Khawaja Asif criticou o “genocídio” cometido por forças israelenses no Líbano, além de criticar a continuidade das operações militares na região
09 de abril de 2026
Khawaja Muhammad Asif (Foto: Salahuddin/Reuters)
Por Leonardo Lucena
247 - O ministro
da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou que Israel “é uma maldição para a
humanidade” ao comentar os conflitos no Oriente Médio, em meio a negociações
entre Estados Unidos e Irã. A declaração ocorre em um cenário de escalada
militar e tentativas de cessar-fogo, conforme informações divulgadas nesta
quinta-feira (9) pela Al Jazeera. Forças israelenses lançaram 160 mísseis contra o
território libanês em um intervalo de 10 minutos, nessa quarta (8). O ataque
deixou mais de 300 mortos.
Khawaja Asif utilizou as redes
sociais para acusar Israel de cometer “genocídio” no Líbano, além de criticar a
continuidade das operações militares na região. As falas acontecem enquanto
líderes internacionais discutem caminhos para reduzir a tensão.
O ministro paquistanês fez duras
acusações contra o governo israelense. “Civis inocentes estão sendo mortos por
Israel, primeiro Gaza, depois Irã e agora Líbano, o derramamento de sangue
continua sem cessar”, afirmou.
As declarações ocorrem após o anúncio
de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. Um novo encontro
entre representantes dos dois países está previsto para esta sexta-feira (10),
quando devem discutir os próximos passos das negociações.
Em conjunto com Israel, o atual
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou ataques ao Irã a partir
de 28 de fevereiro, sob a alegação de que Teerã buscava desenvolver armas
nucleares. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA),
Rafael Grossi, afirmou que inspetores da ONU não encontraram evidências desse
tipo de programa nuclear no país.
Em resposta às ofensivas, forças
ligadas ao Irã atingiram alvos militares dos Estados Unidos e de Israel em
diversos países do Oriente Médio, incluindo Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait,
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi,
afirmou que o Irã não está em confronto com países do Golfo Pérsico, mas sim em
embate direto com os Estados Unidos. Segundo ele, Washington conta com ao menos
oito parceiros formais na região, entre eles Arábia Saudita, Bahrein, Emirados
Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Egito e Síria.
Do outro lado, o Irã mantém relações com aliados
como o Paquistão, o Hezbollah, grupo sediado no Líbano, e o Iêmen. O cenário
reforça a complexidade das alianças e amplia os riscos de escalada regional,
mesmo diante das tentativas de negociação em curso.
EM TEMPO: A rigor é o governo de Israel que se veste de maldito para a humanidade.

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