quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Moro não decola, e chance de Lula vencer no 1º turno já não é absurda

 

Yahoo Notícias, Matheus Pichonelli

qua., 8 de dezembro de 2021

 

O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva durante visita a cooperativa de recicláveis em Brasilia. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira 8 trouxe boas e más notícias para Jair Bolsonaro.

O levantamento mostrou que a distância do presidente para Sergio Moro, em uma eventual disputa, segue segura. Alvo de ataques do ex-chefe, o ex-juiz está na pista há quase um mês e ainda não deu motivos para alguém perder o sono com seu desempenho. Além disso, Bolsonaro viu recuar a reprovação ao seu governo, provavelmente por conta do avanço da vacinação, a expectativa em torno do Auxílio Brasil e da postura menos incendiária desde que ameaçou botar fogo na República nos atos de 7 de Setembro.

Em contrapartida, a melhora na avaliação do governo (que, na verdade, deixou de piorar), ainda não é suficiente para arrefecer a resistência de parte dos eleitores a dar a ele um segundo mandato. Mas pode ser um caminho para isso. A reprovação ao governo é hoje de 50%, uma melhora em relação a novembro, quando o índice atingiu 56%. Ainda assim, 64% dos eleitores ainda dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum.

Aqui Bolsonaro tem em Moro uma competição de fato. A candidatura do ex-juiz, nome rejeitado tanto por petistas, que condenou, quanto por bolsonaristas, que abandonou, é refutada por 61%. João Doria, que acaba de vencer as prévias do PSDB, vem logo atrás entre os líderes de rejeição, com 55%. Lula, que viu as sentenças de Moro contra ele serem anuladas pela Justiça – o MPF pediu o encerramento do caso tríplex por prescrição – é hoje rejeitado por 43%.

Neste momento, portanto, o antibolsonarismo supera o antipetismo e pode colocar, de saída, um teto baixo para o presidente buscar um novo mandato. Moro, que buscar o eleitor refratário aos dois favoritos, desgarrou de outros “candidatos a candidatos” da terceira via, como Ciro Gomes (PDT) – 7% dos votos em um cenário com o ex-juiz – mas ainda não decolou, apesar da ampla exposição dada a ele pelos principais veículos de comunicação desde então.

Os altos índices de rejeição apontados pela pesquisa, com os principais postulantes ostentando números sempre superiores a 40%, mostram que esta variável será determinante para a eleição do próximo presidente. Não vence quem tem mais popularidade, mas quem tem a rejeição menos estratosférica.

Lula (quem diria?) começa em vantagem neste quesito. À frente em todos os cenários, e também nas simulações de segundo turno, o ex-presidente inverte uma tendência desenhada até aqui. Em vez de servir como plebiscito sobre Bolsonaro e seu governo, as eleições podem mirar nos anos petistas conforme o candidato favorito se torne o alvo preferencial de quem não quer ver a corrida encerrada já no primeiro turno.

Em tempo. Marcelo Queiroga é mais um ministro do governo que entra pela porta da frente com fama de moderado e sairá com a pecha de radical. É o que ele mostrou ao repetir as palavras do chefe, Jair Bolsonaro, segundo quem é melhor perder a vida do que a liberdade. As mais de 600 mil vítimas da Covid-19 certamente discordariam, se pudessem opinar. 

A concordância só serviu para mostrar que, neste governo, é mais fácil os supostos moderados se bolsonarizarem do que Bolsonaro se moderar. 

Prescrição no caso tríplex antecipa embate entre Lula e Moro para 2022

 

FOLHA - JOELMIR TAVARES

 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pedido de arquivamento do processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex de Guarujá (SP), emitido nesta segunda-feira (6) pelo MPF (Ministério Público Federal) sob o argumento de prescrição, paradoxalmente serve a discursos rivais na corrida presidencial de 2022.

Além do próprio Lula, que ganha mais um elemento para a narrativa de perseguição pela Operação Lava Jato e de inocência após a anulação de suas condenações pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) vê chance de reavivar a bandeira de combate à corrupção.

