quinta-feira, 9 de junho de 2022

Esposa de Dom Phillips acredita que não encontrará mais o marido com vida

Yahoo, Redação Notícias

qui., 9 de junho de 2022

O último contato de Alessandra com o marido Dom Phillips foi na quinta-feira (2) - Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images

Alessandra Sampaio, esposa do jornalista britânico Dom Phillips, diz que não tem mais esperanças de encontrar o marido vivo. Dom e o indigenista Bruno Pereira estão desaparecidos desde a manhã do último domingo (5), na Amazônia. Eles estavam em uma expedição entre a comunidade ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte (AM) quando perderam o contato.

Em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (8), Alessandra falou da angústia que vive desde que soube, na segunda-feira (6), que Dom e Bruno não haviam retornado.  “É uma angústia de não saber o que ele está passando. Eu realmente não acho mais que ele e nem o Bruno… e eu estou tentando levar isso da melhor forma, porque acho que ele iria querer que eu fosse forte em uma situação dessa”, diz Alessandra.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), informou que os dois profissionais desaparecidos se deslocavam com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que atua perto do Lago do Jaburu. O jornalista pretendia realizar algumas entrevistas com os habitantes daquela região. Segundo relatos, o desaparecimento ocorreu durante o trajeto da comunidade Ribeirinha São Rafael à cidade de Atalaia do Norte. O último contato de Alessandra com o marido foi na quinta-feira (2).

"O último contato foi na quinta porque ele ia para um lugar que não tinha sinal de celular. Isso era bem comum acontecer nas viagens dele. Então ele me falou que me ligaria no domingo. Se não fosse domingo, seria na segunda, no máximo", disse a Alessandra. De acordo com ela, na última conversa entre o casal, o marido estava tranquilo e avisou que ficaria sem ter como entrar em contato.

"Quando ele fazia esse tipo de viagem, ele tinha uma organização prévia muito detalhada. Ele me passava absolutamente todo o roteiro, todos os contatos. Sempre que ele conseguia contato comigo, ele me atualizava", contou, dizendo que era costume ela passar o dia todo com o celular na mão aguardando novidades. Ela também relatou que o casal sabia que o trabalho era arriscado, mas que seu marido nunca recebeu ameaças diretas.

“A gente sabia que era um trabalho que, de alguma forma, tinha um risco. Não que ele estivesse diretamente com uma ameaça e tal, mas são lugares muito ermos", disse em lágrimas. Alessandra, muito emocionada falou que deseja encontrar pelo menos o corpo de seu marido. “Queria encontrar pelo menos o corpo dele para poder finalizar essa história de horror e passar para uma outra etapa. Essa angústia de não saber se estão implorando por ajuda é uma tortura, é muito difícil”, ressaltou.

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, disse que não descarta nenhuma linha de investigação, inclusive a hipótese de homicídio, no caso do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Ao todo, segundo a Polícia Federal, 250 agentes e dois aviões atuam nas buscas. Bruno Pereira e Dom Phillips sumiram no domingo (5).

segunda-feira, 6 de junho de 2022

INDIGENISTA E JORNALISTA DESAPARECERAM NO ENTORNO DE REGIÃO DO TAMANHO DE PORTUGAL

 



ESTADÃO – Leonencio Nossa

© Fornecido por EstadãoRio no Vale do Javari, no Amazonas; Dom Phillips e Bruno Araujo Pereira desaparecem no domingo Foto: Fabiano Maisonnave/AP

 

BRASÍLIA – O indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista Dom Phillips estão desaparecidos na região de floresta mais intocada da Amazônia. Área de povos isolados, o Vale do Javari, entretanto, sempre esteve na mira do crime organizado da mineração e da madeira. É um vasto território indígena do tamanho de Portugal, no extremo oeste do Amazonas, demarcado em 1996 para a sobrevivência de uma dezena de povos, parte deles de língua e costumes não catalogados.

