quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Advogado de Lula rebate Mourão sobre caso do jatinho: ‘Vá estudar!’

Hamilton Mourão (Foto: Reprodução)

Lula utilizou o jatinho de um empresário para viajar ao Egito, onde participa da COP-27

16 de novembro de 2022




Carta Capital - Um dos advogados do presidente eleito, Lula (PT) rebateu a crítica do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), ao fato do petista ter ido ao Egito para a COP-27 com o jatinho do empresário e amigo, Seripieri Filho.

“O Lula viaja para o exterior no jatinho de um empresário. A crítica silencia. A ‘futura administração’ já compromete os princípios da impessoalidade e da moralidade”, escreveu Mourão.

“General, vice-presidente da República, eleito senador pelo Rio Grande do Sul e tão ignorante em matéria de Direito Público? Velho ainda aprende? Vá estudar General Mourão. Os princípios que você maltrata são para função e cargo público. Você está dizendo que Lula já é presidente?”, respondeu o advogado Luiz Carlos Rocha.

EM TEMPO: Mourão, já que estás definitivamente na política e de pijama da caserna, prepare-se para ser criticado com a mesma intensidade que fazes suas críticas ao presidente, eleito, Lula. O futuro presidente Lula ainda não assumiu, portanto não é funcionário público. Logo, anda de carona com seus amigos, os quais são muitos. Outra, nas Eleições de 2018, andaste de carona em jatinho de empresário e ao que se sabe não registrasse na Prestação de Contas, configurando crime eleitoral. Mourão, calado és um poeta. 

Morre Ivo Amaral, ex-prefeito de Garanhuns

 

17/11/2022

Texto extraído do Blog Magno Martins

- Edição de Ítala Alves

 

 

 

 

Faleceu, na madrugada de hoje, no Recife, o ex-prefeito de Garanhuns Ivo Tinô do Amaral, aos 88 anos, em decorrência de insuficiência respiratória. 

Ivo Amaral nasceu no sítio Salobro, em Lajedo, e ainda jovem mudou-se para estudar em Garanhuns. Naquele município, construiu sua carreira política. Foi duas vezes prefeito e duas vezes deputado estadual, sendo constituinte estadual, também atuou como vereador e vice prefeito. 

Suas gestões foram marcadas por grandes obras, como a implantação de revestimento asfáltico, calçamentos e esgotamento sanitário de inúmeras ruas e avenidas e arborização, iluminação e embelezamento da cidade, tendo sido construído o símbolo da cidade, o relógio de flores, em sua primeira gestão como prefeito (1976 e 1982) e, em seu segundo mandato, (1988 a 1992) foi criado o maior festival multicultural do estado, o festival de inverno de Garanhuns, que realizou sua 30ª edição esse ano. 

Ivo recebeu inúmeras comendas, títulos de cidadão pelo agreste meridional e o reconhecimento de diversas instituições, além das medalhas do Pacificador e Ordem do mérito militar, outorgadas pelo Presidente da República. Era considerado a memória viva do município e ainda participava ativamente dos movimentos políticos de Garanhuns, sendo admirado e respeitado por pessoas de todas as matizes políticas do estado. Ele morava em Garanhuns e era sócio da primeira rádio FM do interior, a Rádio 7 Colinas. Ivo deixa esposa, 8 filhos, 13 netos e 3 bisnetos.

O velório será em Garanhuns, na tarde de hoje, na Câmara Municipal. O sepultamento acontece amanhã, às 11 horas.