Moro disse, em evento em São Paulo na noite desta terça-feira (7) para lançar o livro "Contra o Sistema da Corrupção", que a decisão do MPF o entristece e voltou a chamar de "erro judiciário" as anulações no STF.

As reações iniciais à decisão reforçaram nesta terça o antagonismo entre os dois, no momento em que o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), eleva o tom contra o ex-aliado Moro, em esforço para estancar a perda de eleitorado à direita para seu ex-ministro da Justiça.

No front petista, o tom de comemoração dominou falas e postagens em redes sociais de parlamentares e apoiadores do ex-presidente. Lula se limitou a reproduzir a manifestação de sua defesa, na linha de que o processo foi "inventado pela Lava Jato" e comprova a parcialidade do ex-magistrado.

A nota dos advogados Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Martins aproveitou para atacar o ex-procurador do MPF Deltan Dallagnol, que também se filiará ao Podemos e deve disputar uma cadeira de deputado federal. Para os defensores, Moro e Deltan agiram em conluio para tirar Lula da eleição de 2018.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Famosos transformam farofa da GKay em "comício" de Lula e PT responde

Gleici e Arthur na festa de GKay (Reprodução Twitter)

Yahoo Vida e Estilo, Stefanie Gaspar

seg., 6 de dezembro de 2021


Farofa da GKay bombou nos quesitos pegação e momentos inusitados, mas a festa também ganhou tons políticos com vários famosos declarando abertamente apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral de 2022. 

Os ex-BBB Gleici Damasceno e Arthur Picoli aproveitaram a comemoração da influenciadora digital para falar sobre política. Os dois posaram para as câmeras fazendo um "L" com as mãos, e Gleici postou a imagem com a legenda "2022".

O apoio dos brothers a Lula não é novidade para quem acompanha o programa. Em sua passagem pelo "BBB21", Arthur deixou claro seu posicionamento político de esquerda e brincou que só votaria no amigo Gil do Vigor caso ele se candidatasse pelo PT. Na época, o partido chegou a responder sugerindo que ele também se filiasse. Vencedora do "BBB18", Gleici sempre falou sobre seu trabalho nos comitês da juventude no PT e, ao ganhar o prêmio final do programa, comemorou a conquista com um grito de "Lula Livre".

O post recebeu um coração de Lula, além de uma resposta positiva do Twitter oficial do Partido dos Trabalhadores.

Deolane Bezerra também falou sobre sua admiração pelo político e apoio para concorrer à presidência em 2022. Ao encontrar Gil do Vigor, a doutora gritou em uníssono com o economista: "Nem direita, nem esquerda, é Lula!". 

EM TEMPO: Nas Eleições de 2022 os Globais (sentido amplo da palavra) vão influenciar bastante a campanha pró Lula, principalmente as mulheres. 

domingo, 5 de dezembro de 2021

Emendas de líder do governo Bolsonaro viram moeda de troca política

FOLHA - FLÁVIO FERREIRA E MATEUS VARGAS

 

 

PETROLINA, PE, E BRASILIA, DF (FOLHAPRESS) - Em 12 de setembro, o prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho (DEM), usou uma rede social para fazer propaganda da entrega de 150 cisternas a famílias da localidade de Icó, na área rural do município.

"Ao todo, serão 1.000 cisternas implantadas na zona rural, sendo que 300 já foram entregues, ação feita pelo trabalho da nossa força política em Brasília, com os recursos destinados pelo senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado Fernando Filho, em parceria com a Codevasf", postou Miguel.

A Codevasf é um órgão federal, e a força política em Brasília citada pelo prefeito pode ser traduzida como as chamadas emendas de relator, modalidade incluída no Orçamento de 2020 pelo Congresso, que passou a ter controle de quase o dobro da verba federal de anos anteriores. O principal destinador dessas emendas para a compra de cisternas em Petrolina é o pai de Miguel, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado.

