Manifestação reúne movimentos sociais, estudantes, artistas e lideranças políticas em São Paulo; organizadores estimam 1 milhão de participantes
Conteúdo postado por: Luis Mauro Filho
Publicado em 11 de outubro de 2026
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| Crédito: Imagem/Ricardo Stuckert |
247 – Um ato em apoio à
reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou a avenida
Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), reunindo movimentos sociais,
entidades estudantis, artistas e lideranças políticas. A manifestação,
denominada Marcha pela Democracia, teve como principal objetivo ampliar a
mobilização eleitoral para o segundo turno da disputa presidencial contra o
senador Flávio Bolsonaro (PL).
A concentração
começou por volta das 11h, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo
(Masp), e avançou em direção à Praça Roosevelt. Segundo a Revista Fórum, por
volta das 14h os participantes ocupavam as seis faixas da avenida Paulista, em
uma extensão de pelo menos cinco quarteirões. Os organizadores estimaram a
participação de 1 milhão de pessoas, mas não havia uma contagem oficial do
público até aquele momento.
O evento contou com
a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Fernando Haddad (PT),
Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e do ministro da Secretaria-Geral da
Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). Também participaram os governadores
reeleitos Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e
Elmano de Freitas (PT), do Ceará.
Organizado pela
União Nacional dos Estudantes (UNE), o mega ato reuniu representantes de
diferentes setores da sociedade civil. Bandeiras partidárias e faixas em defesa
da democracia, da educação pública, do Bolsa Família e do fim da escala de
trabalho 6×1 marcaram a manifestação.
A mobilização também contou com a articulação de entidades ligadas à
educação, à ciência e à tecnologia, como a Associação Nacional de
Pós-Graduandos (ANPG), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES),
a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia
Brasileira de Ciências (ABC).
A presença de
representantes dessas organizações ampliou a participação de diferentes
segmentos sociais no evento, que integrou a estratégia da campanha petista para
intensificar as atividades de rua antes da votação decisiva.
Lula convoca eleitores que não
votaram no primeiro turno
O presidente
aproveitou o ato para pedir aos apoiadores que intensificassem o diálogo com os
brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno. A redução da
abstenção foi um dos principais temas de seu discurso na avenida Paulista.
Segundo dados do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar
na primeira etapa das eleições presidenciais, o equivalente a 21,08% do
eleitorado. O número representou o maior contingente de ausentes em uma eleição
geral desde 1998.
“Temos quase 30 milhões de
pessoas que não foram votar. Nós temos a obrigação de conversar com as
pessoas”, declarou Lula, utilizando uma estimativa aproximada do total de
eleitores ausentes.
O presidente também
fez um apelo específico aos brasileiros com mais de 70 anos, para os quais o
voto é facultativo. Ao defender a participação desse grupo no segundo turno,
ressaltou a importância da presença dos eleitores mais velhos nas decisões
sobre o futuro do país.
“A idade não faz a
gente ficar velho”, afirmou, ao mencionar os filhos, os netos e a
responsabilidade com a pátria.
A campanha de Lula
considera a mobilização dos eleitores ausentes uma das possibilidades para
ampliar sua votação no segundo turno. O comparecimento desse contingente poderá
influenciar o resultado da disputa presidencial.
Na véspera da
manifestação, o presidente já havia utilizado suas redes sociais para convocar
os apoiadores a participar da Marcha pela Democracia.
“Estarei na
Paulista para que a gente faça o maior ato da história de São Paulo. Bora, São
Paulo!”, escreveu Lula.
Presidente critica decisão do TSE
sobre o canal “Exército do Lula”
O ato ocorreu
poucas horas depois de uma decisão do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão das
atividades do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
A medida foi tomada
a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o canal de disseminar
conteúdos considerados falsos pela Justiça Eleitoral.
A decisão judicial
determinou a interrupção de novas publicações e proibiu o ingresso de
participantes até a homologação do resultado eleitoral.
Lula criticou a
medida antes de participar da manifestação na avenida Paulista e informou que
seus advogados deveriam questionar a determinação.
“Eu acho um
absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de
explicação”, afirmou.
O presidente também
declarou estar “desconfiado do comportamento da corte eleitoral” e afirmou que
sua campanha não aceitaria “intromissão indevida da Justiça Eleitoral”.
A suspensão do
canal passou a integrar a disputa jurídica entre as campanhas presidenciais em
torno da propaganda eleitoral e da atuação de grupos políticos nas plataformas
digitais.
Mobilização busca ampliar
participação no segundo turno
A realização do ato
na avenida Paulista marcou uma nova etapa das atividades de campanha de Lula,
com a participação de organizações estudantis, movimentos sociais,
representantes do governo federal e lideranças políticas de diferentes estados.
A mobilização
reuniu pautas sociais e trabalhistas, incluindo a defesa do fim da escala 6×1,
além de reivindicações relacionadas à educação pública, à proteção social e à
democracia.
A escolha da
avenida Paulista, tradicional espaço de grandes manifestações políticas em São
Paulo, também permitiu à campanha reunir seus apoiadores em uma demonstração
pública de mobilização na reta final da disputa presidencial.
Com o segundo turno se aproximando, o esforço para
ampliar o comparecimento eleitoral tornou-se uma das prioridades da candidatura
petista. O resultado do primeiro turno, marcado pela ausência de mais de 33
milhões de eleitores, colocou a abstenção no centro das estratégias das
campanhas.

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