sábado, 8 de fevereiro de 2025

Guerra de Trump contra o mundo é um terremoto geopolítico, diz Pepe Escobar

"Trump quer transformar o mundo em uma pista de dança sob o ritmo do império americano", resume

Pepe Escobar e Donald Trump (Foto: Brasil247 | Reuters)

Redação Brasil 247





247 – Em análise publicada no YouTube, o jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar traça um panorama dos primeiros meses do ano, marcado por uma sucessão de eventos que redesenham o tabuleiro internacional. O vídeo, gravado em Moscou, destaca a influência das decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a dinâmica global, comparando seu impacto a um "terremoto" geopolítico.

Escobar inicia sua reflexão relatando suas recentes viagens pela França, Itália e Turquia, que lhe proporcionaram uma visão detalhada do "marasmo e desespero" da União Europeia, resultado, segundo ele, de escolhas equivocadas das elites do continente. Em Istambul, destaca um jantar com integrantes da inteligência turca, onde discutiu-se o papel da Turquia na crise síria e a sua complexa relação com o BRICS. "Erdogan e a inteligência turca estão navegando de um dia para o outro, sem um plano de longo prazo para a Síria", afirmou Escobar.

Sobre o BRICS, ele aponta que a Turquia dificilmente será aceita como membro pleno, devido aos fortes laços com o Ocidente, especialmente com a União Europeia, destino de 40% das exportações turcas.

Já em Moscou, Escobar destaca a expectativa em torno da presidência brasileira do BRICS, que deve ganhar ritmo a partir de fevereiro. Ele também analisa a relação entre Rússia e China, mencionando o encontro virtual de 95 minutos entre Vladimir Putin e Xi Jinping, ocorrido logo após a posse de Trump, que ele considera um evento simbólico da nova ordem global em formação.

O analista critica o que chama de "tsunami de ordens executivas" da nova administração Trump, que, em sua visão, visa consolidar um "hipercapitalismo brutal" e aprofundar o controle dos Estados Unidos sobre a economia global. "Trump quer transformar o mundo em uma pista de dança sob o ritmo do império americano", resume.

Por fim, Escobar aborda a guerra na Ucrânia, classificando-a como uma "guerra por procuração" dos EUA contra a Rússia. Ele avalia que Trump pretende usar o conflito para reforçar sua narrativa interna, culpando Moscou por qualquer fracasso em negociações de paz. "Trump é um mestre da narrativa, e sabe como manipular a opinião pública global", conclui. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=tWXxjkGNT4k&t=1s

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Zelensky diz “façamos um acordo” e oferece a Trump parceria mineral em troca de segurança

O governo estadunidense pressiona para um fim rápido da guerra da Ucrânia com a Rússia

07 de fevereiro de 2025

Volodymyr Zelensky (Foto: Reuters/Kacper Pempel)


Por Bianca Penteado




KIEV (Reuters) - Durante uma entrevista para a Reuters nesta sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, examinou um mapa que já foi secreto contendo grandes depósitos de terras raras e outros minerais críticos, para tentar convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fazer um acordo. O republicano, cujo governo pressiona para um fim rápido da guerra da Ucrânia com a Rússia, afirmou na segunda-feira que os ucranianos deveriam fornecer terras raras e outros minerais aos EUA em troca do apoio financeiro para a guerra.

"Se estamos falando de um acordo, façamos um acordo, somos a favor dele", afirmou Zelensky, enfatizando a necessidade de a Ucrânia ter garantias de segurança de seus aliados como parte de qualquer trato. No ano passado, a Ucrânia ventilou a ideia de abrir seus minerais críticos ao investimento de aliados, ao apresentar o "plano da vitória" que busca situar o país em posição mais forte nas negociações e forçaria a Rússia a sentar-se à mesa. 

Zelensky afirmou que menos de 20% dos recursos minerais da Ucrânia -- e metade de seus depósitos de terras raras -- estão em terras ocupadas pela Rússia. Terras raras são importantes para a manufatura de ímãs de alta performance, motores elétricos e eletrônicos de consumo. Zelensky alertou que Moscou pode liberar tais recursos para a Coreia do Norte e o Irã, inimigos declarados dos EUA.

