO COMEÇOU EM 2014

Em 2020, por ocasião da série de reportagens que foram parte da “Vaza Jato”, o The Intercept Brasil e a Agência Pública revelaram a participação de agentes do FBI nas investigações da “Operação Lava Jato”. Na ocasião, as reportagens em parceria dos sites chegaram a 12 nomes de agentes do FBI que investigaram a Lava Jato lado a lado com a PF e a força-tarefa de Curitiba do MPF. Antes disso, em fevereiro de 2018, o site Conjur revelou que a agente do FBI, Leslie Backschies, teria tido participação efetiva nas investigações.

A parceria FBI/Lava Jato começou em 2014. Entre 2015 e 2016, tiveram como foco a Odebrecht e a Petrobras. Por fim, em 2016, a Odebrecht fez acordo para pagar multa por corrupção de US$ 2,6 bilhões a Brasil, Suíça e EUA. E em 2018, a Petrobras aceitou pagar US$ 1,78 ao departamento de justiça americano.

As reportagens da “Vaza Jato” mostraram que as investigações se deram inclusive em solo brasileiro, o que não é permitido por lei, já que um agente estrangeiro não pode fazer diligências ou investigações aqui sem ter autorização expressa do Ministério da Justiça. O que não era o caso em 2014, ainda no governo Dilma Roussef.

Uma das mensagens reveladas pela Vaza Jato comprova que não existia colaboração oficial feita via DRCI com a força-tarefa de Curitiba. Em 6 de outubro de 2015, o ministério da justiça, então comandado por José Eduardo Cardozo, tomou conhecimento, via Itamaraty, da visita de agentes do FBI a força-tarefa de Curitiba. O próprio então chefe do DRCI na ocasião, Ricardo Saadi, interpela, por e-mail, o MPF sobre a parceria entre Curitiba e os agentes do FBI.

Em 1º de julho de 2020, questionados sobre a parceria entre FBI e Lava Jato pela reportagem da Agência Pública e The Intercept Brasil, os representantes da força-tarefa de Curitiba negaram existir “parceria”.

“Não se trata de atuação em parceria, mas de cooperação entre autoridades responsáveis pela persecução criminal em seus países, conforme determinam diversos tratados internacionais de que o Brasil é signatário. O intercâmbio de informações entre países segue igualmente normas internacionais e também leis brasileiras”, afirmaram.

Em 2022, o reconhecimento oficial da parceria entre a força-tarefa e o FBI seguia como um segredo. Em março daquele ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que o ministério da justiça informasse a defesa de Lula sobre existir ou não cooperação entre os Estados Unidos e a Lava Jato. Os documentos da obtidos pela Agência Sportlight agora mostram pela primeira vez uma autoridade brasileira falando claramente sobre essa “parceria”. Uma parceria tão parceira que resultou no FBI tendo “destacado uma equipe para ficar à disposição do Brasil para os trabalhos”.

OUTRO LADO:

Senador Sérgio Moro:

A reportagem enviou pedido de resposta para o senador Sérgio Moro, sem resposta.

FBI:

A reportagem enviou mensagem para o FBI através do departamento de imprensa mas não obteve resposta.

Embaixada dos Estados Unidos em Brasília:

A embaixada, através da assessoria de imprensa, enviou a resposta abaixo para as questões enviadas pela reportagem sobre a participação do FBI na “Lava Jato” :

“Os representantes dos EUA de aplicação da lei não têm mandato ou jurisdição para conduzir operações em território brasileiro. Nossa coordenação com as autoridades brasileiras é conduzida por meio de canais legais bilaterais estabelecidos e aprovados pelo Ministério da Justiça. Também ressaltamos que temos uma série de acordos de cooperação técnica relacionados ao combate ao crime transnacional, e as agências de aplicação da lei norte-americanas têm uma longa história de colaboração com as autoridades federais e estaduais brasileiras em uma gama de temas investigativos, que beneficiam e protegem os públicos brasileiro e norte-americano”.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Segurança de Jair Bolsonaro preso pela PF em operação contra dados falsos de vacina é ex-sargento do Bope


Max Guilherme é um dos seis presos na Operação Venire, contra dados falsos de vacina.

Por Rafael Nascimento, g1 Rio

03/05/2023

PF faz buscas na casa de Bolsonaro e prende ex-ajudante Mauro Cid

O policial militar Max Guilherme Machado de Moura, segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é um dos seis presos pela Polícia Federal (PF) na Operação Venire, nesta quarta-feira (3), é ex-sargento do Bope, a tropa de elite da PM fluminense. Também foram presos o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, e o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.


Max Guilherme e Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro não foi alvo de mandado de prisão, mas deve prestar depoimento ainda nesta quarta, e agentes apreenderam o celular dele e o da ex-primeira-dama Michelle. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do inquérito das “milícias digitais”.

Max Guilherme trabalha com Bolsonaro há quase 10 anos e estava sempre ao lado do presidente, tanto nas conversas no cercadinho em frente ao Planalto, quanto em viagens oficiais. O assessor acompanhou o presidente na última vez em que ele ficou internado e estava na segurança de Bolsonaro no episódio da facada em Juiz de Fora.