Há mais de dez anos no Javari, Bruno, um pernambucano de fala tranquila, moderado e sempre de bom humor, passou a enfrentar ameaças físicas em 2019. Os ataques não vinham apenas de garimpeiros, pescadores e madeireiros. Era de dentro da própria Funai, o órgão indigenista, agora controlado por militares e evangélicos, que Bruno passou a enfrentar resistência ao seu trabalho contra invasores do território do Javari. Tanto é que, naquele ano, ele pediu licença e passou a trabalhar diretamente no Civaja, uma entidade formada pelas próprias lideranças indígenas.

Quando o sertanista Sydney Possuelo soldou uma ponta de ferro no casco de um barco e resolveu esperar a chegada de outra embarcação com homens que queriam invadir o Javari, nos anos 1990, a batalha era de um indigenista contra um grupo de moradores de comunidades ribeirinhas incentivados por vereadores e prefeitos locais. Os indígenas contavam sobretudo com o apoio de entidades do Estado, como a Polícia Federal e o Comado Militar da Amazônia, para levar à frente o processo de fechamento dos rios à exploração de madeireiros e garimpeiros.

Mais de duas décadas depois, as comunidades do Javari e indigenistas travam uma batalha bem mais assimétrica. Lideranças indígenas atuais como Beto Marubo, que era criança quando Possuelo fazia suas expedições, enfrentam um momento dramático. Do outro lado agora estão empresários que adquiriram, nos últimos anos, grandes dragas, a maior parte delas financiadas por bancos públicos, que apostam na invasão das aldeias. No território indígena, vivem marubos, kulinas, tson-djapás, matises, kanamaris e corubos, povos que mantêm relações com a sociedade nacional, além de outros absolutamente isolados na mata, como os flecheiros das cabeceiras do Itaquaí e do Jutaí, alguns dos rios que nascem na área demarcada.

Favela Amazônica

Um novo retrato da floresta

Um olhar mais panorâmico mostra, no entanto, que os donos das grandes dragas são pontas de lança de grupos ainda mais potentes, nacionais e estrangeiros. Desde as pesquisas da Petrobrás em busca de campos de exploração de gás e petróleo, ainda nos anos 1970 - que deixaram marcas de sangue nas comunidades -, petroleiras e mineradoras dos Estados Unidos e da Europa não deixaram de cobiçar o Javari.

Quem anda hoje pelas comunidades ribeirinhas vizinhas do território demarcado percebe claramente ações e movimentos de forasteiros dos mais diversos – missionários estrangeiros, pesquisadores, negociantes, compradores de terras, uma infinidade de tipos exóticos. É uma gente que está na Amazônia em busca de negócios sem a mínima legalidade.

Com Jair Bolsonaro na Presidência, as peças no tabuleiro do jogo do Javari se alteraram drasticamente. O desafio de profissionais como Bruno, de Beto Marubo e das comunidades indígenas se tornou maior porque na retaguarda não há mais os órgãos da força legal que no passado ajudaram a garantir a preservação da floresta dos isolados. Esses ativistas enfrentam a batalha mais difícil, desigual e perigosa entre todos os que atuam na defesa da Amazônia.

Assista o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=PQNW8d7AuZ4&t=6s 


sábado, 4 de junho de 2022

Pesquisas internas mostram que rótulo de “preguiçoso” colou em Bolsonaro e Planalto acende sinal de alerta

Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

 

Motociatas e sequência de passeios corroboraram para a percepção nas redes sociais; Lula fez postagem chamando-o de "vagal da República"

4 de junho de 2022


247 - “Média de 3,6 horas trabalhadas por dia e dezenas de folgas autoconcedidas. Entre jogos de futebol, viagens para lazer e passeios de jetski, não sobra muito tempo para Bolsonaro trabalhar”. A postagem foi feita nesta sexta-feira (3) pela equipe do ex-presidente Lula nas redes sociais. Um meme apelida o presidente de “vagal da República”.

Mas não é só o principal adversário que tem compartilhado essa percepção. Pesquisas internas encomendadas pela equipe de Jair Bolsonaro, a partir de monitoramento nas redes, identificaram que o rótulo de “preguiçoso” pegou, depois de muitas sequências de passeios de moto e jet ski e agendas vagas e de meio período.