“Precisamos parar Putin e proteger o que temos: uma região do Dnipro muito rica, no centro da Ucrânia”, afirmou.

As tropas russas vêm ganhando terreno no leste do país há meses, investindo enormes recursos em uma ofensiva implacável. Enquanto isso, o Exército muito menor de Kiev luta contra a escassez de soldados e se preocupa com futuros suprimentos de armas vindos do exterior. Zelensky desenrolou sobre uma mesa um mapa no gabinete presidencial, em Kiev, mostrando vários depósitos minerais, incluindo uma ampla faixa de terra no leste marcada como contendo terras raras. Cerca de metade parecia estar do lado da Rússia nas atuais linhas de frente.

Ele afirmou que a Ucrânia detém as maiores reservas de titânio da Europa, componente essencial para a indústria da aviação e espacial, e em urânio, utilizado para energia e armas nucleares. Muitos dos depósitos de titânio estavam marcados como presentes no noroeste da Ucrânia, região distante dos conflitos. A Ucrânia rapidamente reajustou sua abordagem de política externa para se alinhar à visão transacional de mundo de Trump, sendo os EUA os aliados mais importantes dos ucranianos.

Zelensky ressaltou, contudo, que não estava propondo "doar" os recursos, mas oferecê-los em uma parceria mutuamente benéfica para desenvolvê-los em conjunto: "Os americanos ajudaram mais e, portanto, devem ganhar mais. E eles devem ter essa prioridade, e eles terão. Eu também gostaria de falar sobre isso com o presidente Trump”, disse.

Ele afirmou que a Rússia sabe onde estão os recursos minerais da Ucrânia, por causa das pesquisas geológicas da era soviética, que foram levadas de volta a Moscou quando Kiev conquistou a independência, em 1991. Zelensky também disse que Kiev e a Casa Branca estão discutindo a ideia de usar a vasta capacidade de armazenamento subterrâneo de gás da Ucrânia para armazenar gás natural liquefeito dos EUA.

"Eu sei que o governo Trump está muito interessado nisso. Estamos prontos e dispostos a ter contratos para fornecimento de GNL para a Ucrânia. E, claro, seremos um hub para toda a Europa", disse. Zelensky afirmou que pretende comparecer à Conferência de Segurança de Munique, entre 14 e 16 de fevereiro, quando autoridades de dezenas de países ocidentais se reunirão durante um momento imprevisível do conflito, que já dura três anos. Keith Kellogg, enviado especial de Trump para a Rússia e Ucrânia, também deve comparecer.

O líder ucraniano disse ser crucial um encontro com Trump antes que o presidente dos EUA se reúna com o seu colega russo, Vladimir Putin, “caso contrário, vai parecer uma conversa sobre a Ucrânia sem a Ucrânia fazer parte dela”.

EM TEMPO: A humanidade está realmente desprotegida quando a mesma se depara com  governantes irresponsáveis, de extrema-direita, neonazis e ditadores, os quais põem em risco a vida de milhões de pessoas, as quais estão completamente indefesas, como é o caso dos(as) ucranianos(as) e dos(as) palestinos(as), estes últimos massacrados pelo governo de Israel. Agora Trump trata a questão das guerras como um negócio, devido ao fornecimento de armas, porém vendidas, para os seus aliados atacarem os inimigos criados por eles mesmos. Afinal os EUA e a OTAN derrubaram em meados de 2014 o Presidente da Ucrânia, pró-Moscou, além de pleitearem à adesão da Ucrânia a OTAN com o objetivo de instalarem suas bases militares na fronteira com à Rússia. Estamos à beira de uma Terceira Guerra Mundial, a qual é freada por Putin com o seu poderio bélico. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Palestinos libertos denunciam tortura em prisões israelenses


 

 

Prisioneiros palestinos libertados relatam experiências angustiantes dentro das prisões israelenses (Foto: via QNN)




FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil

6 de fevereiro de 2025

Prisioneiras palestinas libertadas compartilharam relatos angustiantes de suas experiências em prisões israelenses, detalhando tortura e repressão que suportaram até os momentos finais antes de sua libertação.