EM TEMPO: Em primeiro lugar quero externar meus sentimentos aos familiares do ex-prefeito e ex-dep. estadual Ivo Amaral. Quero também informar que quando fizemos um documentário sobre o FIG, Ivo Amaral nos atendeu com muita presteza, apesar das divergências políticas. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Lula na COP-27: leia a íntegra do discurso do presidente eleito

 


ESTADÃO - Redação 

Lula discursou por quase 30 minutos na COP-27. Foto: Nariman El-Mofty/AP© Fornecido por Estadão

 

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta quarta-feira, 16, na Cúpula do Clima (COP-27), em Sharm el-Sheik, no Egito. Entre outros pontos, ele afirmou que o “Brasil está de volta” ao debate climático global e falou no desafio de enfrentar o aquecimento global. O pronunciamento foi feito na área da Organização das Nações (ONU) e durou quase 30 minutos.

“Não haverá futuro enquanto estivermos cavando um poço sem fundo entre ricos e pobres”, disse Lula, que lembrou do compromisso firmado pelos países ricos em 2009, de oferecer, a partir de 2020, US$ 100 bilhões anuais para que as nações mais pobres enfrentassem os efeitos da crise climática. “Esse compromisso nem foi nem está sendo cumprido”, criticou Lula.

Leia a íntegra do discurso de Lula na COP-27

“Em primeiro lugar, quero agradecer a oportunidade de estar aqui no Egito, berço da civilização, que desempenhou um papel extraordinário na história da humanidade. Quero também agradecer o convite para participar da vigésima sétima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Sinto-me especialmente honrado, porque sei que este convite não foi dirigido a mim, mas ao meu país.

Este convite, feito a um presidente recém-eleito antes mesmo de sua posse, é o reconhecimento de que o mundo tem pressa de ver o Brasil participando novamente das discussões sobre o futuro do planeta e de todos os seres que nele habitam. O planeta que a todo momento nos alerta de que precisamos uns dos outros para sobreviver. Que sozinhos estamos vulneráveis à tragédia climática.

No entanto, ignoramos esses alertas. Gastamos trilhões de dólares em guerras que só trazem destruição e mortes, enquanto 900 milhões de pessoas em todo o mundo não têm o que comer. Vivemos um momento de crises múltiplas – crescentes tensões geopolíticas, a volta do risco da guerra nuclear, crise de abastecimento de alimentos e energia, erosão da biodiversidade, aumento intolerável das desigualdades.

São tempos difíceis. Mas foi nos tempos difíceis e de crise que a humanidade sempre encontrou forças para enfrentar e superar desafios. Precisamos de mais confiança e determinação. Precisamos de mais liderança para reverter a escalada do aquecimento.

Os acordos já finalizados têm que sair do papel.

Para isso, é preciso tornar disponíveis recursos para que os países em desenvolvimento, em especial os mais pobres, possam enfrentar as consequências de um problema criado em grande medida pelos países mais ricos, mas que atinge de maneira desproporcional os mais vulneráveis.

Senhores e senhoras,

Estou hoje aqui para dizer que o Brasil está pronto para se juntar novamente aos esforços para a construção de um planeta mais saudável. De um mundo mais justo, capaz de acolher com dignidade a totalidade de seus habitantes – e não apenas uma minoria privilegiada. O Brasil acaba de passar por uma das eleições mais decisivas da sua história. Uma eleição observada com atenção inédita pelos demais países.

Primeiro, porque ela poderia ajudar a conter o avanço da extrema-direita autoritária e antidemocrática e do negacionismo climático no mundo. E também porque do resultado da eleição no Brasil dependia não apenas a paz e o bem estar do povo brasileiro, mas também a sobrevivência da Amazônia e, portanto, do nosso planeta.

Ao final de uma disputa acirrada, o povo brasileiro fez a sua escolha, e a democracia venceu. Com isso, voltam a vigorar os valores civilizatórios, o respeito aos direitos humanos e o compromisso de enfrentar com determinação a mudança climática. O Brasil já mostrou ao mundo o caminho para derrotar o desmatamento e o aquecimento global. Entre 2004 e 2012, reduzimos a taxa de devastação da Amazônia em 83%, enquanto o PIB agropecuário cresceu 75%.

Infelizmente, desde 2019, o Brasil enfrenta um governo desastroso em todos os sentidos – no combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação do meio ambiente.