O resultado acendeu o alerta no entorno do presidente, publicou a coluna Radar, da Veja. Recentemente, um estudo comprovou que Bolsonaro trabalha, em média, menos de 5 horas por dia. A quantidade média de sua carga de trabalho ainda diminuiu nos últimos anos: passou de 5,6 horas em 2019, primeiro ano de governo, para só 3,6 horas este ano.Descrição: .

Confira o texto publicado no site de Lula:

Bolsonaro governa o país – governa? – como se estivesse permanentemente de férias

sexta-feira, 3 de junho de 2022

CPI do Sertanejo? Entenda a investigação dos shows que custaram R$ 5,7 milhões aos cofres de MT

 

Fala de Zé Neto (à esq.) atacando a cantora Anitta e a Lei Rouanet desencadeou uma sequência de investigações sobre o uso de dinheiro público para pagamento de shows sertanejos por prefeituras do interior do país. (Foto: Yahoo Notícias)

sex., 3 de junho de 2022

por Fabiana Mendes

Ministério Público de Mato Grosso determinou na quarta-feira (1º) a apuração de shows realizados por artistas sertanejos e de outros gêneros, contratados por prefeituras de 24 municípios com uso de recursos públicos. A investigação é resultado de um levantamento realizado pela imprensa com apresentações de artistas nos cinco primeiros meses deste ano. Neste período, os prefeitos pagaram mais de R$ 5,7 milhões. Desde que Zé Neto, da dupla com Cristiano, criticou a Lei Rouanet e ironizou uma tatuagem íntima de Anitta durante show realizado em Sorriso (MT), as contratações de cantores sertanejos por prefeituras de vários cantos do País passaram a ser alvo de críticas e investigações.

A investigação determinada pelo procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira inclui o município de Sorriso, conhecido como a capital do agronegócio, onde tudo começou.

No show, Zé Neto disse não precisar da lei de incentivo à cultura.

“Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet, nosso cachê quem paga é o povo”. Ainda na apresentação, ele ironizou a tatuagem da funkeira. “A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente tá bem ou não”.

Zé Neto tinha razão ao dizer que o cachê da dupla é pago pelo povo. Os sertanejos receberam R$ 400 mil de dinheiro público para subir ao palco da feira agropecuária. Na mesma noite, o evento contou também com apresentação do DJ Alok. O comentário foi suficiente para desencadear uma discussão sobre uso de dinheiro público para pagamento de cachês com valores exorbitantes a cantores sertanejos. Nas redes sociais o assunto ficou em alta e viralizou a #CPIdoSertanejo.

A partir de levamento realizado pela imprensa de Mato Grosso nesta semana, o MP pediu apuração das contratações. Parte dos shows são realizados em eventos comemorativos de aniversários de emancipação política das cidades. Uma das prefeituras alvo de investigação é a de Figueirópolis D'Oeste, distante 319 quilômetros de Cuiabá, com pouco mais de 3 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para realização do evento de celebração do 51º aniversário da cidade, no mês passado, o município gastou R$ 620 mil em dinheiro público, cerca de R$ 200 por habitante. Nos três dias de evento, entre outros artistas, se apresentaram Thaeme & Thiago e Jads & Jadson. As duplas receberam R$ 182 mil e R$ 193 mil, respectivamente. As contratações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE).

“Circulam em veículos de imprensa nacional e local notícias sobre atrações artísticas musicais contratadas para eventos em municípios mato-grossenses, segundo indicam, custeados com recursos públicos”, afirma José Antônio Borges Pereira, ao determinar a investigação.

