Jornalista aponta atuação de representante ligado à StandWithUs e critica projeto de lei sobre antissemitismo na Câmara
Bruno Bimbi e Breno Altman (Foto:
Reprodução/X/@bbimbi | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
247 - O jornalista Breno
Altman criticou o que chamou de "cooptação de parlamentares"
brasileiros por um “agente sionista”, ao comentar a atuação de representantes
ligados à organização StandWithUs e o avanço do Projeto de Lei 1424/26 na
Câmara dos Deputados, que trata da definição de antissemitismo e tem gerado
controvérsias políticas.
As declarações foram feitas em
postagens publicadas por Altman nesta quarta-feira (1º), nas quais ele
direciona críticas ao jornalista e ativista Bruno Bimbi e ao diretor da StandWithUs
Brasil, André Lajst, associando suas atuações à articulação política em torno
do projeto apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Segundo Altman, “os ataques sórdidos
de Bruno Bimbi a Thiago Ávila revelam o caráter desse agente sionista”. O
jornalista também afirma que Bimbi estaria “a serviço do Estado genocida de
Israel” e que sua atuação envolveria a tentativa de influenciar parlamentares
brasileiros.
Nas publicações, Altman sustenta que o papel atribuído a Bimbi seria o de “cooptar parlamentares, como os signatários do PL 1424/26”, acrescentando que parlamentares de esquerda só teriam retirado suas assinaturas após pressão política. Ele também se refere a André Lajst como responsável pela condução dessas articulações.
Bruno Bimbi é jornalista, escritor,
ativista LGBT e gerente de estratégia e política da StandWithUs Brasil. A
organização afirma ser dedicada a ensinar sobre Israel e combater o extremismo
e o antissemitismo.
O Projeto de Lei 1424/26, citado nas
críticas, propõe a adoção da definição de antissemitismo da Aliança
Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). A proposta estabelece
parâmetros para políticas públicas, mas tem gerado debate por possíveis
implicações na delimitação entre críticas ao Estado de Israel e manifestações
consideradas discriminatórias.
O texto do projeto indica que
manifestações antissemitas podem ter como alvo o Estado de Israel, “encarado
como uma coletividade judaica”, ao mesmo tempo em que ressalva que críticas
semelhantes às dirigidas a outros países não devem ser classificadas como
antissemitismo. Ainda assim, críticos apontam risco de equiparação entre
antissionismo e discurso de ódio.
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) declarou
apoio à proposta, que segue em tramitação e permanece no centro de disputas
políticas e ideológicas no Congresso Nacional.

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