Não por acaso, a frase que mais tenho ouvido dos líderes de diferentes países é a seguinte:

“O mundo sente saudade do Brasil.”

Quero dizer que o Brasil está de volta.

Está de volta para reatar os laços com o mundo e ajudar novamente a combater a fome no mundo. Para cooperar outra vez com os países mais pobres, sobretudo da África, com investimentos e transferência de tecnologia. Para estreitar novamente relações com nossos irmãos latino-americanos e caribenhos, e construir junto com eles um futuro melhor para nossos povos.

Para lutar por um comércio justo entre as nações, e pela paz entre os povos.

Voltamos para ajudar a construir uma ordem mundial pacífica, assentada no diálogo, no multilateralismo e na multipolaridade. Voltamos para propor uma nova governança global. O mundo de hoje não é o mesmo de 1945. É preciso incluir mais países no Conselho de Segurança da ONU e acabar com o privilégio do veto, hoje restrito a alguns poucos, para a efetiva promoção do equilíbrio e da paz.

No pronunciamento que fiz ao fim da eleição no Brasil, em 30 de outubro, ressaltei a importância de unir o país, que foi dividido ao meio pela propagação em massa de fake news e discursos de ódio. Naquela ocasião, eu disse que não existem dois Brasis. Quero dizer agora que não existem dois planetas Terra. Somos uma única espécie, chamada Humanidade, e não haverá futuro enquanto continuarmos cavando um poço sem fundo de desigualdades entre ricos e pobres.

Precisamos de mais empatia uns com os outros. Precisamos construir confiança entre nossos povos. Precisamos nos superar e ir além dos nossos interesses nacionais imediatos, para que sejamos capazes de tecer coletivamente uma nova ordem internacional, que reflita as necessidades do presente e nossas aspirações de futuro. Estou aqui hoje para reafirmar o inabalável compromisso do Brasil com a construção de um mundo mais justo e solidário.

Senhoras e senhores,

A Organização Mundial da Saúde alerta que a crise climática compromete vidas e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo projeções da Organização, entre 2030 e 2050 o aquecimento global poderá causar aproximadamente 250 mil mortes adicionais ao ano – por desnutrição, malária, diarreia e estresse provocado pelo calor excessivo. O impacto econômico de todo esse processo, apenas no que se refere aos custos de danos diretos à saúde, é estimado pela OMS entre 2 a 4 bilhões de dólares por ano até 2030.

Ninguém está a salvo.

Os Estados Unidos convivem com tornados e tempestades tropicais cada vez mais frequentes e com potencial destrutivo sem precedentes.

Países insulares estão simplesmente ameaçados de desaparecer.

No Brasil, que é uma potência florestal e hídrica, vivemos em 2021 a maior seca em 90 anos, e fomos assolados por enchentes de grandes proporções que impactaram milhões de pessoas. A Europa enfrenta uma série de fenômenos meteorológicos e climáticos extremos em várias partes do continente – de incêndios devastadores a inundações que causam um número inédito de mortes. Apesar de ser o continente com a menor taxa de emissão de gases do efeito estufa do planeta, a África também vem sofrendo eventos climáticos extremos.

Enchentes e secas no Chade, Nigéria, Madagascar e parte da Somália.

Elevação do nível dos mares, que num futuro próximo será catastrófica para as dezenas de milhões de egípcios que vivem no Delta do rio Nilo. Repito: ninguém está a salvo. A emergência climática afeta a todos, embora seus efeitos recaiam com maior intensidade sobre os mais vulneráveis.

A desigualdade entre ricos e pobres manifesta-se até mesmo nos esforços para a redução das mudanças climáticas. O 1 por cento mais rico da população do planeta vai ultrapassar em 30 vezes o limite das emissões de gás carbônico necessário para evitar que o aumento da temperatura global ultrapasse a meta de 1,5 grau centígrado até 2030.