A distribuição desses reservatórios de água com verba federal, porém, está contaminada pela "politicagem", segundo relato de moradores da zona rural do município. Em Petrolina, a 713 km do Recife e com população estimada de 360 mil habitantes, a entrega das caixas-d'água não atende necessariamente a quem mais precisa, e sim a quem a aceita como moeda de troca ou é próximo dos políticos.

O resultado é uma situação insólita em meio a uma região atingida pela estiagem: excesso de cisternas para aliados e escassez para quem não adere ao chamado toma lá, dá cá, alvo de críticas de Bolsonaro na campanha de 2018, mas depois incorporado a seu governo. Atualmente, a emenda de relator é peça-chave no jogo em Brasília, pois é distribuída por governistas em votações importantes no Congresso. O dinheiro disponível neste ano é de R$ 16,8 bilhões.

Caso Beatriz: Lucinha inicia caminhada por federalização

Postado por Magno Martins às 13:30 do dia 05.12.2021.

Com  edição de Ítala Alves

Por Houldine Nascimento, repórter do Blog Magno Martins

O assassinato da garota Beatriz Angélica Mota, 7 anos, segue sem desfecho. Ela foi encontrada morta em uma escola particular de Petrolina, no Sertão pernambucano, com diversas facadas no corpo em 10 de dezembro de 2015. Lucinha Mota, mãe de Beatriz, deu início a uma caminhada, hoje, partindo da cidade sertaneja com destino ao Recife para cobrar novamente uma solução ao Governo do Estado (assista ao vídeo). De acordo com ela, o Ministério Público Federal (MPF) notificou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), para que o caso seja federalizado, mas não houve retorno até o momento.

"Essa ação é por amor a minha filha Beatriz. Não aceito tamanha injustiça com ela. Nenhuma mãe merece perder um filho, muito menos ter a sua dor reprimida pelo Estado. Não vou me cansar, nunca irei desistir, quero justiça por Beatriz", desabafou por meio das redes sociais. A empresa estadunidense Criminal Investigations Training Group (Citgroup) também ofereceu cooperação ao Governo de Pernambuco, sem sucesso. Também consta uma requisição oficial do Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife, em setembro de 2020, para ajudar a desvendar o caso.

No último dia 12 de agosto, Lucinha Mota tentou encontrar Paulo Câmara enquanto ele visitava uma escola da rede pública estadual de Petrolina, mas ela foi impedida de entrar. "Governador, se o senhor aceitar essa colaboração ou assinar a federalização, o povo pernambucano, o Brasil e o mundo vão te aplaudir. Não há nada que impeça juridicamente essa colaboração, pelo contrário. É comum as polícias dos mundos se ajudarem", disse a mãe de Beatriz.

A previsão é de que a caminhada, de quase 800 km, seja concluída em até 25 dias e que pare em dois pontos no Recife: o Ministério Público e o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. No vídeo ao qual o Blog teve acesso, Lucinha aparece acompanhada de algumas pessoas, incluindo o deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE). "Eu e tanta gente aqui estamos acompanhando o caso há tantos anos. Não é possível que o caso dure tantos anos sem resposta. Não é possível que o governador de Pernambuco não dê resposta nem queira ajuda de outras instituições que querem solucionar o caso", afirmou o parlamentar.

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8WDlPUxaihs&t=3s

EM TEMPO: Esse episódio demonstra o quanto os governantes são insensíveis aos reclamos da população. Pois o governador Paulo Câmara não recebeu a professora Lucinha, na ocasião da sua última atividade em Petrolina. É imperioso que se melhore a qualidade do voto. Comece nas Eleições de 2022. 

sábado, 4 de dezembro de 2021

Movimentos de esquerda protestam contra Bolsonaro na Paulista

O GLOBO - Ivan Martínez-Vargas

sáb., 4 de dezembro de 2021

Movimentos e coletivos feministas de esquerda realizaram neste sábado manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro em diversas cidades do país. 

Com o mote "Bolsonaro Nunca Mais", os atos pediram o impeachment do presidente e teve apoio de centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e membros de partidos de esquerda, como PT, PSOL, PC do B e PCB.