No mesmo despacho, o procurador-geral determina “a remessa de cópia integral do procedimento gerado a todos os Promotores de Justiça que detenham atribuição na defesa do patrimônio público e da probidade administrativa nas comarcas citadas (...), para conhecimento e providências que entenderem pertinentes no âmbito de suas respectivas áreas de atuação”.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Paraná Pesquisas, que aponta "empate técnico", fechou contrato de R$ 1,6 milhão com governo Bolsonaro

Bolsonaro e Murilo Hidalgo (Foto: REUTERS/Ranu Abhelakh | Reprodução)

 






Instituto Paraná Pesquisas fechou contrato milionário com o governo Bolsonaro dois meses antes da divulgação da pesquisa que foi celebrada entre bolsonaristas

2 de junho de 2022

247 - O Instituto Paraná Pesquisas fechou um contrato com o governo federal para prestação de serviços de pesquisa no valor de R$ 1,6 milhão dois meses antes de divulgar uma pesquisa favorável às chances de reeleição de Jair Bolsonaro. No mais recente levantamento do instituto, o chefe de governo teria 35,3% dos votos contra 41,4% do ex-presidente Lula, no cenário estimulado. Já no cenário espontâneo, a pesquisa apontou empate técnico: Lula teria 28,3% e Bolsonaro, 27,3%. A reportagem é de Lúcio de Castro, da Agência Sportlight

Os resultados do Paraná Pesquisas chamaram a atenção. Uma semana antes, a pesquisa Datafolha apontou Lula com chances de vencer no primeiro turno, tendo 48% dos votos contra 27% de Bolsonaro. O contrato 37/2022, assinado no dia 30/3 pelo Ministério das Comunicações e pelo Instituto Paraná de Pesquisas e Análises de Consumidor no valor de R$ 1.623.600,00, tem como objeto a “contratação de empresa especializada na prestação de serviços de pesquisa de opinião pública”, segundo o termo oficial. 

O governo Bolsonaro também gastou, no dia 31/3, através do Ministério das Comunicações, R$ 11.900.000,00 para pesquisas quantitativas do Instituto de Pesquisa de Reputação e Imagem (IPRI), que tem entre seus sócios a FSB. Embora os contratos não citem diretamente o termo 'eleição', isto não impediu que eles tenham, entre outras exigências que indicam possível utilização em campanha, a de “que os participantes da pesquisa de opinião sejam residentes das localidades escolhidas com idade maior ou igual a 16 anos”. Ou seja: realizada apenas com eleitores.

SÓCIO DENUNCIADO POR LAVAGEM DE DINHEIRO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA POR PESQUISAS SIMULADAS

Em 2020, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) denunciou o sócio do Instituto Paraná Pesquisas Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira (foto) por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele teria celebrado contrato “ideologicamente falso” com a farmacêutica Hypermarcas que previa a simulação de uma pesquisa para o grupo, possibilitando a emissão de uma nota fiscal e, posteriormente, em operação triangular, o repasse de propina ao ex-deputado Paulo Roberto Bauer. Dois contratos de R$ 750.000,00 foram assinados na ocasião. 

EM TEMPO: Bozo é o "capeta". Será que vai adoecer em plena campanha eleitoral?  Se não me engano, essa Paraná também fez e faz pesquisa em PE. 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Sobe para 93 o número de mortos por causa das chuvas no Grande Recife

(Foto: Diego Nigro/Prefeitura do Recife)


Mais dois corpos foram encontrados na região metropolitana. A Defesa Civil de Pernambuco informou que mais de seis mil pessoas estão desabrigadas

30 de maio de 2022

 


247 - Aumentou para 93 o número de mortos em consequência das chuvas na Região Metropolitana do Recife. Mais dois corpos foram encontrados. Um foi o de uma engenheira civil de 31 anos, na tarde desta segunda-feira (30) em Jardim Monte Verde, no limite entre as cidades de Recife e Jaboatão dos Guararapes, município que faz fronteira com o sul da capital pernambucana. Outro corpo, identificado por vizinhos como sendo de uma dona de casa de 49 anos, foi retirado de escombros de uma barreira que deslizou em Camaragibe, zona oeste do Grande Recife. 

Segundo o portal G1, o secretário executivo de Defesa Civil de Pernambuco, tenente-coronel Leonardo Rodrigues, que 6.170 pessoas estão desabrigadas (precisam de abrigo público). "Temos aproximadamente 40 municípios afetados. Estamos diante de um evento que não é visto normalmente", declarou. O Grande Recife tem ao menos 14 cidades e o estado 185.

A Caixa Econômica Federal (CEF) vai liberar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores das áreas afetadas pelas chuvas em Pernambuco. 