Este 1 por cento mais rico está a caminho de emitir 70 toneladas de gás carbônico per capita por ano. Enquanto isso, os 50 por cento mais pobres do mundo emitirão, em média, apenas uma tonelada per capita, segundo estudo produzido pela ONG Oxfam e apresentado na COP 26. Por isso, a luta contra o aquecimento global é indissociável da luta contra a pobreza e por um mundo menos desigual e mais justo.

Senhores e senhoras,

Não há segurança climática para o mundo sem uma Amazônia protegida. Não mediremos esforços para zerar o desmatamento e a degradação de nossos biomas até 2030, da mesma forma que mais de 130 países se comprometeram ao assinar a Declaração de Líderes de Glasgow sobre Florestas. Por esse motivo, quero aproveitar esta Conferência para anunciar que o combate à mudança climática terá o mais alto perfil na estrutura do meu governo.

Vamos priorizar a luta contra o desmatamento em todos os nossos biomas. Nos três primeiros anos do atual governo, o desmatamento na Amazônia teve aumento de 73 por cento. Somente em 2021, foram desmatados 13 mil quilômetros quadrados.

Essa devastação ficará no passado.

Os crimes ambientais, que cresceram de forma assustadora durante o governo que está chegando ao fim, serão agora combatidos sem trégua. Vamos fortalecer os órgão de fiscalização e os sistemas de monitoramento, que foram desmantelados nos últimos quatro anos. Vamos punir com todo o rigor os responsáveis por qualquer atividade ilegal, seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Esses crimes afetam sobretudo os povos indígenas.

Por isso, vamos criar o Ministério dos Povos Originários, para que os próprios indígenas apresentem ao governo propostas de políticas que garantam a eles sobrevivência digna, segurança, paz e sustentabilidade. Os povos originários e aqueles que residem na região Amazônica devem ser os protagonistas da sua preservação. Os 28 milhões de brasileiros que moram na Amazônia têm que ser os primeiros parceiros, agentes e beneficiários de um modelo de desenvolvimento local sustentável, não de um modelo que ao destruir a floresta gera pouca e efêmera riqueza para poucos, e prejuízo ambiental para muitos.

Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem provocar mais mudança climática. Faremos isso explorando com responsabilidade a extraordinária biodiversidade da Amazônia, para a produção de medicamentos e cosméticos, entre outros. Vamos provar que é possível promover crescimento econômico e inclusão social tendo a natureza como aliada estratégica, e não mais como inimiga a ser abatida a golpes de tratores e motosserras.

Tenho o prazer de informar que logo após nossa vitória na eleição de 30 de outubro, Alemanha e Noruega anunciaram a intenção de reativar o Fundo Amazônia, para financiar medidas de proteção ambiental na maior floresta tropical do mundo. O Fundo dispõe hoje de mais de 500 milhões de dólares, que estão congelados desde 2019, devido à falta de compromisso do governo atual com a proteção da Amazônia. Estamos abertos à cooperação internacional para preservar nossos biomas, seja em forma de investimento ou pesquisa científica.

Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Conjugar desenvolvimento e meio ambiente também é investir nas oportunidades criadas pela transição energética, com investimentos em energia eólica, solar, hidrogênio verde e bicombustíveis. São áreas nas quais o Brasil tem um potencial imenso, em particular no Nordeste brasileiro, que apenas começou a ser explorado.

Cuidar das questões ambientais também é melhorar a qualidade de vida e as oportunidades nos centros urbanos. Fornecer alternativas de meios de transporte com menor impacto ambiental. Gerar empregos em indústrias menos poluentes na cadeia industrial da reciclagem, que melhora o aproveitamento das matérias primas, e no saneamento básico, que protege a nossa saúde e nossos rios cuidando da água, elemento indispensável para a vida.