As mulheres relataram a profundidade de sua dor, não apenas devido à prisão, mas também por causa da situação geral na Palestina e em Gaza.

“Eles nos arrastaram pelas cabeças”

Rasha Hijjawi, de Tulkarem, descreveu à Russian Today os ataques das forças israelenses aos prisioneiros antes de sua libertação, dizendo:

“A tristeza em nossos corações é imensa pelos mártires e pela situação na Palestina e em Gaza. É um sentimento muito misto.”

“As condições nas prisões são terríveis. Fomos reprimidos antes da libertação, o que foi extremamente difícil”, disse ela.

“Eles nos algemaram, nos arrastaram e vendaram nossas cabeças. Eles nos jogaram no chão e nos arrastaram pelas cabeças quando descemos do ônibus”, ela acrescentou.

Hijjawi disse à RT que “as condições e o tratamento eram terríveis. Pouco antes de chegarmos à Cruz Vermelha, as algemas foram removidas de nossas mãos”.

‘Nossa gratidão vai para Gaza’

Baraa Foqaha, também de Tulkarem, expressou sua solidariedade com Gaza, dizendo:

“Nossos sentimentos estão com nossas famílias em Gaza. Apesar da tortura e do abuso, nossa preocupação na prisão era que a guerra em Gaza parasse.”

“Nossa mensagem e gratidão vão para eles. Nunca esqueceremos o que eles fizeram por nós até o fim dos tempos”, ela acrescentou.

‘Rezamos pelas almas dos mártires’

Hanan Maalwani destacou a incerteza que eles enfrentaram mesmo no momento de sua libertação:

“Um advogado falou conosco, mas não tínhamos certeza se realmente seríamos libertados. Eles dificultaram para nós até os últimos momentos. Eles distribuíram comida, dizendo que não seríamos soltos. Eles tiraram algumas meninas e deixaram outras em seus quartos. Das buscas à repressão, eles nos incomodaram até o fim.”

Ela acrescentou: “Rezamos pelas almas dos mártires e desejamos a recuperação dos feridos. Nossa alegria é incompleta, seja pelo povo de Gaza, pelos mártires ou pelas prisioneiras que permanecem detidas.”

‘Armas e cães’

Roz Khuwais, uma detida de Jerusalém, disse à RT, falando sobre sua experiência inicial na detenção:

“Quando entrei na prisão, não sabia o que era, o que eram interrogatórios ou como era uma cela. Não esperava que fosse tão ruim.”

Ela relatou ter passado por várias crises de saúde, comida insuficiente e falta de tratamento médico, descrevendo a prisão como um “túmulo iluminado”.

Roz também revelou a extensão do abuso enfrentado pelos prisioneiros, incluindo repressão com “armas e cães, revistas íntimas e assédio”.

‘Extremamente severo’

Adam Hadra, um dos prisioneiros libertados, falou com a Al-Jazeera e relatou ter sido detido em sua casa pelas forças de ocupação israelenses.

Hadra, 18, descreveu a experiência na prisão como extremamente dura, destacando maus-tratos sistêmicos, incluindo negligência médica e negação de medicamentos essenciais.

Ele enfatizou que até mesmo prisioneiros idosos foram submetidos a tal negligência.

‘Tortura e perseguição’

Samah Hijawi, outra prisioneira libertada, compartilhou sua história de ter sido detida pela segunda vez.

Ela disse à Al-Jazeera que suportou várias formas de tortura e perseguição, falando sobre os severos desafios que as prisioneiras enfrentam, particularmente devido a doenças e cuidados médicos inadequados.

Negligência médica

Da mesma forma, Shaima Omar Ramadan, que passou seis meses detida, explicou que sua sentença não havia sido finalizada durante seu tempo na prisão.

Ela revelou que a confirmação de sua inclusão no primeiro grupo de prisioneiros libertados veio poucas horas antes de sua libertação.

Somando-se a esses relatos, a irmã da jornalista e prisioneira libertada Rula Hassanein disse à Al-Jazeera que Rula está sofrendo de exaustão severa.

Sua condição requer tratamento médico imediato, pois a negligência médica prolongada na prisão afetou gravemente sua saúde.

