Escalação de Balogun após liberação polêmica da Fifa não evita goleada belga por 4 a 1 e eliminação dos anfitriões da Copa
Publicado em 6 de julho de 2026
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| Crédito: Reuters |
247 – A tentativa de salvar o atacante Folarin Balogun nos bastidores da Copa do Mundo terminou em fiasco para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o atleta foi titular após ter uma suspensão automática revogada pela Fifa, mas não conseguiu impedir a goleada da Bélgica por 4 a 1, em Seattle, pelas oitavas de final do torneio. O resultado eliminou os anfitriões e colocou a seleção belga nas quartas, contra a Espanha.
A Bélgica construiu
a vitória com autoridade, eficiência ofensiva e aproveitamento dos erros
norte-americanos. Charles De Ketelaere marcou duas vezes no primeiro tempo,
Hans Vanaken ampliou na etapa final e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único
gol dos Estados Unidos foi de Malik Tillman, em cobrança de falta que desviou
na barreira.
O início belga já
indicava uma noite difícil para os donos da casa. Após jogada pelo lado direito
e corte mal feito pela defesa dos Estados Unidos, Nicolas Raskin ficou com a
sobra dentro da área e finalizou cruzado. De Ketelaere apareceu próximo à linha
do gol para completar e abrir o placar.
Os Estados Unidos
conseguiram reagir em lance que passou diretamente por Balogun. O atacante
sofreu falta frontal na entrada da área, e Tillman cobrou com a perna direita.
A bola desviou na barreira, enganou Thibaut Courtois e entrou no meio do gol,
empatando a partida em Seattle.
A resposta belga,
porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Leandro Trossard avançou pela
esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para De Ketelaere. O atacante venceu
a disputa pelo alto e marcou o segundo dele no jogo, recolocando a Bélgica em
vantagem antes do intervalo.
Na etapa final, os
Estados Unidos tentaram assumir o controle da posse de bola e empurrar a
Bélgica para o campo de defesa. A equipe norte-americana teve mais volume em
alguns momentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas diante de
uma seleção belga organizada e mais precisa nas transições.
A melhor
oportunidade dos anfitriões saiu novamente com Balogun. O atacante aproveitou
falha de Brandon Mechele, arrancou em velocidade pela esquerda e entrou na área
em condição clara de finalização. Courtois fechou o ângulo e fez defesa
decisiva, impedindo o empate e mantendo a vantagem belga.
Pouco depois, a
Bélgica transformou o controle emocional do jogo em vantagem no placar. Matt
Freese saiu da área para se antecipar a De Ketelaere e dominou a bola no peito,
mas hesitou na sequência. O atacante belga pressionou, recuperou a jogada e a
bola sobrou para Vanaken, que finalizou de fora da área, com o gol aberto, para
fazer 3 a 1.
No fim, Lukaku
completou a noite desastrosa dos Estados Unidos. O maior artilheiro da história
da seleção belga entrou no segundo tempo e aproveitou erro na saída de bola
norte-americana pelo lado direito. O atacante carregou para o meio da área e
bateu colocado, de direita, no canto esquerdo de Freese, decretando o 4 a 1.
A derrota encerra
de forma contundente a campanha dos Estados Unidos na Copa disputada em casa. A
seleção havia liderado o Grupo D, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e
derrota para a Turquia. Na etapa seguinte, venceu a Bósnia e Herzegovina por 2
a 0, em partida marcada pela expulsão de Balogun.
A Bélgica, por sua
vez, confirma sua recuperação no torneio. Depois de uma fase de grupos
irregular, com empates contra Egito e Irã e goleada sobre a Nova Zelândia, a
equipe eliminou o Senegal na prorrogação e agora derrubou os anfitriões com uma
atuação dominante. Nas quartas de final, enfrentará a Espanha, que venceu
Portugal por 1 a 0.
Revogação de cartão de Balogun expõe
pressão nos bastidores
A goleada também
ampliou o peso político e esportivo da polêmica que antecedeu a partida.
Balogun havia sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase, em lance revisado
pelo VAR e confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A jogada envolveu
um pisão no calcanhar do zagueiro Muharemovic, punido inicialmente com cartão
vermelho direto e suspensão automática.
Apesar da punição,
o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão e autorizou Balogun a
enfrentar a Bélgica. A Associação Belga de Futebol reagiu imediatamente,
recorreu da decisão e afirmou que o pedido foi negado. A entidade também
declarou não ter recebido a íntegra do despacho nem as justificativas formais
para a liberação do atacante.
Em comunicado, a
RBFA afirmou: “A RBFA notificou a Federação de Futebol dos EUA de que
contestará a elegibilidade do jogador caso seu nome conste na súmula oficial da
partida. Consequentemente, todos os demais recursos legais e outras medidas
permanecem em aberto”.
A federação deixou
aberta a possibilidade de levar o caso a instâncias superiores, como a Corte
Arbitral do Esporte, conhecida pela sigla CAS, responsável por julgar disputas
disciplinares e regulatórias no futebol internacional.
O episódio ganhou
ainda mais repercussão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a
revogação da suspensão automática de Balogun. A interferência política ampliou
as críticas à decisão da entidade máxima do futebol e colocou ainda mais
pressão sobre o confronto.
O técnico Mauricio Pochettino foi o principal
defensor da liberação do atacante. O argentino sustentou que a expulsão contra
a Bósnia havia sido injusta e argumentou que os Estados Unidos já tinham sido
suficientemente prejudicados naquele jogo. Em campo, Balogun participou do
lance do gol norte-americano e teve a melhor chance da equipe no segundo tempo,
mas terminou a noite como símbolo de uma manobra frustrada.

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