A produção agrícola sem equilíbrio ambiental deve ser considerada uma ação do passado. A meta que vamos perseguir é a da produção com equilíbrio, sequestrando carbono, protegendo a nossa imensa biodiversidade, buscando a regeneração do solo em todos os nossos biomas, e o aumento de renda para os agricultores e pecuaristas.

Estou certo de que o agronegócio brasileiro será um aliado estratégico do nosso governo na busca por uma agricultura regenerativa e sustentável, com investimento em ciência, tecnologia e educação no campo, valorizando os conhecimentos dos povos originários e comunidades locais. No Brasil há vários exemplos exitosos de agroflorestas.

Temos 30 milhões de hectares de terras degradadas. Temos conhecimento tecnológico para torná-las agricultáveis. Não precisamos desmatar sequer um metro de floresta para continuarmos a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

Este é um desafio que se impõe a nós brasileiros e aos demais países produtores de alimentos. Por isso estamos propondo uma Aliança Mundial pela Segurança Alimentar, pelo fim da fome e pela redução das desigualdades, com total responsabilidade climática.

Quero aproveitar a ocasião para garantir que o acordo de cooperação entre Brasil, Indonésia e Congo será fortalecido pelo meu governo. Juntos, nossos três países detêm 52 por cento das florestas tropicais primárias remanescentes no planeta.

Juntos, trabalharemos contra a destruição de nossas florestas, buscando mecanismos de financiamento sustentável, para deter o avanço do aquecimento global. Quero também propor duas importantes iniciativas, a serem apresentadas formalmente pelo meu governo, que se iniciará no dia primeiro de janeiro de 2023.

A primeira iniciativa é a realização da Cúpula dos Países Membros do Tratado de Cooperação Amazônica.

Para que Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela possam, pela primeira vez, discutir de forma soberana a promoção do desenvolvimento integrado da região, com inclusão social e responsabilidade climática. A segunda iniciativa é oferecer o Brasil para sediar a COP 30, em 2025. Seremos cada vez mais afirmativos diante do desafio de enfrentar a mudança do clima, alinhados com os compromissos acordados em Paris e orientados pela busca da descarbonização da economia global. Enfatizo ainda que em 2024 o Brasil vai presidir o G20. Estejam certos de que a agenda climática será uma das nossas prioridades.

Senhoras e senhores,

“Em 2009, os países presentes à COP 15 em Copenhague comprometeram-se em mobilizar 100 bilhões de dólares por ano, a partir de 2020, para ajudar os países menos desenvolvidos a enfrentarem a mudança climática.

Este compromisso não foi e não está sendo cumprido.

Isso nos leva a reforçar, ainda mais, a necessidade de avançarmos em outro tema desta COP 27: precisamos com urgência de mecanismos financeiros para remediar perdas e danos causados em função da mudança do clima. Não podemos mais adiar esse debate. Precisamos lidar com a realidade de países que têm a própria integridade física de seus territórios ameaçada, e as condições de sobrevivência de seus habitantes seriamente comprometidas.

É tempo de agir. Não temos tempo a perder. Não podemos mais conviver com essa corrida rumo ao abismo. Se pudermos resumir em uma única palavra a contribuição do Brasil neste momento, que essa palavra seja aquela que sustentou o povo brasileiro nos tempos mais difíceis: Esperança.

A esperança combinada com uma ação imediata e decisiva, pelo futuro do planeta e da humanidade.

Muito obrigado a todos”

Assista os vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=GmggJVJVJuM&t=73s Discurso de Lula

https://www.youtube.com/watch?v=sS2-KY_zws4  Carta dos governadores da Amazônia Legal

https://www.youtube.com/watch?v=KAmVQyJSXtQ   Canal UOL,  Jornalistas comentam o discurso de Lula. 