Em São Paulo, grupos de manifestantes se reuniram no quarteirão em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, e fecharam uma das pistas durante a tarde.

Houve atos também em capitais como Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Cuiabá, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador, além de protestos em cidades como Campinas e Ribeirão Preto.

Ministro do STF: Em ordem para investigar Bolsonaro, Moraes critica atuação de Aras em caso da CPI da Covid

Nas manifestações, coletivos feministas criticaram a declarações e atos de Bolsonaro que teriam viés machista, como o recente veto presidencial a um projeto de lei que forneceria absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade. 

No Twitter, as duas principais hashtags dos atos somaram cerca de 1.000 posts.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

A luta antirracista é uma luta anticapitalista

NÃO É POSSÍVEL COMBATER O RACISMO SEM DESTRUIR O CAPITALISMO

Antonio Alves
Secretário de Luta Antirracista da Unidade Classista

A história da formação social brasileira está diretamente ligada à forma de exploração mais cruel da humanidade: o processo de sequestro, comercialização e escravização de seres humanos com objetivo de obter lucro, utilizando-se de ações de desumanização de todo um povo (africanos) para garantir o lucro dos senhores de engenho e transferir suas riquezas para a metrópole portuguesa.

Após o longo e doloroso processo histórico de resistência e luta da população negra, o direito à liberdade foi conquistado, porém, após 300 anos de escravidão, não houve nenhuma possibilidade de inserção, assimilação ou adequação da população negra à sociedade burguesa em formação no Brasil.

O resultado prático foi a marginalização de uma população que foi colocada como principal base da pirâmide social da desigualdade. Homens e mulheres negras ocuparam espaços de trabalho precarizado, sem oportunidades para o seu desenvolvimento pleno como pessoas livres dentro da própria concepção burguesa.

Com o desenvolvimento e o avanço das forças de produção capitalistas no Brasil e a necessidade da formação da mão de obra no processo de industrialização, a classe trabalhadora foi sendo formada, tendo como parte significativa a população negra que foi ocupando os espaços dentro das fábricas, mesmo com uma desigualdade nos espaços de comando e na remuneração desses empregados negros em diferença dos não negros.

Com os ataques constantes à classe trabalhadora nessa quadra histórica, percebemos que a população negra, principalmente as mulheres negras, são as que estão nos piores trabalhos, como domésticas ou como base dos serviços terceirizados. O Brasil é o país no mundo com a maior população negra fora do continente africano (56,1%), com a maioria dessa população ocupando espaço de subemprego, trabalhos precarizados, com baixos salários ou jogados na informalidade ou no desemprego.

No contexto da pandemia, acompanhamos na prática o extermínio da população negra, seja pelas balas da repressão policial que persegue, criminaliza e mata essa parte significativa da população, ou pela negligência provocada politicamente contra as periferias, onde a morte por Covid-19 encerrou a vida de milhares de brasileiros e brasileiras durante essa pandemia.

A Secretaria de Luta Antirracista da Unidade Classista conclama a classe trabalhadora, em sua maioria negra, a se levantar para além deste dia 20 de novembro de 2021 e a dizer não ao capitalismo, a derrotar o governo fascista de Jair Bolsonaro e derrubar o governo mais racista da história do país. Só o processo de organização da população negra como classe, compreendendo o processo de luta e respeitando as suas especificidades é que poderemos derrotar o racismo e destruir o capitalismo, pois como já falou Malcolm X: “Não existe capitalismo sem racismo”.

EM TEMPO: Indo mais além: "não se pode combater a corrupção sem combater o capitalismo". Ok, moçada!

Lula falará em congresso da Força Sindical, que tem defendido Alckmin como vice do petista

FOLHApress, CAMILA MATTOSO

sex., 3 de dezembro de 2021

*ARQUIVO* SAO BERNARDO DO CAMPO,SP - 10/3/2021 - O ex-presidente Lula concede entrevista coletiva no Sindicato do Metalúrgicos de São Bernardo . (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Lula (PT) será convidado de honra no evento de encerramento do congresso anual da Força Sindical, a ser realizado na quarta-feira (8). Ele falará na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Paulo.

