quarta-feira, 29 de abril de 2026

Gleisi atribui derrota do governo a senadores que se sentem ameaçados por investigações

Deputada critica resultado da votação que rejeitou o nome indicado por Lula ao STF e alerta para risco de derrubada do veto ao PL da Dosimetria

29 de abril de 2026

 

Gleisi Hoffmann (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Redação Brasil 247

247 - A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal gerou forte reação política nesta quarta-feira (29). Para a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), a decisão, que contou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, privou o Brasil de uma "pessoa muito qualificada para ser ministro do STF" e representa um risco sobre a votação do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da dosimetria.

"Mais do que uma injustiça contra Jorge Messias, os 42 senadores que rejeitaram seu nome privaram o país de uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF", afirmou a parlamentar na rede social X, antigo Twitter.

Ainda segundo a parlamentar, o resultado da votação no Senado é fruto de "um grande acordão entre a oposição bolsonarista e outros com objetivos eleitoreiros e pessoais dos que se sentem ameaçados pelas investigações de escândalos financeiros e contra o crime organizado. Votação que amanhã se preparam para repetir na derrubada do veto do presidente Lula na redução/anistia das penas dos condenados pelo golpe."

Por fim, afirmou que o movimento político observado na votação tem impacto mais amplo no país: "uma aliança vergonhosa que se volta contra o governo, mas é realmente contra a justiça, a democracia e o país."

A votação no plenário do Senado Federal impôs derrota à indicação de Jorge Messias, que precisava de ao menos 41 votos favoráveis para ser aprovado ao STF. O placar final foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis, interrompendo a indicação do atual advogado-geral da União ao Supremo.

Antes disso, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com 16 votos favoráveis, mas não conseguiu manter o apoio no plenário.

EM TEMPO: O presidente Lula precisa se aconselhar com a governadora Raquel Lyra, a qual costuma "cortar as asas" dos políticos que votam contra o governo estadual  na ALEPE. Exatamente, o que mais incomoda considerável parcela dos políticos é que eles não conseguem dominar a governadora. Mesmo raciocínio vale para o presidente Lula, uma vez que não é possível que tanta gente com as benesses e cargos no governo, ainda votam contra a democracia, os interesses coletivos da população, a soberania, o meio ambiente, dentre outros. Ao que me parece o Jorge Messias não é militante  político, apenas um profissional sério, capacitado, de boa índole, defensor do Estado de Direito e da Democracia. Lamentavelmente, para os contra, ter qualidade é "pecado". Donde se conclui que o Brasil perdeu a grande  oportunidade de ter um profissional qualificado  na mais alta Corte Jurídica deste país. Ok, Moçada! 

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