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Distribuição de dividendos da Petrobras é insustentável, diz representante de engenheiros da estatal

 

15 de novembro de 2022


No fim do ano passado, a Petrobras passou a permitir a antecipação de dividendos, ainda sob gestão do general Joaquim Silva e Luna


Logo da Petrobras, em São Paulo 20/02/2018 (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Sputnik - A Petrobras aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 43,7 bilhões. A quantia chamou atenção, indicando que a estatal, sob a sua atual gestão, teria chegado ao auge. Para representante dos engenheiros da empresa, entretanto, os dividendos bilionários seriam consequência de duros golpes.  O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a distribuição de dividendos antecipados a acionistas, referentes aos resultados do terceiro trimestre deste ano. O valor, de R$ 43,7 bilhões, será pago em duas parcelas: uma em dezembro e a outra em janeiro de 2023.

 Ao divulgar os números, a empresa disse que "a aprovação do dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazos e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural".Descrição: . 

A questão, entretanto, como aponta Felipe Campos Cauby Coutinho, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), é um pouco mais delicada. Segundo ele, o alto valor pago aos acionistas da empresa só foi possível em razão de uma série de fatores, como a redução dos investimentos, as privatizações e os altos preços do petróleo, atrelados ao dólar.

 De acordo com Felipe Coutinho, "as distribuições de dividendos promovidas pela direção da Petrobras em 2021 e 2022 são insustentáveis". Ele aponta que elas foram possíveis graças à "redução dos investimentos, níveis insuficientes para manter reservas e a produção de petróleo; e vendas de ativos rentáveis e estratégicos, além dos preços do petróleo conjunturalmente altos".  A campanha de transição do governo Lula vai tentar impedir o pagamento desses dividendos aos acionais, já que se trata de uma antecipação de recursos da companhia com base nos resultados futuros da estatal. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) também já haviam dito que recorreriam à Justiça.

Questionado se o valor pago aos acionistas pode ser barrado pela Justiça ou pela ação política da equipe de transição, o especialista apontou que nada "impede que mudanças sejam implementadas com a alteração da direção do país e da Petrobras, a partir de 1º de janeiro de 2023".  Embora possível, ele considera "improvável, à luz das decisões históricas da Justiça em relação à leniente defesa do patrimônio público, em geral, e da Petrobras, em particular", qualquer decisão que possa barrar a atual política de dividendos da empresa.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Lula "é esperado como estrela" na COP 27, segundo jornal francês; Bolsonaro nunca foi ao evento

(Foto: REUTERS)


Presidente eleito fará pronunciamento em área da ONU destinada a negociações

14 de novembro de 2022

 

Brasil de Fato - O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá agenda de chefe de Executivo durante sua participação na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 27) no Egito, nesta semana. O jornal francês Les Echos afirmou que o petista "é esperado como estrela no Egito", em matéria publicada nesta segunda-feira (14). Lula tem encontros confirmados com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente do país anfitrião, o general Abdel Fattah El-Sisi, e com lideranças de outros países interessados em auxiliar no combate ao desmatamento.

 Na quarta-feira (16), Lula participa do evento "Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática", na qual tamvém estão presentes os governadores Waldez Góes (PDT-AP), Gladson Cameli (PP-AC), Mauro Mendes (União Brasil-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO) e Coronel Marcos Rocha (União Brasil-RO).Descrição: . 

O grupo de governadores deve entregar um planejamento com ações de controle do desmatamento, como parte de um movimento para conseguir financiamento e realinhamento internacional após a derrota de Jair Bolsonaro (PL). Helder Barbalho foi o responsável pelo convite feito a Lula para participar da COP.

No mesmo dia, Lula fará um pronunciamento na Zona AzuL, que é uma área administrada pela Organização das Nações Unidas (ONU), onde ocorrem negociações entre lideranças dos países. No local, todos os participantes devem ser credenciados pelo Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. "Este ano, serão 156 pavilhões dentro da Zona Azul, o dobro do que em Glasgow [que sediou a COP de 2021]. Muitas agências da ONU, países e regiões estarão representados, e também haverá pela primeira vez um pavilhão da Juventude e um Pavilhão Agroalimentar", divulgou o escritório da ONU no Brasil em seu site.