No evento, Miguel Torres será oficializado como presidente da Força, cargo que ocupará pelos próximos quatro anos. Ele substitui Paulinho da Força, presidente do Solidariedade.

A Força é uma das centrais sindicais que fizeram reunião com Geraldo Alckmin (de saída do PSDB) na segunda-feira (29) e que têm incentivado a formação de uma chapa presidencial encabeçada pelo petista com o tucano como vice.

No encontro, definido por Alckmin como histórico, o ex-governador disse que se preparava para ser candidato a governador de São Paulo novamente, mas que surgiu a "hipótese federal, que caminha".

Ele também disse que o Brasil precisa de acordos e coligações, e citou o acerto a partir do qual Olaf Scholz, do SPD, foi escolhido como sucessor da primeira-ministra Angela Merkel, CDU.

O social-democrata SPD, os liberais do FDP e os ambientalistas do Verde se uniram em torno de Scholz, esquerdista, que assumirá o posto que nos últimos 16 anos foi ocupado por uma conservadora, em transição que se desenha pacífica.

A leitura do contexto político da Alemanha soou aos líderes sindicais como referência positiva à possibilidade de ser vice do petista. 

EM TEMPO: Particularmente, sugiro que à Esquerda Autêntica procure se adequar a realidade brasileira, onde existe um dos maiores líderes mundial da atualidade. Disputar espaço com Lulinha é o "caminho da perdição". Lembrando que PT é outra conversa. Daí a necessidade da Esquerda Autêntica  disputar os governos estaduais. Temos o exemplo das Eleições de 2020 para Prefeito de Garanhuns/PE, onde o PT local se aliou com os carrascos do PSB e hoje sofre com o isolamento do vice-prefeito Pedro Veloso do PT. 

Lula diz que não manterá política de paridade internacional de preços da Petrobras

 

EXTRA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou suas redes sociais para criticar a atual política de preços da Petrobras. Pré-candidato para as eleições de 2022, ele afirmou que não manterá a atual legislação que obriga a estatal a reajustar o valor dos combustíveis de acordo com a variação do custo do petróleo no mercado internacional.

“​​Digo em alto e bom som: nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro”, publicou Lula.

A atual política de preços foi implementada durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Lula associou as mudanças políticas na empresa à operação Lava-Jato, que revelou casos de corrupção na estatal, mas teria lhe perseguido politicamente, segundo defende o ex-presidente.

”O objetivo da Lava Jato a gente já sabe qual era. Era destruir a indústria naval nesse país. Destruir a indústria de óleo e gás. Olha o preço da gasolina agora... Não tem explicação essa política de preços nivelada pelo mercado internacional”, disparou o petista contra a operação que teve como símbolo seu possível adversário para 2022, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) .

O preço médio da gasolina acumula alta sucessivas no ano no Brasil este ano e tem sido um dos principais focos de pressão contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O próprio Bolsonaro afirmou recentemente em entrevista que queria rever a política de preços da Petrobras, mas não detalhou como.

EM TEMPO: A foto em destaque foi objeto de preconceito dos Bolsominios ao se referirem ao ex-presidente como a pessoa de "9 dedos sujos de graxa".  A privatização da Petrobrás está em curso há algum tempo através da venda das Refinarias. Enquanto Bozo diz suas besteiras a equipe econômica vai destruindo nosso patrimônio. É o remédio amargo do governo Bozo. 

Chapa com Lula e Alckmin sofre resistência de aliados à esquerda do PT



EXTRA, sex., 3 de dezembro de 2021

A possível aliança entre o ex-governador Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desagradado alguns setores da esquerda. O PSOL, que pela primeira vez desde a sua fundação cogita não ter candidato à Presidência da República para apoiar o petista, é um dos focos de resistência.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou ma última quarta-feira que considera “descabido ter um sujeito como Alckmin compondo uma frente das esquerdas”. O PSOL foi fundado em 2004 por parlamentares que haviam sido expulsos do PT por votarem contra a reforma da Previdência no início do primeiro governo Lula.