* Publicado em 20/01/2025 por The Palestine Chronicle

https://fepal.com.br/presos-palestinos-libertos-falam-sobre-tortura-em-prisoes-israelenses/

EM TEMPO: Sugiro que os(as) leitores(as) busquem informações a respeito do tratamento que o HAMAS dedicou aos reféns, especialmente as mulheres, e façam a devida comparação. . 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Gaza e Auschwitz, 80 anos depois


Famílias palestinas regressam às suas casas destruídas na Faixa de Gaza, após o cessar-fogo – Créditos / Unrwa

Manuel Loff

ODIARIO.INFO

O atual cessar-fogo não fez cessar o genocídio em Gaza. Nem é garantido que exista da parte da entidade sionista qualquer genuína intenção de não o retomar. Com um intervalo de 80 anos quase exatos, a declaração deste precário cessar-fogo coincide com a data da libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho. O paralelo é dramaticamente elucidativo. Que os responsáveis atuais pelo genocídio do povo palestino invoquem a memória do Holocausto evidencia quão sinistras podem ser as curvas da história

Ironia da história, o cessar-fogo foi declarado em Gaza quase 80 anos depois da libertação de Auschwitz (27 de janeiro de 1945) pelos soldados soviéticos. Confirmadas pelo Tribunal Penal Internacional as acusações de crimes de guerra e contra a humanidade praticados por Israel, emitidos mandados de captura de Netanyahu e do seu ex-ministro Yoav Gallant, aberta a investigação pelo Tribunal Internacional de Justiça sobre o crime de genocídio, é hora de fazer o balanço dos 471 dias de massacre, limpeza étnica e execução de um projeto genocida para Gaza e o conjunto da Palestina.

O TPI acusou a cúpula do Estado sionista de crimes de guerra (provocar a “fome como método de guerra” e “intencionalmente dirigir um ataque contra a população civil”) e dos crimes contra a humanidade de “assassinato, perseguição e outros atos desumanos”. Pelos registros das autoridades sanitárias de Gaza, julgava-se que teriam chegado aos 50 mil palestinos mortos desde outubro de 2023, 40% deles crianças e adolescentes. “É como se uma sala de aulas cheia de crianças fosse bombardeada todos os dias, (…) e todas essas crianças são mortas”, dizia há meses Marta Lorenzo, da UNRWA, ao PÚBLICO.

Ora os dados estão subestimados. Um estudo publicado na The Lancet estima em 64 mil os mortos só até 30 junho de 2024, isto é, 41% mais do que o registrado (“Traumatic injury mortality in the Gaza Strip from Oct 7, 2023, to June 30, 2024: a capture–recapture analysis”, 9/1/2025). Se compararmos apenas os números oficiais (isto é, dos corpos encontrados e registrados, excluindo, portanto, todos aqueles desaparecidos que possam estar sob as ruínas) com os dos períodos mais mortíferos de outras guerras, os palestinos mortos pelos israelenses em Gaza no 1.º ano da invasão são o triplo dos ucranianos mortos em 2022 (cálculos do Uppsala Con ict Data Program, El País, 19/1/2025).

A intenção genocida amplamente documentada nos relatórios do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi passada na prática “numa das campanhas de bombardeamentos mais devastadoras da história” (Robert Pape, Foreign Affairs, 6/12/2023). Limpeza étnica: 90% da população foi deslocada à força, “várias vezes, para territórios cada vez mais reduzidos, sem infraestruturas básicas, obrigando as pessoas a viver em condições que as expunham a uma morte lenta e calculada. [Israel] obstruiu ou negou deliberadamente a importação e a entrega de ajuda humanitária para salvar vidas. Restringiu o fornecimento de eletricidade (…), levando ao colapso dos sistemas de água, saneamento e cuidados de saúde. Submeteu centenas, senão milhares, de palestinos de Gaza a detenção em regime de incomunicabilidade e a atos de tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes que”, só esses, “terão causado pelo menos 53 mortes até agosto de 2024.” (Amnistia Internacional, ‘You Feel Like You Are Subhuman’. Israel’s Genocide Against Palestinians in Gaza, 2024)

Que os responsáveis por tudo isto invoquem a memória do Holocausto, isto é, do genocídio dos judeus (e cigano, e de populações eslavas) perpetrado pelos nazistas até 1945, está impedindo, como diz Marianne Hirsch, que o “Holocausto possa voltar a servir como ‘referência moral universal’, se é que alguma vez o foi” (Rethinking Holocaust Memory After October 7, Public Books, 15/7/2024).