No dia seguinte, Lula tem um encontro com representantes da sociedade civil brasileira, no Brazil Climate Action Hub – trata-se de um espaço criado em 2019, durante a COP25, realizada em Madri, na Espanha, com o objetivo de dar visibilidade à ação climática brasileira. Mais tarde, ainda no mesmo dia, o presidente eleito tem um encontro com o Fórum Internacional dos Povos Indígenas para Mudanças do Clima.

Presença de Lula contrasta com ausência de Bolsonaro 

domingo, 13 de novembro de 2022

Derrotar o golpismo e o neoliberalismo!





Nota Política do Partido Comunista Brasileiro – PCB


MOBILIZAR OS(AS) TRABALHADORES(AS) E A JUVENTUDE PARA DERROTAR O GOLPISMO, O NEOLIBERALISMO E CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA PARA O PAÍS!

O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro, reunido no dia 6/11/2022, reafirma a importância da vitória eleitoral da candidatura Lula no 2º turno das eleições presidenciais. Trata-se de uma séria derrota imposta à extrema direita no Brasil, com desdobramentos importantes internos e externos. Internamente, a derrota da extrema-direita nas eleições presidenciais viabiliza a permanência das liberdades democráticas e abre melhores condições e espaços para a luta da classe trabalhadora na resistência a possíveis ataques e pela conquista por mais direitos, bem como na busca por um novo rumo para o país; na política externa, consolida a tendência da América Latina em optar por governos de centro-esquerda ou governos democráticos e populares em oposição aos governos de direita e extrema direita.

Entretanto, é importante frisar que a derrota eleitoral da extrema direita no Brasil nas eleições presidenciais não põe fim ao ciclo de ataques ultraliberais que vêm sendo promovidos contra a classe trabalhadora, tendo em vista que os grupos que se articularam em torno da candidatura Bolsonaro conseguiram eleger governadores em Estados importantes da federação, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de terem elegido uma expressiva bancada de deputados federais com um perfil ainda mais reacionário.

Essa vitória eleitoral nas eleições presidenciais torna-se ainda mais importante e significativa ao constatarmos o tamanho do uso escancarado da máquina pública em favor do candidato neofascista da situação. Nas democracias burguesas, é padrão corrente o uso eleitoral da máquina do Estado em favor das candidaturas situacionistas; entretanto, desta vez Bolsonaro ultrapassou todos os limites da manipulação eleitoral, inclusive descumprindo a própria legislação com a cumplicidade inerte das instituições que teoricamente deveriam impedi-lo (Congresso e Judiciário). 

O país assistiu horrorizado à ilegal liberação de benefícios assistenciais às vésperas do pleito, à escancarada compra de votos e à escandalosa utilização da Polícia Rodoviária Federal como força intimidadora do voto dos trabalhadores mais pobres, especialmente no Nordeste.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Por que a gasolina aumentou tanto, os dividendos foram à estrastofera e o futuro da Petrobras está comprometido

(Foto: Agência Brasil)

Vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras explica que empresa não está sendo administrada como negócio privado nem estatal. Está sendo entregue



 

Por Joaquim de Carvalho (*)

O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Campos Cauby Coutinho, diz que a atual política de paridade de preços de importação (PPI) do petróleo compromete o futuro da empresa. Felipe dedica boa parte de seu tempo na defesa da empresa brasileira. Ele trabalha na Petrobras e não é remunerado pela atividade na Aepet, entidade que surgiu em 1961, oito anos depois da criação da empresa.

O objetivo da Aepet é defender o monopólio estatal do petróleo, da Petrobras - como sua única executora - e do seu corpo técnico. Faz parte da estratégia da Aepet mobilizar e unir as organizações que buscam a soberania plena e a independência econômica brasileira dentro de um regime democrático e com justiça social. Este era o objetivo quando a Petrobras foi criada, no governo de Getúlio Vargas.