EM TEMPO: A Lei de Uso e Ocupação do Solo deve mapear  os locais de riscos, inibindo as construções indevidas. Mas, para isso é necessário que o poder público ofereça as devidas condições de moradia para a população mais carente. 

Acesse  o link e assista o Boletim 247:   https://www.youtube.com/watch?v=XE6Q85-GO0Q&t=3s 

domingo, 29 de maio de 2022

Arthur Lira tem que ser detido, por Luis Nassif

Fabio Pozzebom – Agência Brasil

Sua última tentativa é um projeto de lei obrigando o BNDES a vender sua participação na Petrobras. Bastaria isso para a União deixar de ser controladora da empresa, e consumar-se o golpe

 

Quando o país for redemocratizado novamente, o presidente da Câmara Arthur Lira será investigado, denunciado, condenado e, espero, preso. Mas, até lá, poderá produzir desastres irreversíveis.

Sua última tentativa é um projeto de lei obrigando o BNDES a vender sua participação na Petrobras. Bastaria isso para a União deixar de ser controladora da empresa, e consumar-se o golpe, pior ainda do que o perpetrado por Pedro Parente, ao decidir administrativamente basear-se no Preço de Paridade de Importação para os preços internos da Petrobras.

É preciso uma mobilização de todos os setores sérios deste país – e por setores sérios, presumo o Supremo Tribunal Federal, os partidos políticos sérios que ainda restam, e o próprio Senado.

Sei que denunciando Lira estarei sujeito a ser condenado pelo desembargador Cleber Ghelfenstein , que me condenou por “difamar” Eduardo Cunha, parceiro de Lira. Mas o tema não admite tergiversações

EM TEMPO: O governo Bozo vai liquidar nosso patrimônio, as nossas riquezas minerais e o meio ambiente. 

sábado, 28 de maio de 2022

Arte em homenagem a Genivaldo viraliza: recurso para 'manifestar indignação' diz o autor

 

EXTRA - Lucas Altino

Em meio à comoção e protestos contra a morte de Genivaldo de Jesus Santana, morto nesta quarta, 25.05.2022, após abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Umbaúba (SE), uma arte que traz o rosto da vítima com as palavras "Justiça por Genivaldo" viralizou nas redes sociais. O criador da imagem é o ilustrador Cristiano Siqueira, de 42 anos, que decidiu usar seu trabalho como uma ferramenta de manifestação e de questionamento à violência policial.

- O sentimento ao ver o vídeo foi de horror, de indignação, de impotência. Um misto de sentimentos ruins. Não é o primeiro caso de violência policial que resulta em morte, infelizmente sinto que não será o último. 

A ideia de transformar em arte é pra oferecer algum recurso pra que outras pessoas possam manifestar sua indignação e não normalizar o absurdo --explicou Siqueira, que mora em São Paulo, e já fez, anteriormente, outras "charges críticas" de violência policial, como no caso do massacre do Jacarezinho, do atentado no baile funk de Paraisópolis, e no assassinato de Evaldo dos Santos , alvejado com 80 tiros por soldados do Exército. - Não temos pena de morte no Brasil e suspeitos não devem ser executados.

Ilustrador há 18 anos, Siqueira passou a criar trabalhos com temas políticos a partir de 2016. Dois anos depois, integrou o coletivo Design Ativista, que abordava questões como violência policial. Desde então, ele se divide entre as artes de protesto e o seu trabalho para o mercado editorial.

Na manhã desta quinta, quando estava lendo sobre a morte de Genivaldo, Siqueira viu na internet que a data- 25 de maio - foi a mesma da morte de George Flyd, cujo assassinado gerou repercussão mundial. Mais um fator que incentivou a criação da ilustração.

