terça-feira, 7 de abril de 2026

Paquistão anuncia os próximos passos para acordo de paz após a vitória do Irã na guerra

A próxima rodada de negociações está prevista para a próxima sexta-feira (10) em Islamabad, capital paquistanesa

07 de abril de 2026

Shehbaz Sharif (Foto: Eduardo Munoz/Reuters)


 






Redação Brasil 247

247 - O Paquistão anunciou os próximos passos para um acordo de paz após a vitória do Irã na guerra, com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif convidando representantes dos dois países para uma rodada de negociações na próxima sexta-feira (10) em Islamabad, capital paquistanesa. A iniciativa ocorre após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas e busca avançar para uma solução definitiva das disputas.

A informação foi divulgada pelo próprio Sharif em publicação na rede social X. Ele detalhou o convite formal às delegações dos dois países e destacou a importância do diálogo direto para consolidar a estabilidade na região. Segundo o premiê paquistanês, o encontro representa uma oportunidade concreta de avanço diplomático.

“Acolho com satisfação este gesto sábio e expresso a minha mais profunda gratidão à liderança de ambos os países, convidando as suas delegações a virem a Islamabad na sexta-feira, 10 de abril de 2026, para prosseguirem as negociações visando um acordo definitivo para a resolução de todas as disputas”, escreveu. 

“Com a maior humildade, tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros, com efeito imediato.”

O Paquistão propôs um prazo de duas semanas para a realização de novas negociações com o objetivo de conter a escalada do conflito. A sugestão foi apresentada cerca de quatro horas e meia antes do término do prazo estabelecido por Trump, que havia prometido ataques intensos contra estruturas estratégicas do país.

Aumento da tensão e as respostas do Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma ameaça de genocídio contra o país asiático, ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá”. A reação veio por meio do representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, que declarou: “O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”.

Após a formalização do cessar-fogo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã informou que o plano de dez pontos elaborado pelo governo iraniano asseguraria uma “posição econômica e geopolítica única”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Aragachi, divulgou uma mensagem em suas redes sociais na qual agradeceu a Sharif, e ao chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, por terem Trump a adotar o cessar-fogo.

Sharif também anunciou o entendimento inicial entre as partes para interromper os confrontos. O líder paquistanês destacou o papel das negociações na construção de um ambiente mais estável no Oriente Médio e regiões próximas.

“Ambas as partes demonstraram notável sabedoria e compreensão, mantendo-se construtivamente empenhadas em promover a paz e a estabilidade. Esperamos sinceramente que as negociações em Islamabad resultem em uma paz duradoura e desejamos compartilhar mais boas notícias nos próximos dias!”, afirmou.

O convite reforça o protagonismo diplomático do Paquistão no processo de mediação, ao mesmo tempo em que sinaliza um esforço internacional para evitar a retomada das hostilidades. A expectativa gira em torno da reunião em Islamabad, que pode definir os termos de um acordo mais amplo entre as partes envolvidas.

EM TEMPO: Evidentemente, que o mundo multipolar deve prevalecer e a decadência do "Império Norte-americano"  se avizinha. O Irã e a Rússia lucraram bastante com a venda de petróleo em moeda denominada "petroyuan" em detrimento do "petrodólares". Tomara que a paz represente uma vitória dos BRICS e do Sul Global. A passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz estava liberada para os países não hostis ao Irã, mas mediante pagamento de pedágio. Seja como for, negociar a paz é bastante importante, mas os dirigentes extremistas dos EUA e de Israel, sentiram que o Irã tem "madeira para dar em doido". Portanto, não confundam Irã com Venezuela. O próximo passo é a paz no Líbano, em Gaza e na Ucrânia. A reconstrução  dos países atingidos pelas  guerras devem está na mesa de negociações. Ok, Moçada!

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