segunda-feira, 2 de março de 2026

Infanticídio: sobe para 180 o número de crianças assassinadas por Trump e Netanyahu no Irã

Ataque atribuído à ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel atinge colégio feminino em Minab e hospital em Teerã, aprofundando crise regional

02 de março de 2026

Meninas assassinadas no Irã (Foto: Reprodução redes sociais)



 







Redação Brasil 247

247 – Subiu para cerca de 180 o número de crianças mortas no ataque contra a escola primária de meninas Shajareh Tayyebeh, em Minab, na província de Hormozgan, sul do Irã. A nova atualização foi divulgada por Hossein Kermanpour, chefe de relações públicas do Ministério da Saúde iraniano, após o bombardeio ocorrido no domingo, no contexto da ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel iniciada no sábado.

Segundo informações publicadas pela Al Jazeera, com base em fontes oficiais iranianas, Kermanpour afirmou que o ataque matou “cerca de 180 crianças”. Ele também declarou que o “mesmo tipo” de míssil foi utilizado horas antes contra o Hospital Gandhi, em Teerã, ampliando o alcance da ofensiva.

A nova estimativa supera os 148 mortos inicialmente confirmados por agências estatais iranianas, como a Mizan News Agency, ligada ao Poder Judiciário do país. As autoridades consolidam os números à medida que avançam os trabalhos de resgate.

Escola atingida diretamente

De acordo com a Mizan, a escola foi atingida de forma direta durante a operação militar. O colégio feminino, localizado em Minab, ficou completamente destruído. Equipes de emergência continuam atuando na remoção de escombros e no atendimento aos feridos.

A agência estatal IRNA informou anteriormente que ao menos 63 pessoas haviam ficado feridas. Com a atualização mais recente, as autoridades indicam que o número de vítimas pode continuar crescendo, diante da gravidade dos danos estruturais e da intensidade da explosão.

Imagens divulgadas por autoridades iranianas mostram o prédio escolar reduzido a destroços. O episódio já é apontado como um dos mais letais contra civis desde o início da nova escalada militar na região.

Hospital também foi alvo

Hossein Kermanpour acrescentou que o “mesmo tipo” de míssil empregado no ataque à escola foi usado contra o Hospital Gandhi, na capital iraniana, poucas horas antes. A informação amplia as acusações de que estruturas civis estariam sendo atingidas na ofensiva.

Até o momento, não há confirmação oficial do número de vítimas no ataque ao hospital. O governo iraniano sustenta que os bombardeios fazem parte de uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv.

Irã denuncia morte de “crianças inocentes”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, compartilhou imagens do local e afirmou que o ataque destruiu a escola e matou “crianças inocentes”. A declaração reforça a denúncia formal apresentada por Teerã contra os Estados Unidos e Israel.

O episódio aprofunda a crise regional iniciada com a ofensiva militar conjunta e intensifica a pressão internacional por investigações sobre possíveis violações do direito internacional humanitário. O bombardeio contra uma escola primária feminina e contra uma unidade hospitalar coloca no centro do debate o impacto da guerra sobre civis, especialmente crianças.

A consolidação dos números pelas autoridades iranianas ainda está em curso, e novas atualizações podem alterar o balanço final de vítimas.

EM TEMPO: Ainda bem que a coalizão EUA e Israel, não está se saindo bem como era esperado. Estão     levando "madeira" e o Irã resiste heroicamente. Israel matou milhares de pessoas inocentes e desarmadas em Gaza. Por outro lado o Irã tem armas capazes de dissuadir e alvejar os inimigos. Por isso que a coalizaão EUA e Israel tende ao fracasso. Lembrando que este comentário representa apoio ao povo iraniano e não ao regime de governo. Ok, Moçada!

domingo, 1 de março de 2026

Toda solidariedade ao povo do Irã!


 




 



Situação da escola feminina em Minab, no sudoeste do Irã, após o criminoso ataque sionista-estadunidense. @Iranembassybr

Nota Política do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Contra a agressão imperialista dos EUA e de Israel ao povo do Irã

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) condena de maneira veemente a nova agressão militar promovida pelos Estados Unidos e por Israel contra o povo do Irã. Mais uma vez assistimos à repetição do velho roteiro imperialista: ataques armados justificados por mentiras, manipulação midiática e falsas narrativas de “defesa” ou “segurança”, que escondem os verdadeiros interesses estratégicos e econômicos do imperialismo estadunidense.

A história recente demonstra que o imperialismo dos EUA, em associação com o Estado sionista de Israel, utiliza sistematicamente pretextos fabricados para intervir militarmente no Oriente Médio. O objetivo central dessas ofensivas não é outro senão tentar reverter o declínio da hegemonia imperialista na região, assegurar o controle geopolítico e garantir a apropriação das riquezas estratégicas, especialmente o petróleo e outras fontes energéticas fundamentais para a reprodução do capital monopolista internacional.

A atual agressão assume contornos ainda mais bárbaros diante das denúncias de que os bombardeios atingiram áreas civis, incluindo uma escola frequentada por crianças, resultando na morte de dezenas delas. Trata-se de um crime que fere frontalmente o direito internacional, as convenções humanitárias e os princípios mais elementares da convivência entre os povos. Esse tipo de ação não apenas evidencia o caráter brutal da ofensiva imperialista, como também representa um grave perigo de escalada militar em toda a região, ampliando os riscos de uma guerra de proporções ainda mais devastadoras.

O PCB denuncia o papel desempenhado pelo Estado de Israel como principal instrumento do imperialismo no Oriente Médio. O governo sionista atua como ponta de lança dos interesses estratégicos dos Estados Unidos na região, participando ativamente de agressões contra diferentes povos e Estados soberanos. Essa postura reforça a política expansionista, militarista e de opressão que há décadas se abate sobre o povo palestino e sobre outros povos da região.

O ataque ao Irã constitui mais uma violação da soberania nacional e do princípio da autodeterminação dos povos. Nenhum país tem o direito de impor, por meio da força militar, seus interesses políticos, econômicos ou estratégicos sobre outro. A normalização dessas agressões fortalece o sionismo e cria condições políticas e militares para aprofundar a limpeza étnica contra o povo palestino na Faixa de Gaza, ampliando o sofrimento e a destruição já impostos àquela população.

Diante desse quadro, o Partido Comunista Brasileiro reafirma sua posição histórica de combate ao imperialismo, ao sionismo e a toda forma de dominação colonial e neocolonial. Manifestamos nossa solidariedade ao povo iraniano e a todos os povos do Oriente Médio que resistem às agressões externas e à ingerência imperialista.

O PCB apela aos trabalhadores e trabalhadoras, à juventude, às organizações sociais e populares, aos movimentos sindicais, estudantis e comunitários, bem como às forças políticas comprometidas com a soberania nacional e com a paz entre os povos, para que não apenas condenem publicamente essa nova agressão, mas organizem grandes manifestações em todas as regiões do planeta contra a ofensiva imperialista ao Irã.

É hora de fortalecer a luta anti-imperialista e a solidariedade internacionalista. Somente a mobilização consciente e organizada dos povos poderá conter a marcha da guerra, defender a autodeterminação dos povos e abrir caminho para uma ordem internacional baseada na cooperação, na justiça social e na soberania popular.

Pela paz entre os povos!
Contra o imperialismo e o sionismo!
Solidariedade ao povo do Irã e ao povo palestino!

Comissão Política Nacional do PCB

EM TEMPO: Observem que a Nota do Partidão, como também de outros países e organização políticas, na maioria das vezes não se referem a darem  apoio ao governo e, sim, ao povo iraniano e palestino.