Yahoo Notícias, 12 de junho de 2020
Um grupo formado por pelo menos seis
pessoas entrou no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência no
tratamento do novo coronavírus no Rio, e invadiu alas restritas a
médicos e pacientes na tarde desta sexta-feira.
A invasão ocorre no dia seguinte ao
pedido ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), feito na live de
quinta-feira (11), para que a população entrasse nos hospitais e filmasse os leitos de UTI (Unidades
de Terapia Intensiva) – que são áreas restritas e de visitação controlada.
De acordo com relatos de
profissionais, uma mulher, pertencente ao grupo, muito alterada, teria chutado
portas, derrubado computadores e até tentado invadir leitos de pacientes
internados.
Fontes disseram ao GLOBO que as
pessoas seriam parentes de uma pessoa que morreu por coronavírus na unidade.
Revoltados, eles gritavam, pelo quinto andar da unidade, que tinham direito de
verificar os leitos, para ver se estavam mesmo ocupados, e por vezes, ainda
segundo relatos de quem presenciou tudo, também gritavam: "Mentira!
mentira!"
Testemunhas contaram, ainda, que uma
enfermeira, que cuidava de uma paciente idosa, precisou usar uma cadeira e
forçar a porta para conseguir impedir que uma das pessoas invadisse o quarto. A
confusão só teria terminado quando Guardas Municipais interviram e retiraram os
manifestantes.
– Escutei gritos, achei que era algum
paciente que estava com algum tipo de surto psiquiátrico. Foi quando uma mulher
passou correndo no corredor e começou a chutar e gritar, chutando as portas dos
pacientes que estavam na enfermaria – contou uma testemunha, que, por questões
de segurança, prefere não se identificar.
– Eu não sei como conseguiram entrar.
Nós temos seguranças no prédio. Não sei se algum deles estava armado e
conseguiu intimidá-los... por vezes um homem chegava e falava: “Não encosta em
mim!”, como se intimidasse as pessoas – relatou um profissional. – Foi
desesperador. Todos gritavam para que eles não entrassem nos leitos. Estávamos
numa situação em que só pensávamos que não tínhamos como escapar.
Em uma das imagens mostradas por quem
testemunhou a confusão, é possível ver que uma das mulheres, que precisou ser
contida por guardas, deixou até os chinelos para trás. Procurada, a Secretaria
municipal de Saúde ainda não se manifestou, assim como a Guarda Municipal e a
Polícia Militar. Mais informações em instantes.
com informações da Agência O Globo
EM TEMPO: Já pensou se essa baderna fosse incentivada pelos ex-presidentes Lula e Dilma. O que diriam os militares? Agora durmam com essa bronca.
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