Estadão Conteúdo
© Shutterstock É o que mostra um estudo americano publicado nesta terça-feira (9) na revista Nature
O Remdesivir, um
dos remédios que vêm sendo testados contra o novo coronavírus e que já trouxe
alguns resultados promissores, foi capaz de reduzir a carga viral e evitar
danos aos pulmões de macacos infectados com o Sars-CoV-2, o agente causador da
covid-19. É o que mostra um estudo americano publicado ontem na revista Nature.
A pesquisa avaliou
os efeitos da droga em dois grupos de seis macacos rehsus infectados apenas 12
horas antes com o vírus - é nesse período que ocorre o pico de replicação do
vírus nos pulmões dos animais.
A ideia era checar
se um uso precoce do remédio poderia ser eficaz contra a doença. Um dos grupos
recebeu a droga 12 horas após a inoculação e depois a cada 24 horas, por seis
dias.
Os macacos que
receberam o tratamento não mostraram sinais de doença respiratória e tiveram
redução nas infiltrações pulmonares observadas em radiografias, na comparação
com os que receberam um placebo.
As cargas virais no
trato respiratório inferior dos animais tratados eram cerca de 100 vezes mais
baixas do que no grupo controle. Após três dias, o vírus já não pôde mais ser
detectado, mas ainda era detectável em quatro dos seis animais que não
receberam o remédio.
Não houve impacto,
porém, no chamado "derramamento viral", o que indica que a melhora
clínica pode não corresponder à falta de infecciosidade.
A equipe fez
necropsias nos animais e observou que as cargas virais nos pulmões do grupo
tratado com remdesivir eram mais baixas e houve uma redução no dano a esses
órgãos.
Apesar de o modelo
animal contaminado com o Sars-CoV-2 desenvolver uma doença de leve a moderada,
sem a gravidade observada em pacientes com a covid-19, os pesquisadores indicam
que os resultados apoiam o início precoce do tratamento com remdesivir, um antiviral,
em pacientes com covid como forma de prevenir progressão para pneumonia. As
informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.

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