Levantamentos internos da oposição indicam queda de até 6 pontos do senador após tarifaço de Trump, associado ao sucesso do Pix
02.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto
Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO. Foto: Ricardo Stuckert / PR
(Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)
247 – A campanha
presidenciais já possuem novas atualizações de trackings internos que indicam
uma forte queda de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Segundo
informações que circulam nos bastidores, o senador teria perdido entre 4 e 6
pontos após tentar justificar o tarifaço de 25% imposto pelo governo Donald
Trump contra produtos brasileiros, que tem como um dos motivos principais o uso
do Pix pelos brasileiros, que afeta bandeiras de cartões como Visa e
Mastercard.
De acordo com esses levantamentos internos da própria oposição, com margem de variação de ±1% em relação aos dados de ontem, a associação de Flávio Bolsonaro ao ataque comercial dos Estados Unidos contra o Brasil teria se consolidado de forma negativa. O apelido “TarifLávio” teria colado no senador, e aliados já avaliam que não há, neste momento, uma estratégia capaz de reverter o desgaste.
Tarifaço de Trump atinge Flávio Bolsonaro
A crise se agravou depois que Flávio
Bolsonaro tentou atribuir ao presidente Lula a responsabilidade pela tarifa de
25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A declaração
foi vista por setores políticos como uma tentativa de defender o presidente
Donald Trump, mesmo diante de uma medida que afeta empresas nacionais,
exportadores e empregos no Brasil.
A situação ficou ainda mais sensível
porque, entre as justificativas apresentadas pelo USTR, o Representante
Comercial dos Estados Unidos, aparece o papel do Banco Central do Brasil como
regulador e operador do Pix. O órgão estadunidense classificou essa função como
possível conflito de interesse, colocando o sistema de pagamentos brasileiro no
centro da ofensiva comercial dos Estados Unidos.
A leitura nos bastidores é que Flávio Bolsonaro passou a ser associado não apenas ao tarifaço de Trump, mas também a uma ameaça externa contra o Pix, uma das ferramentas financeiras mais populares do país. A combinação entre ataque comercial, prejuízo potencial às empresas brasileiras e risco ao Pix teria produzido forte reação negativa contra o senador.
“TarifLávio” cola e preocupa a oposição
Segundo os trackings internos, o
apelido “TarifLávio” ganhou tração e passou a sintetizar a percepção de que o
senador teria ficado ao lado de Trump em uma disputa contra interesses
brasileiros. A avaliação feita por integrantes da oposição é que a narrativa se
espalhou rapidamente e dificultou qualquer tentativa de reposicionamento.
O desgaste atinge um ponto sensível
da campanha: a imagem de Flávio Bolsonaro como pré-candidato presidencial. Ao
defender que “não são as empresas brasileiras que estão sendo tarifadas” e que
“quem está sendo tarifado é o presidente Lula”, o senador acabou abrindo espaço
para ataques de adversários, que passaram a acusá-lo de minimizar os efeitos
econômicos da medida dos Estados Unidos.
Flávio também afirmou que a tarifa seria resultado do que chamou de “sentimento anti-americano” de Lula. Para críticos, a fala reforçou a percepção de alinhamento automático com Trump, mesmo diante de uma decisão considerada hostil aos interesses do Brasil.
Lula cresce e pode vencer no primeiro turno
Enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta
queda nos trackings, Lula teria registrado crescimento entre 2 e 4 pontos,
segundo as mesmas informações de bastidores. Os novos números indicariam um
cenário de vitória do presidente já no primeiro turno, caso a tendência se
confirme nas próximas rodadas de pesquisas.
A melhora de Lula estaria ligada à
reação do governo brasileiro ao tarifaço e à defesa da soberania nacional
diante da pressão dos Estados Unidos. Nesta terça-feira, o presidente afirmou
que está “esperando um telefonema de Trump” para tratar diretamente do tema.
“Você me deve uma reunião e eu devo
uma pra você. Porque demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então, eu
to esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência
e na minha ausência”, afirmou Lula.
A fala reforçou a estratégia do Planalto de apresentar o presidente como líder disposto a negociar, mas sem aceitar imposições externas que prejudiquem o Brasil.
Pix vira centro da disputa política
O envolvimento do Pix nas
justificativas dos Estados Unidos adicionou um novo componente à crise. O
sistema, utilizado diariamente por milhões de brasileiros, tornou-se símbolo de
soberania tecnológica e inclusão financeira. A simples possibilidade de o Pix
ser questionado por autoridades estadunidenses provocou reação política
imediata.
Para aliados de Lula, Flávio
Bolsonaro acabou se colocando em uma posição politicamente vulnerável ao tentar
justificar a ofensiva de Trump. A avaliação é que qualquer ataque externo ao
Pix tende a ser interpretado pela população como uma ameaça direta ao cotidiano
econômico dos brasileiros.
Nos bastidores da oposição, o temor é que a crise
deixe de ser apenas uma disputa diplomática ou comercial e passe a ser
percebida como uma escolha entre defender o Brasil ou defender Trump. Nesse
cenário, o apelido “TarifLávio” funciona como síntese do problema enfrentado
pelo senador.

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