Um dos sobreviventes de Auschwitz, Primo Levi, recordava-se de como os SS, cientes da derrota próxima, diziam aos prisioneiros: “Seja qual for o fim desta guerra, nós ganhamos; (…) mesmo que algum de vocês escape, o mundo não acreditará em vocês. Talvez haja suspeitas, discussões, investigação de historiadores, mas não haverá certezas (…). [A]s pessoas dirão que os fatos que vocês contam são demasiado monstruosos para serem acreditados: dirão que são exageros da propaganda (…), e acreditarão em nós, que negaremos tudo. Nós é que vamos ditar a história dos campos [de extermínio]” (Os que sucumbem e os que se salvam, 1986).

O que nos arriscamos hoje, depois de ano e meio de cumplicidade e/ou silêncio dos EUA e da UE face ao genocídio, é que sejam os israelenses a contar a história do que aconteceu em Gaza.

Fonte: “Público”, 22.01.2025

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Equipe de Milton Nascimento explica motivos que levaram cantor a desistir de participar da cerimônia

Apesar do contratempo, Nascimento manteve um tom sereno ao falar sobre o ocorrido

04 de fevereiro de 2025

Milton Nascimento (Foto: Reprodução)


 

 



Redação Brasil 247

247 - A equipe do cantor Milton Nascimento revelou os bastidores de sua ausência na cerimônia do Grammy deste ano, destacando um imprevisto logístico que o impediu de participar do evento. De acordo com o comunicado, não houve uma cadeira reservada para ele durante a premiação, o que o levou a reconsiderar sua presença no local.

A equipe afirmou que ele não foi barrado e que ele não teve um assento negado na premiação. A questão, no entanto, dizia respeito ao local reservado para Milton: enquanto Espereza Spalding tinha um lugar nas mesas da área VIP, o mineiro deveria ficar na arquibancada. Os dois concorriam juntos com o disco “Milton + Esperanza” ao prêmio de Melhor Álbum Vocal de Jazz, que acabou indo para Samara Joy em anúncio feito no pré-evento do Grammy.

“Quando questionados pela equipe de Esperanza, alegaram que ficariam nas mesas apenas os artistas que eles queriam no vídeo. Tendo em vista a carreira vitoriosa, o reconhecimento e o respeito conquistado pelo genial artista brasileiro, optamos pela ausência dele na cerimônia principal“, diz a nota.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Investigação detalha como organizadas promovem ‘guerra’ no Grande Recife

 

·         Pernambuco, Recife, Região Metropolitana do Recife

·         02/02/2025

  • Texto extraído do Blog de Magno Martins
  • Edição de Convidado BDM

 


 

 

 







Por Felipe Resk

Do Diário de Pernambuco

Investigação da Polícia Civil de Pernambuco detalha como as torcidas organizadas de Sport e Santa Cruz agiram para reunir as gangues, tentar escapar da polícia e promover espancamentos de rivais no sábado (1º), dia do Clássico das Multidões. Os confrontos, que espalharam pânico pelas ruas do Grande Recife, terminaram com ao menos 12 feridos e 20 presos.

O Diario de Pernambuco teve acesso, com exclusividade, a relatório da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva (DPRIE), responsável por reprimir crimes relacionados aos jogos de futebol. Elaborado na véspera da partida, o documento tinha como objetivo auxiliar em ações preventivas da Secretaria de Defesa Social (SDS) e revela que a violência foi premeditada.

Segundo a investigação, as uniformizadas usaram diferentes perfis em redes sociais para marcar as “pistas”, nome dado às brigas de rua promovidas entre as gangues. Uma das publicações detectada pela polícia mostrava uma faixa amarela, instalada em um viaduto, com a frase: “Sábado vai jorrar sangue”. Outros posts lembraram de mortes já registradas e de integrantes que foram espancados anteriormente no Estado.

