quinta-feira, 30 de julho de 2020

Atrás nas pesquisas, Trump propõe que eleições sejam adiadas

João de Mari

Yahoo Notícias, 30 de julho de 2020

 

"Não há contagem precisa!", escreveu Trump (Foto: Agência Brasil)

O presidente Donald Trump propôs, nesta quinta-feira (30), que as eleições dos Estados Unidos deste ano sejam adiadas. O anúncio acontece após resultados de pesquisas mostrarem que a taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos vem caindo desde o início da pandemia.

 “Com a votação universal por correio, 2020 será a eleição mais imprecisa e fraudulenta da história. Será um grande embaraço para os EUA. Adie a eleição até que as pessoas possam votar de maneira adequada, segura e protegida ???”, escreveu Trump em uma rede social. O presidente americano se referia a tentativa de parte dos Estados americanos de facilitar as regras para votação por correio, devido à crise do novo coronavírus no país, que registra o maior número de casos da doença e mortes em todo o mundo.

Uma pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post e a rede de TV ABC, divulgada neste mês, mostra que apenas 38% dos americanos aprovam a resposta do presidente à crise do coronavírus. Em maio, eram 46%. Em março, mais da metade aprovava. “A votação por correspondência já está se mostrando um desastre catastrófico. Os democratas falam de influência estrangeira na votação, mas sabem que a votação por correio é uma maneira fácil de os países estrangeiros participarem da corrida. Não há contagem precisa!”, afirmou Trump.

Segundo ele, a votação por correio dá margens para fraudes eleitorais. No entanto, não há indícios de que isso possa acontecer. O adiamento vem sendo cogitado desde março, quando a pandemia de coronavírus começou a atingir o país com força. Nem a epidemia de gripe espanhola de 1918, nem a guerra civil, nos anos 1860, levaram a uma mudança na data. Seria a primeira vez que isso aconteceria na história dos Estados Unidos.

Até a publicação dessa matéria, os Estados Unidos registravam mais de 4,5 milhões de casos da Covid-19 e mais de 150 mil mortes.

EM TEMPO: Argumento semelhante deve usar o Bolsonaro quando chegar ao fim o seu reinado. Afinal, "desculpa de amarelo é comer barro". Agora durmam com essa bronca.


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