No governo de Fernando Henrique Cardoso, a Constituição do Brasil foi modificada e a Petrobras perdeu o monopólio da pesquisa, lavra, refino e transporte do petróleo e gás natural. Desde então, grupos privados ampliam sua participação nesse mercado bilionário, de importância estratégica. Mas nunca o avanço dos grupos privados sobre a riqueza do petróleo foi tão grande quanto depois do impeachment (na verdade, golpe) de Dilma Rousseff.

No governo de Jair Bolsonaro, a privatização aumentou e a política de preços de paridade de importação, adotada no governo de Michel Temer, foi mantida. Esta é a razão de preços elevados de combustíveis e gás para os brasileiros e a gigantesca distribuição dos lucros da Petrobras para acionistas privados, muitos instalados fora do Brasil. 

Felipe Coutinho deu entrevista ao Brasil 247. Leia os principais trechos e entenda por que a PPI é contrária aos interesses do país. A Aepet defende a retomada da campanha “O petróleo é nosso”. 

247 - O que o senhor acha da Paridade de Preços de Importação?

Morre Gal Costa, uma das maiores vozes da música brasileira, aos 77 anos

 


Redação Vida e Estilo

Folhapress

A cantora era uma das atrações do festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no último fim de semana, mas teve sua participação cancelada de última hora. (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)

Gal Costa, uma das maiores vozes da música popular brasileira, morreu na manhã desta quarta-feira (09.11.2022), aos 77 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da artista e até o momento, a causa da morte é desconhecida. A cantora era uma das atrações do festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no último fim de semana, mas teve sua participação cancelada de última hora.

De acordo com a equipe da própria Gal Costa, ela precisava se recuperar após a retirada de um nódulo na fossa nasal direita e ficaria fora dos palcos até o final de novembro, seguindo recomendações médicas. A cirurgia ocorreu em setembro, pouco após sua apresentação em outro festival de música em São Paulo, o Coala. De lá para cá, ela não havia voltado a se apresentar, mas já tinha datas de shows da turnê As Várias Pontas de uma Estrela marcadas para dezembro e janeiro.

Quem foi Gal Costa?

Nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos em Salvador, na Bahia, em 1945, Gal Costa sempre foi incentivada pela mãe a seguir carreira na música. Já o pai, morto em sua adolescência, foi uma figura ausente. No começo da vida adulta, ela trabalhou como balconista de uma loja de discos na capital baiana, a Roni Discos, uma das principais da cidade. No início dos anos 1960, foi apresentada a Caetano Veloso, encontro a partir do qual foi criado um vínculo pessoal a artístico que perduraria até sua morte.

Gal foi uma revolução das vozes e dos costumes na música brasileira desde seu surgimento na cena nacional, nessa mesma década. Aproximou-se ainda adolescente aos também baianos Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil, com quem integraria o grupo conhecido como Doces Bárbaros, responsável mais tarde por um disco definidor da década de 1970.

Tinha ainda pouco mais de 20 anos quando participou do álbum "Tropicália ou Panis et Circencis", pedra fundamental do movimento tropicalista. Logo depois, em 1971, fez um dos espetáculos de maior repercussão da história da MPB, "Fa-Tal", que viraria também um álbum cultuado.

Em 1977, o LP "Caras e bocas", que incluiu a canção "Tigresa", do cantor Caetano Veloso, marcou sua carreira pelas excelentes críticas. Em 1980, ganhou seu terceiro Disco de Ouro, com o LP "Aquarela do Brasil", no qual gravou somente músicas de Ary Barroso.

A partir da segunda metade dos anos 1990, Gal Costa passou a reler suas antigas gravações.

Apresentações marcantes:

Palco do Carnegie Hall, New York, New York, 24 de março de 2011

No Jazzfestival em Montreux, Canadá, em 1980 

Na Suíça, em 1996.

Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), várias vezes, inclusive neste ano.