O documento relata que os grupos criminosos aguardavam “com grande expectativa” pelos confrontos e chegaram a preparar “bombas caseiras e barrotes com pregos para lesionar o rival com o maior dano possível”. Também tinham o objetivo de “danificar patrimônio privados e públicos no deslocamento até o estádio”, de acordo com a polícia.

Camisa como “troféu”

Os grupos que participam das “guerras” nas ruas são chamados de “bondes”, segundo a investigação. Eles começam a se formar a partir de pequenos bairros, escolhidos com antecedência, que se juntam a integrantes de outras regiões até reunir o maior número possível de pessoas. Parte dos integrantes nem sequer tem ingresso para o jogo e só vai às ruas para “causar desordem”, de acordo com a Polícia Civil. Subtrair a camisa usada pela torcida rival é considerado “um dos troféus desses confrontos”.

Para guardar armas, principalmente barrotes e artefatos explosivos, os bandos se utilizam de veículos de apoio. Carros e motocicletas são usados, ainda, em tentativas de fugir de ações policiais. A violência entre bandos não é novidade para os investigadores. Em 2023 e 2024, Pernambuco registrou homicídios cometidos durante os confrontos. Em 2020, a Justiça chegou a decretar a extinção compulsória das três maiores torcidas organizadas do Estado, mas os grupos driblaram a medida e mudaram seus nomes de fantasia.

A polícia considera o Clássico das Multidões o mais crítico para a segurança pública, por se tratar da “maior rivalidade dentro e fora de campo”. No ano passado, os jogos entre Sport e Santa Cruz também já haviam sido palco de ataques a ônibus e brigas em avenidas movimentadas do Grande Recife.

Segurança

Para tentar conter a violência, a SDS destacou 680 policiais militares no esquema de segurança do Clássico das Multidões. Houve monitoramento em vias de acesso, estações de metrô e terminais integrados. No Recife, os confrontos foram registrados nos bairros da Iputinga, Torre e Madalena. Ao todo, 14 pessoas foram detidas. Já na Região Metropolitana houve a prisão de três pessoas em Paulista e outras três no Cabo de Santo Agostinho.

Após a partida, a governadora Raquel Lyra (PSDB) anunciou que os próximos cinco jogos de Sport e Santa Cruz vão acontecer sem torcida. “Vimos cenas lamentáveis de selvageria e barbárie. Pessoas revestidas de torcedores estavam praticando ações criminosas, colocando sentimento de terror na cidade”, declarou.

EM TEMPO: Em todo o Brasil a PM  está despreparada para conter esse tipo de confronto, o qual só se combate com serviços de inteligência, prevenção e repressão não violenta  no dia do jogo. Faz-se necessário compreender que a grande maioria dos vândalos estão drogados e ao se drogarem ficam corajosos e muito violentos. Punir os clubes e o esporte não é a solução, uma vez que volta a acontecer mais adiante. Porém, faz-se necessário a identificação dos torcedores quando acessarem os estádios e os membros das organizadas, os quais ao serem punidos devem ser proibidos de frequentarem os jogos. Agora, a governadora deve ouvir  os dirigentes dos clubes, como também o  presidente da FPF, o qual agiu corretamente em manter a realização do jogo, provando que somente só devem ser penalizados os vândalos. Politizar  uma questão tão séria como essa não é um bom caminho. Lembrando que político não entende de segurança pública, mas de conquistar o voto. Ainda há tempo para as devidas correções, uma vez a realização do jogo ajudou a baixar a "poeira". Ok, Moçada!

 

sábado, 1 de fevereiro de 2025

EUA querem que Ucrânia realize eleições após um cessar-fogo, diz enviado de Trump

 

Trump e enviado especial disseram que estão trabalhando em plano para intermediar acordo nos primeiros meses do novo governo para acabar com a guerra

01 de fevereiro de 2025

(Volodymyr Zelensky (Foto: Reuters/Kacper Pempel)


 :






Por  Guilherme Paladino

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos querem que a Ucrânia realize eleições, potencialmente até o final do ano, especialmente caso Kiev consiga chegar a um acordo de trégua com a Rússia nos próximos meses, disse à Reuters a principal autoridade do presidente Donald Trump para a Ucrânia.

