Thiago Ávila participava de missão humanitária com destino à Faixa de Gaza quando foi detido ilegalmente pelas forças israelenses
09 de maio de 2026
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| Thiago Ávila (Foto: Reprodução Youtube) |
Por Paulo Emilio
247 - O ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado neste sábado (9) pelas autoridades de Israel após permanecer detido desde o fim de abril, quando participava de uma flotilha humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza. Além de Ávila, também foi libertado o ativista espanhol Saif Abu Keshek. Os dois devem ser deportados nos próximos dias, segundo a ONG Adalah, entidade de direitos humanos que acompanha o caso. As informações são da CNN Brasil.
Prisão ocorreu após interceptação no mar
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram presos em 29 de abril, após forças israelenses interceptarem a embarcação que integrava a Flotilha Global Sumud. A missão havia partido da Espanha em 12 de abril com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino. Ficar
O Ministério das Relações Exteriores
de Israel afirmou que Abu Keshek era suspeito de ligação com organização
terrorista, enquanto Ávila teria participado de “atividade ilegal”. Ambos
negaram as acusações feitas pelas autoridades israelenses.
Segundo a ONG Adalah, os ativistas
foram informados de que deixariam a prisão neste sábado e permaneceriam sob
custódia das autoridades de imigração até a conclusão do processo de
deportação.
“O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias”, informou a organização em um comunicado.
Brasil e Espanha contestaram detenção
Os governos do Brasil e da Espanha
classificaram a detenção dos ativistas como ilegal. Apesar das manifestações
diplomáticas, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, decidiu manter
os dois presos até o dia 10 de maio.
As autoridades israelenses também alegaram suspeitas relacionadas a crimes como auxílio ao inimigo e contato com grupo terrorista.
Guerra em Gaza agravou crise humanitária
A Faixa de Gaza é administrada
majoritariamente pelo Hamas, grupo considerado terrorista por Israel e por
diversos países ocidentais. O conflito na região se intensificou após os
ataques promovidos pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que deram início à
guerra em Gaza.
Desde então, a ofensiva militar israelense provocou
destruição em larga escala no território palestino, deixando grande parte da
população desabrigada e dependente de ajuda humanitária. Organizações
internacionais afirmam que o envio de assistência ao enclave continua ocorrendo
de forma lenta e insuficiente.

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