O PSOL vem mantendo a disposição de endossar a candidatura de Lula mesmo com a resistência dos petistas em apoiar a candidatura do líder sem-teto Guilherme Boulos ao governo de São Paulo. O PSB, provável destino de Alckmin caso o ex-governador aceite ser vice de Lula, exige que Haddad deixe a disputa e o PT apoie o ex-governador Márcio França. Os petistas não cogitam essa hipótese.

EM TEMPO: 

1 - No amor o ensinamento mínimo nos diz  que os enamorados não devem tentar mudar o outro(a). Essa máxima vale para a política. Não se deve tentar mudar o nosso conterrâneo e pop star Lulinha. Mesmo porque Lulinha tem mais de 75 anos e não muda mais;

2 - Lulinha já disse, inúmeras vezes,  que não é socialista ou melhor esquerdista. Sendo assim, setores da esquerda tentam agir contra a natureza ao tentarem moldar Lulinha, trazendo-o para a esquerda, isto é, autêntica;

3 -  Lulinha é um político de Centro que ora oscila pra Direita, ora para à Esquerda. Porém, é o único político POP STAR e o mais habilidoso do Brasil. Também, é o único que pode derrotar eleitoralmente à Extrema-Direita e os Fascistas. Acredito que é nesse campo que devemos trabalhar. Portanto, à esquerda não deve disputar o espaço político com Lulinha, mas com o PT sim. Significa dizer que à esquerda deve disputar  os governos estaduais contra  o PT e seus aliados de Direita, incluindo o PSB;

4 - No caso de São Paulo, o PSOL não deve sacrificar politicamente o Guilherme Boulos, lançando-o para o governo do Estado, uma vez que o Boulos pode ser candidato a Deputado Federal, contribuindo, sobremaneira, com o incremente da representação à esquerda no Congresso Nacional;

5 - O que à  Esquerda Autêntica deve fazer é apresentar a Lulinha as devidas reivindicações. Acordem pra Jesus (rsrsrs)

Entrevista de Lula para podcast bate recorde de audiência na hora da live de Bolsonaro



Yahoo, Redação Notícias

sex., 3 de dezembro de 2021

Foto: Reprodução/YouTube



·         Conversa chegou a pelo menos 270 mil espectadores simultâneos no YouTube

·         Enquanto isso, Bolsonaro tinha audiência de menos de 9 mil pessoas

·         Presidente chegou a 192 mil no Facebook

entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o podcast Podpah, nesta quinta-feira (2), no YouTube, foi a mais assistida da história do programa. O bate-papo aconteceu ao mesmo tempo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fazia sua live semanal.

Por volta das 21h, pelo menos 270 mil pessoas acompanhavam Lula pela plataforma. A assessoria de imprensa do podcast confirmou que essa foi a maior audiência ao vivo que já tiveram. Antes, o pódio era de uma entrevista com jogadores profissionais de Free Fire, que aconteceu no dia 10 de setembro e contou com 156 mil espectadores ao vivo.

A entrevista começou às 19h, mesmo horário que, todas as quinta-feiras, Bolsonaro faz sua live semanal, transmitidas em seus perfis no YouTube, Instagram, Facebook e Twitter.

Ontem, por volta das 19h30, o presidente tinha 8.877 pessoas acompanhando sua transmissão ao vivo pelo YouTube, mesmo horário em que o Podpah chegava a 175 mil ouvintes simultâneos. Bolsonaro tem 3,5 milhões de seguidores na plataforma, contra 4,32 milhões do podcast.

Já pelo Facebook a audiência do presidente foi maior: pouco antes das 20h, chegou a 192 mil pessoas acompanhando ao vivo e o número subiu para 270 mil às 21h, quando já havia acabado. Já a entrevista do ex-mandatário não foi compartilhada ainda na rede social.