Keith Kellogg, enviado especial de Trump para a Ucrânia e a Rússia, disse em uma entrevista que as eleições presidenciais e parlamentares ucranianas, suspensas durante a guerra com a Rússia, "precisam ser realizadas".

"A maioria das nações democráticas realiza eleições em seus períodos de guerra. Acho que é importante que eles façam isso", disse Kellogg.

"Acho que isso é bom para a democracia. Essa é a beleza de uma democracia sólida, você tem mais de uma pessoa potencialmente concorrendo."

Trump e Kellogg disseram que estão trabalhando em um plano para intermediar um acordo nos primeiros meses do novo governo norte-americano para acabar com a guerra que eclodiu com a invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022.

Eles ofereceram poucos detalhes da estratégia para encerrar o conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, ou de quando poderão revelar esse plano.

O planejamento de Trump ainda está evoluindo e nenhuma decisão política foi tomada, mas Kellogg e outras autoridades da Casa Branca discutiram nos últimos dias a pressão sobre a Ucrânia para que concorde com as eleições, como parte de uma trégua inicial com a Rússia, disseram duas pessoas com conhecimento dessas conversas e uma ex-autoridade dos EUA informada sobre a proposta eleitoral.

Autoridades de Trump também avaliam se devem pressionar por um cessar-fogo inicial antes de tentar intermediar um acordo mais permanente, disseram as duas pessoas familiarizadas com as discussões do governo Trump. Se houvesse eleições presidenciais na Ucrânia, o vencedor poderia ser responsável pela negociação de um pacto de longo prazo com Moscou, disseram essas fontes, que preferiram não ser identificadas.

Não está claro como essa proposta de Trump seria recebida em Kiev. O presidente Volodymyr Zelenskiy disse que a Ucrânia poderia realizar eleições neste ano se os combates terminarem e se houver fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de renovar as hostilidades.

Um conselheiro sênior de Kiev e uma fonte do governo ucraniano disseram que o governo Trump ainda não solicitou formalmente que a Ucrânia realize eleições presidenciais até o final do ano.

O mandato de cinco anos de Zelenskiy deveria terminar em 2024, mas as eleições presidenciais e parlamentares não podem ser realizadas sob a lei marcial, imposta pela Ucrânia em fevereiro de 2022.

Washington levantou a questão das eleições com altos funcionários do gabinete de Zelenskiy em 2023 e 2024 durante o governo Biden, disseram dois ex-funcionários seniores dos EUA.

Autoridades do Departamento de Estado e da Casa Branca disseram a seus homólogos ucranianos que as eleições eram fundamentais para manter as normas internacionais e democráticas, disseram as autoridades.

Autoridades em Kiev recuaram em relação às eleições em conversas com Washington nos últimos meses, dizendo às autoridades de Biden que a realização de pesquisas em um momento tão volátil na história da Ucrânia dividiria os líderes ucranianos e potencialmente convidaria campanhas de influência russa, disseram as duas ex-autoridades americanas.

EM TEMPO: Uma guerra desnecessária, a qual foi inventada pelo próprio EUA e a OTAN, os quais tramaram o golpe contra o Presidente da Ucrânia, em 2014, pró-Moscou, abrindo caminho para o cumpridor de ordens superiores, isto é, o Zelensky assumir o poder, provocando uma guerra que já fez milhares de vítimas, além da destruição do patrimônio ucraniano e parte da Rússia. Zelensky, hoje aliado dos neonazis e da extrema-direita, decretou a Lei Marcial, impedindo novas eleições, além de impedir que haja alguma negociação com a Rússia para por fim a guerra. Onde já se viu esse tipo de impedimento para não terminar a guerra, a qual tem provocado milhares de mortes de ambos os lados. Além do mais o governo Zelensky tem perseguido e encarcerado  membros da oposição, especialmente do Partido Comunista da Ucrânia. Portanto, Zelensky é um Presidente ilegítimo e sem condições de assinar um acordo de cessar-fogo e paz com a Rússia. Putin, também defende novas eleições na Ucrânia por considerar  Zelensky  sem representatividade.