- Ambos tiveram uma morte trágica envolvendo excesso de violência policial, ambos por asfixia. Foram muitas coincidências - disse Cristiano Siqueira.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

PRF afasta agentes envolvidos em “câmara de gás” no Sergipe; Bolsonaro diz que precisa se “inteirar”


 

ESTADÃO – Weslley Galzo e José Maria Tomazela

 

© REPRODUCAO / TWITTER @ErikakHiltonGás foi lançado dentro de porta-malas de viatura enquanto homem estava detido no local

 

BRASÍLIA E SOROCABA - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afastou os agentes envolvidos no caso de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, morto em uma viatura da corporação nessa quarta-feira,25, em Umabaúba, no interior do Sergipe. O caso provocou consternação nacional após circularem as imagens do homem preso no porta-malas de uma viatura da PRF tomada por gás lacrimogêneo. A vítima morreu asfixiada e, segundo familiares, sofria de esquizofrenia. 

O órgão, que abriu processo disciplinar sobre o caso, não informou qual foi o número de agentes afastados. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, disse nesta quinta-feira, 26, ter determinado a abertura de investigações pelas Polícia Federal (PF) e pela PRF sobre o assassinato. No Twitter, Torres escreveu que o objetivo da pasta é “esclarecer o episódio com a brevidade que o caso requer”. A PRF informou em nota à imprensa que “está comprometida com apuração inequívoca das circunstâncias relativas à ocorrência”.

Já o presidente Jair Bolsonaro, indagado sobre o caso de Sergipe, disse não estar informado e citou outro caso do Ceará. "Vou me inteirar com a PRF...Eu vi há pouco, há duas semanas, aqueles dois policiais executados por um marginal que estava andando lá no Ceará. Foram negociar com ele, o cara tomou a arma dele e matou os dois", afirmou. "Talvez isso, nesse caso, não tomei conhecimento, o que tinha na cabeça dele. Uma coisa é execução. A outra eu não sei o que aconteceu. A execução ninguém admite ninguém executar ninguém. Mas não sei o que aconteceu para te dar uma resposta adequada", concluiu.

Em nota, a PRF disse estar "comprometida com a apuração inequívoca das circunstâncias relativas à ocorrência, colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação". A instituição reforçou ainda "seu compromisso com a transparência e isenção,valores que sempre marcaram sua atuação em 93 anos de história".

Os agentes envolvidos na ocorrência alegam que a vítima resistiu à abordagem e precisou ser contida com armas não letais. Nos vídeos que circulam na internet com o registro do ocorrido, os agentes rodoviários aparecem pressionando a perna de Genivaldo contra o porta-malas, a essa altura tomado por fumaça. É possível ouvir os gritos da vítima, enquanto cidadãos que filmam o caso dizem que a ação levaria a morte do homem.

Um sobrinho de Genivaldo contou que o tio foi abordado quando pilotava uma motocicleta. Ele transitava de moto pela BR-101, na área urbana de Umbaúba, quando foi parado pelos policiais rodoviários federais. De acordo com testemunhas e imagens divulgadas em redes sociais, Genivaldo obedeceu a ordem de parada, colocou as mãos sobre a cabeça e foi revistado.

Quando os policiais o questionaram sobre cartelas de comprimidos encontrados em seu bolso, ele esboçou uma reação. Os policiais usaram spray de pimenta para derrubar e imobilizar o homem. Um dos agentes chegou a colocar o joelho em seu pescoço. Em seguida, ele foi amarrado e colocado no porta-malas do camburão.

Genivaldo foi levado para a delegacia da Polícia Civil, onde foi constatado que a vítima estava desacordada. Ele ainda foi levado ao Hospital José Nailson Moura, onde posteriormente foi atendido e constatado o óbito. O corpo foi levado para perícia no Instituto Médico-Legal (IML) de Aracaju.

EM TEMPO: A defesa que a extrema-direita faz relativa ao "excludente de ilicitude", a qual foi defendida por Sérgio Moro, enquanto Ministro da Justiça,  nada mais é do que a licença para o policial matar, especialmente pobres, jovens e negros. 

 

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Datafolha: Lula sobe 5 pontos e vai a 48% contra 27% de Bolsonaro


O ex-presidente tem 21 pontos percentuais de vantagem para o segundo colocado, Jair Bolsonaro, que tem 27%. Ciro Gomes tem 7%

26 de maio de 2022

 

 Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert | REUTERS/Adriano Machado)

247 - A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (26), apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderado a corrida presidencial, com 48% dos votos, seguido por Jair Bolsonaro (PL), com 27%, no primeiro turno. 

