Presidente afirma que prisão é “injustificável” e “deve ser condenada por todos”
05 de maio de 2026
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| Lula e Thiago Ávila (Foto: Imagem gerada por IA) |
Por Otávio Rosso
247 - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (5)a a soltura do
ativista brasileiro Thiago Ávila, detido pelo governo israelense durante uma
ação contra a flotilha Global Sumud, que seguia em direção à Faixa de Gaza. O
brasileiro integrava a missão que tinha como destino Gaza quando foi
interceptado por forças israelenses.
Em publicação nas redes sociais, Lula
afirmou que a detenção do ativista brasiliense não se sustenta e criticou
diretamente a conduta do governo de Israel.
“Manter a prisão do cidadão
brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação
injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser
condenada por todos“, escreveu o presidente.
Lula também relacionou o caso à interceptação
da flotilha, que, segundo ele, já havia representado uma violação grave das
normas internacionais. O presidente afirmou que o governo brasileiro atua ao
lado da Espanha, que também teve um cidadão detido na operação.
“Por isso, nosso governo, juntamente
com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam
plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, declarou Lula.
Flotilha seguia em
direção à Faixa de Gaza
Thiago Ávila viajava com o ativista
espanhol Saif Abu Keshek quando a embarcação foi interceptada por forças
israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia, na última
quarta-feira, 29 de abril. A missão fazia parte da flotilha Global Sumud e
tinha como destino a Faixa de Gaza.
De acordo com a organização de
direitos humanos Adalah, o ativista brasileiro relatou ter sido mantido em
isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Ávila também afirmou a
advogados que sofreu agressões durante a abordagem, incluindo espancamentos que
o teriam feito desmaiar.
Uma audiência está marcada para esta terça-feira, 5
de maio, para analisar a situação do brasileiro. Segundo as informações
divulgadas, foram apresentadas cinco acusações contra o ativista.

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