Investigação apura se recursos do filme, que contou com dinheiro de fundos ligados a Daniel Vorcaro, financiaram despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA
15 de maio de 2026
Eduardo Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Flávio e Jair
Bolsonaro (Foto: Jessica Koscielniak/Reuters I Reprodução I Divulgação )
247 - Um plano de investimentos ligado ao filme Dark
Horse, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), oferecia a
investidores milionários a possibilidade de "oportunidade de
imigração" para os Estados Unidos. Segundo o site The Intercept Brasil, a proposta fazia parte do pacote mais
caro de investimento no longa-metragem, avaliado em US$ 1,1 milhão, equivalente
a cerca de R$ 5,5 milhões na cotação atual.
A reportagem aponta que o projeto cinematográfico tem o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos. O contrato da produção recebeu assinatura digital de Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024.
Estratégia previa cotas milionárias
O plano de captação de recursos do
filme foi estruturado em diferentes categorias de investimento. Segundo os
documentos revelados, a produção previa a venda de 40 cotas de US$ 500 mil,
totalizando US$ 20 milhões.
Além disso, também estavam previstas
cinco cotas de US$ 1 milhão cada. Os investidores que adquirissem os pacotes
mais elevados teriam direito a participação no conselho do filme, podendo
opinar sobre decisões relacionadas à produção.
De acordo com a reportagem, a proposta prometia aos investidores o retorno integral do valor aplicado, acrescido de 20%. Após os pagamentos, o lucro remanescente seria dividido igualmente entre produtores e investidores. O material ainda apresentava projeções otimistas de arrecadação mundial para o longa, com cenários estimados em US$ 45 milhões, US$ 70 milhões e até US$ 100 milhões.
Investigação mira destino dos recursos
Uma das principais linhas de investigação busca esclarecer se os recursos captados para o filme foram efetivamente destinados à produção cinematográfica. A Polícia Federal apura se as transferências financeiras teriam servido para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O deputado licenciado vive no país desde fevereiro do ano passado e não retornou ao Brasil desde então.
Contrato detalha papel de Eduardo Bolsonaro
Os documentos revelados pela
reportagem apontam que Eduardo Bolsonaro e Mario Frias assumiram funções
diretamente ligadas à captação de recursos para o projeto. O contrato
estabelece que os produtores-executivos deveriam atuar no “envolvimento nas
considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação
de informações e documentação para investidores”.
O texto também menciona atividades relacionadas à busca de incentivos fiscais, patrocínios, colocação de produtos e outras formas de financiamento para a produção.
Caso envolve banqueiro preso pela PF
A investigação também envolve o banqueiro Daniel
Vorcaro, dono do Banco Master, preso em Brasília sob acusação de liderar um
esquema bilionário de fraudes financeiras, segundo a Polícia Federal. Vorcaro
teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões relacionados ao projeto
cinematográfico. O The Intercept Brasil também divulgou um áudio em que o
senador Flávio Bolsonaro pressiona Vorcaro pelos pagamentos ligados ao filme.
EM TEMPO: Como dizia o ex-presidente do governo militar, general Ernesto Geisel: Bolsonaro é um mal militar. O Comandante e General do governo Geisel, Leônidas Pires, proibiu Bozo de visitar as dependências do Exército Brasileiro. Será que o filme iria narrar esse episódio? Será que iria dizer que Bozo queria explodir a Adutora do Rio Guandu no RJ? Será que o filme iria dizer que Bozo fazia parte do Baixo Clero (Parlamentares despreparados) no Congresso Nacional? Será que o filme iria falar das ligações do Clã Bozo com as Milícias do RJ? Será que iria mencionar a tentativa de Golpe de 08.01.2023? Será que Trump iria classificar Bozo como "terrorista"? É realmente assustador como é que alguns militares de alta patente, graduados pela AMAN, alguns treinados nos EUA e poliglotas, foram na onda de Bozo, sabendo eles que Bozo era um mal militar.? Ou será que os generais Geisel e Leônidas Pires, não deixaram nenhuma lição? Ok, Moçada!

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