Na terceira posição ficou o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 7%. André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB) atingiram 2% cada. Pablo Marçal (Pros) e Vera Lucia (PSTU) alcançaram 1% cada. 

Felipe D'Ávila (Novo), Luciano Bivar (União), General Santos Cruz (Podemos),  Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

Votos brancos ou nulos somaram 7%, e 4% dos eleitores responderam não saber em quem votar.

Na pesquisa anterior, divulgada em março, Lula tinha 43%, contra 26% de Bolsonaro. Moro, que não está no levantamento de maio, teve 8% nessa pesquisa anterior. Na quarta posição ficou Ciro, com 6%, seguido por João Doria (PSDB), com 2%.

A pesquisa atual foi feita nos dias 25 e 26 de maio, com 2.556 entrevistados em 181 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05166/2022.

POLÍCIA MATA COVARDEMENTE HOMEM COM TRANSTORNO MENTAL

Texto extraído do Blog de RA


Genivaldo de Jesus Santos, negro,  de 38 anos, foi morto por agentes da Polícia Rodoviária Federal Umbaúba, no interior de Sergipe.

Não era nenhum criminoso. Um cidadão comum, casado, que sofria de transtornos mentais.

Foi abordado selvagemente, jogado no porta malas de um veículo e asfixiado com gás.

Quando levaram para o hospital, já era tarde, o cidadão estava morto.

Um sobrinho que estava na cena do crime avisou aos policiais dos problemas de saúde do tio, mas não foi ouvido. A morte de Genivaldo causou revolta na cidade, o prefeito do município pediu punição aos policiais e o caso repercutiu em todo o Brasil. Se fala do fato nas emissoras de rádio e TV, nos principais sites de notícia e o ocorrido já chegou à imprensa internacional.

Mas uma morte violenta para manchar a imagem do país no exterior.

Há poucos dias, policiais do Rio de Janeiro mataram 25 pessoas numa chacina. Nem todos eram bandidos, mas o presidente da República elogiou a ação e disse que os homens de farda eram heróis. Vamos aguardar o que diz sobre os integrantes da Polícia Rodoviária Federal, que mataram uma pessoa com transtorno mental covardemente.

No Brasil de Deus acima de todos, a polícia tem licença para matar impunemente. 

*Foto: Catraca Livre. 

EM TEMPO: As falas de Bozo,  estimulando o armamento e a violência, têm provocado a morte de muitas pessoas, especialmente os negros, pobres, jovens e mulheres. Pequenos setores da PRF estão agindo semelhantemente ao Batalhão Azov da Ucrânia, de orientação nazista, uma vez que um grupamento da PRF está, também, envolvida na recente Chacina ocorrida na Vila Cruzeiro no RJ.

PETROBRAS FECHA ACORDO PARA VENDER REFINARIA LUBNOR POR US$34 MILHÕES

(Reuters) - A Petrobras anunciou na quarta-feira que assinou um acordo com a Grepar Participações para vender a refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) e de ativos de logística associados.

O valor total da venda é de 34 milhões de dólares, sendo 3,4 milhões já pagos, 9,6 milhões a serem pagos no fechamento da transação e 21 milhões em pagamentos diferidos.

A companhia acrescentou que a operação precisa ser aprovada pelo órgão antitruste brasileiro.

Localizada no Ceará, a Lubnor possui capacidade de processamento autorizada de 10,4 mil barris por dia. É uma das líderes nacionais em produção de asfalto, e a única unidade de refino no país a produzir lubrificantes naftênicos.

Em comunicado, a Petrobras destacou que a refinaria é o quarto ativo a ter um contrato de compra e venda assinado no âmbito do compromisso firmado pela estatal com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2019 para a abertura do mercado de refino no Brasil.

(Por Carolina Pulice, com reportagem adicional de Letícia Fucuchima)

EM TEMPO: O governo Bozo está destruindo pouco a pouco a Petrobras, vendendo seus ativos. Estamos no fim do mundo e esse governo entreguista e fascista  vai deixar "terra arrasada".