Assista a entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=22zcFTKPXYQ




quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Lula diz que PT 'errou muita coisa' e que Mano Brown acertou ao criticar partido

FOLHA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (2) que o PT "errou muita coisa" e que o cantor Mano Brown estava certo quando disse, em 2018, que o partido não estava mais conseguindo falar com a população.

Lula deu as declarações ao participar do podcast Podpah. Em mais de duas horas de conversa, em clima de descontração, o petista criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) - chamado por ele de "anomalia política"--, questionou o fim do Bolsa Família e disse que atualmente é "moda se dizer ignorante".

Ao ser questionado sobre o momento do PT, disse que não se pode "sair da periferia" e que é necessário ir ao povo onde está. O cantor Mano Brown disse em comício em 2018 que o partido não tinha conseguido "falar a língua do povo". Questionado sobre isso, Lula disse que o artista aliado estava certo. "Ir na porta de banco, vai na porta de fábrica, vai nos bairros. Conversar com o povo."

Sobre erros nos mandatos petistas, disse: "Acho que o PT errou muita coisa, deve ter errado, deve ter deixado de fazer coisas". Mas não detalhou quais são os erros que considera que o partido cometeu. O ex-presidente disse que até quando se recebe vaia é preciso entender os motivos. Ele reclamou, porém, de quem pede que o PT faça autocrítica e disse que isso cabe aos adversários. "Nunca vi ninguém pedir para o Fernando Henrique Cardoso fazer autocrítica."

Sobre a eleição de 2022, reafirmou que ainda vai decidir se será candidato, mas se disse disposto a voltar. Criticou outros possíveis adversários, como João Doria (PSDB) - afirmou que, por ser rico, o tucano não tem conhecimento sobre a situação da população. Também falou sobre a possibilidade de alianças em eventual governo e comparou com as circunstâncias da Alemanha, onde o social-democrata Olaf Scholz só conseguiu um acordo para assumir o governo após conversar com partidos que tinham sido adversários.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Destruição de direitos e ampliação da miséria

Imagem: Agência Brasil

Por João Rafael

O fim do bolsa-família faz parte de um movimento geral de retrocessos de direitos que alguns/mas intelectuais vão chamar de contrarreformas. E isso afeta diretamente a classe trabalhadora em todas as suas frações e é intensificado entre as classes subalternas. Veja.

O cerne da questão encontra-se na Emenda Constitucional nº 95 que congela o investimento em políticas públicas por 20 anos. Essa política fiscal inédita no mundo vai exigir desdobramentos de um conjunto de ações ao longo dos anos no sentido de garantir o tal do “teto de gastos” (que em última instância é garantir o deslocamento do fundo público para o fundo privado de banqueiros e credores da dívida pública).

Essas ações estão sendo sentidas na saúde, antes e durante a pandemia: antes da pandemia as vacinas já estavam em falta, como poliomielite (paralisia infantil), tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b). E doenças que estavam aparentemente erradicadas têm retornado. Quem é o público mais afetado? Os mais pobres! E não serei repetitivo aqui para dizer o que está ocorrendo durante a pandemia com a própria vacina contra a covid-19. O negacionismo é sintoma do neoliberalismo.

Na previdência, as mudanças desencadeadas após a contrarreforma são sensíveis: um desmonte dos serviços e potencialização da lógica biomédica em detrimento da determinação social dos processos saúde-doença (inclusive, com tentativa pública de acabar com o Serviço Social na previdência). E aqui o prejuízo é tanto para quem tem ocupação formal, que vai enfrentar dificuldades de acesso aos diferentes seguros e auxílios que lhe são de direitos, tais como o auxílio-doença, o seguro desemprego e o auxílio-reclusão, quanto para quem não tem ocupação formal, em especial as pessoas com deficiência e idosos, que terão muita dificuldade para acessar o Benefício de Prestação Continuada, que não é um benefício da previdência, e sim da assistência, mas tem na previdência a sua operacionalização.