Os franceses ocupam a posição de 3º maior
investidor no Brasil, pelo critério de controlador final, com cerca de US$ 38
bilhões investidos
Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto:
Ricardo Stuckert / PR)
247 - Os
presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron,
assinaram, na tarde desta quinta-feira (28/3), no Palácio do Planalto, 21
acordos, entre eles o de cooperação jurídica internacional em matéria penal;
declaração de intenções relativas ao reforço da cooperação contra o garimpo
ilegal; cartas de intenção sobre cooperação entre o Parque Amazônico da Guiana
e o Parque das Montanhas de Tumucumaque; e a declaração de intenções destinadas
a reforçar a cooperação franco-brasileira a fim de garantir a integridade do espaço
informativo. A França ocupa a posição de 3º maior investidor no Brasil, pelo
critério de controlador final, com cerca de US$ 38 bilhões investidos. Em 2023,
a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 8,4 bilhões, com US$ 2,9 bilhões
de exportações brasileiras.
Lula condecorou Macron com o Grande
Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira
atribuída a cidadãos estrangeiros. Originária da extinta Ordem Imperial do
Cruzeiro, a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul foi criada em 1932 para galardoar
os nacionais e os estrangeiros que se tenham tornado dignos do reconhecimento
da Nação brasileira.
Macron também condecorou a
primeira-dama, Janja Lula da Silva, com a insígnia da Ordem Nacional da Legião
de Honra no grau de Oficial.
Lula ressaltou que dentre as
potências tradicionais, nenhuma é mais próxima do Brasil do que a França.
Segundo ele, no atual contexto de alta complexidade do cenário internacional, o
diálogo entre os dois países representa uma ponte entre o Sul Global e o mundo
desenvolvido a favor da superação de desigualdades estruturais e de um planeta
mais sustentável.
“O Brasil e a França estão decididos a
trabalhar juntos para promover, pelo debate democrático, uma visão
compartilhada do mundo. Uma visão fundamentada na prioridade da produção sobre
a finança improdutiva, da solidariedade sobre o egoísmo, da democracia sobre o
totalitarismo, da sustentabilidade sobre a exploração predatória”, frisou.
“Essa gama de assuntos se reflete nos mais de 20 acordos que celebramos hoje.
Conversamos sobre o sucesso econômico do Fórum Brasil-França, realizado em São
Paulo, e que não se reunia presencialmente desde 2019. Examinamos formas de
ampliar e diversificar o comércio que, no ano passado, alcançou 8.4 bilhões de
dólares, e que pode e deve crescer muito mais”.
Lula afirmou que apresentou ao
presidente Macron as novas possibilidades de investimento em infraestrutura e
sustentabilidade, criadas pelo PAC e pelo programa de neo industrialização.
Ainda no discurso, o presidente
brasileiro defendeu a reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas e o fim
dos conflitos na Faixa de Gaza.
O presidente Macron falou das
passagens por Belém (PA), Itaguaí (RJ), São Paulo e, agora, Brasília, onde pode
discutir temas como meio ambiente, economia, defesa e cultura. Ele lembrou que
a maior faixa de fronteira da França fica com o Brasil, na Guiana Francesa.
Macron disse que volta ao Brasil neste ano e em 2024. “Eu vou voltar em
novembro para a Cúpula do G20 e virei, também, no ano que vem para a COP e (Lula)
está convidado para, em 2025, uma visita de Estado à França para que possamos
manter a amizade e festejar as relações diplomáticas”, ressaltou Macron.
Atos adotados entre
Brasil e França