A corporação investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

"Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de Covid", diz a Polícia Federal.

A TV Globo e a GloboNews apuraram que teriam sido forjados os certificados de vacinação:

·         do hoje ex-presidente Jair Bolsonaro;

·         da filha de Bolsonaro, Laura Bolsonaro, hoje com 12 anos;

·         do ex-ajudante de ordens Mauro Cid Barbosa, da mulher e da filha dele.

Essa suposta falsificação teria o objetivo de garantir a entrada de Bolsonaro, familiares e auxiliares próximos nos Estados Unidos, burlando a regra de vacinação obrigatória. A PF ainda investiga a situação de outros membros da comitiva, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. Além de Max, de Cid e de Brecha, também foi preso o militar do Exército Sérgio Cordeiro, que também atuava na proteção pessoal de Bolsonaro.

Segundo a PF, as condutas investigadas podem configurar, em tese, crimes como:

·         infração de medida sanitária preventiva;

·         associação criminosa;

·         inserção de dados falsos em sistemas de informação;

·         corrupção de menores.

Investigação

A inclusão dos dados falsos aconteceu entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado. As pessoas beneficiadas conseguiram emitir certificados de vacinação e usar para burlar restrições sanitárias impostas pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, segundo os investigadores.

A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria "manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas" e "sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19".

EM TEMPO: É isso aí Bozo e Bolsominios: "um dia é do caçador, outro é da caça". Ok, Moçada!

segunda-feira, 1 de maio de 2023

"Por que Moro e Dallagnol têm tanto medo de Tacla Duran?", questiona Kakay

 



"Não se pode ter medo da verdade. Ninguém está acima da lei", reforçou

Kakay, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Foto: Reprodução | Reuters | ABr)

"Por que Moro e Dallagnol têm tanto medo de Tacla Duran?", questiona Kakay

247 – Neste sábado, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, concedeu uma entrevista à jornalista HIldegard Angel, da TV 247. Durante a conversa, Kakay abordou a relação entre o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, e os ex-membros da Operação Lava Jato, Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

Kakay questionou por que Moro e Dallagnol têm tanto medo das possíveis revelações que Tacla Duran poderia fazer sobre tentativas de extorsão. Segundo o advogado, essas revelações seriam gravíssimas e poderiam expor as falhas da Operação Lava Jato. "Não se pode ter medo da verdade. Ninguém está acima da lei", afirmou Kakay. "Por que Moro e Dallagnol têm tanto medo de Tacla Duran?", questionou.

Além disso, o advogado criticou a atuação de Sergio Moro na Lava Jato, que segundo ele, desestruturou o Brasil e deixou como legado o bolsonarismo. Kakay ainda destacou o apoio da mídia brasileira à operação, que segundo ele, foi um fator determinante para o sucesso da mesma. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=l0hyrc7l4Sc&t=1s

Por um Primeiro de Maio Vermelho!

 

 

VIVA O PRIMEIRO DE MAIO! DIA INTERNACIONAL DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA

Comissão Política Nacional do PCB

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) se associa a todos(as) os(as) trabalhadores(as) do mundo neste Primeiro de Maio, um dia de luta que nos remete às batalhas da classe trabalhadora mundial contra a exploração do trabalho pelo capital ao longo da História. É necessário fazermos dessa data um dia de enfrentamento contra a barbárie capitalista, para atuarmos com firmeza no quadro em que nos situamos hoje no Brasil.

Não podemos esquecer que o Primeiro de Maio é uma homenagem aos lutadores e lutadoras que foram presos e condenados à morte após participarem de uma manifestação em defesa da jornada de oito horas, num sábado, no primeiro dia de maio de 1886, nos Estados Unidos. Naquela data, milhares de trabalhadores e trabalhadoras haviam ido às ruas lutar pela redução das jornadas de trabalho, sem redução de salários.

As jornadas chegavam, na época, a 16 horas por dia nos EUA. Por isso a palavra de ordem “Um dia de oito horas sem corte no pagamento” foi a senha para grandes manifestações, que desembocaram numa greve geral.

A luta por jornadas de trabalho de até oito horas, por salários e remunerações dignas, condições de trabalho adequadas, garantia de oferta de empregos e de seguridade social sempre estiveram presentes nas lutas dos sindicatos e organizações de trabalhadores, no enfrentamento ao capital, ao patronato que detém os meios de produção, as fábricas e as empresas e que vivem da exploração do trabalho, apropriando-se da maior parte da riqueza produzida pelos trabalhadores, que é a base de funcionamento do sistema capitalista.

Por um Primeiro de Maio Vermelho!

Neste Primeiro de Maio, mais uma vez defendemos a unidade e organização dos/as trabalhadores/as e a luta por uma nova sociedade, sem miséria, sem fome, sem desemprego, sem crianças e idosos abandonados, sem pessoas obrigadas a morar na rua em virtude da situação de pobreza.