Pesquisa mostra que índice entre meninas é mais que o dobro do registrado entre meninos no Brasil
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| IBGE: 18,5% dos adolescentes dizem que a 'vida não vale a pena' (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil) |
247 - A saúde mental de
adolescentes brasileiros acende um sinal de alerta, com uma parcela
significativa relatando perda de sentido na vida. Dados da Pesquisa Nacional de
Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 indicam que 18,5% dos jovens entre 13 e 17 anos
afirmaram que a vida “não vale a pena ser vivida” na “maioria das vezes” ou
“sempre” nos 30 dias anteriores ao levantamento.
O estudo evidencia uma forte
desigualdade entre os sexos. Enquanto 25% das meninas relataram esse
sentimento, o percentual entre os meninos foi de 12%, ou seja, menos da metade.
A pesquisa também investigou outros aspectos emocionais e comportamentais,
reforçando o cenário de maior vulnerabilidade entre as adolescentes.
Tristeza e pensamentos de autolesão
A sensação frequente de tristeza foi
relatada por 28,9% dos estudantes. Entre as meninas, o índice chega a 41%,
contrastando com 16,7% entre os meninos. A diferença expressiva também aparece
na avaliação sobre irritação e instabilidade emocional.
Ao todo, 42,9% dos adolescentes
disseram se sentir “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa”.
Entre as meninas, o percentual sobe para 58,1%, mais que o dobro dos 27,6%
registrados entre os meninos.
Outro dado que chama atenção é a
vontade de se machucar intencionalmente. Segundo a pesquisa, 32% dos jovens
relataram ter tido esse pensamento nos 12 meses anteriores ao levantamento.
Entre as meninas, o índice atinge 43,4%, enquanto entre os meninos é de 20,5%.
Avanços não eliminam o problema
Apesar do cenário preocupante, a
pesquisadora e psicóloga Danielle Monteiro observa que houve melhora em alguns
indicadores em relação à edição de 2019. “Chama a atenção que, apesar de a
pesquisa realizada em 2024 estar localizada temporalmente em um mundo
pós-pandêmico da COVID-19, quatro dos seis indicadores já existentes na edição
da PeNSE em 2019 apresentaram queda em seus resultados gerais”, afirmou.
Ainda assim, a especialista ressalta que os níveis continuam elevados. “Os indicadores pesquisados ainda apresentaram resultados negativos superiores a muitos encontrados na literatura em questões avaliativas de sentimentos de ansiedade e de depressão”, alertou.
Insatisfação com a imagem corporal
A pesquisa também aponta queda contínua
na satisfação com a própria aparência entre adolescentes. Em 2024, 58% dos
estudantes disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o próprio corpo,
número inferior aos 66,5% registrados em 2019 e aos 70,2% de 2015.
Por outro lado, 27,2% declararam
estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos, enquanto 14% relataram indiferença
em relação à própria imagem. Entre as meninas, a insatisfação alcança 36,1%,
quase o dobro dos 18,2% observados entre os meninos.
Diante desse quadro, Danielle Monteiro defende
ações específicas voltadas à saúde mental juvenil. “Toda essa análise aponta
que o Brasil precisa investir na saúde mental dos adolescentes, em especial, na
saúde das meninas; a criação de políticas públicas que contemplem essas
diferenças entre os sexos é importante e urgente para que as mulheres do País
possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a
economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”, concluiu.
EM TEMPO - Aspectos a analisar: 1 - Apesar dessa constatação não ser animadora, o Brasil é o 7º país mais feliz do mundo; 2 - O capitalismo incentiva as pessoas a não serem solidárias: 3 - Questões sociais e econômicas; 4 - Lares desfeitos em demasia; 5 - Estupro de meninas e de meninos; 6 - Violência doméstica e externa; 7 - Alto grau de competitividade; 8 - Doenças e clima; 9 - Excesso de acesso a internet; 10 - As guerras diante da incapacidade da população de impedi-las; 11 - Pouca leitura leva a população a absorver facilmente a ideologia das classes dominantes; 12 - Má escolha tanto quanto aos amores, quanto aos políticos; 13 - As drogas, dentre outros. Na realidade a ruindade impera no mundo. É uma epidemia. A construção de uma nova sociedade solidária, igualitária e socialista, constitui-se num imperativo para a humanidade. Ok, Moçada!

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